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Questão de Medicina — Geriatria — Avança SP 2025

MedicinaGeriatria
Código
qg422920
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Varginha - MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Geriatra
A imunização é uma das medidas mais eficazes para minimizar o risco de infecções e suas complicações, constituindo um dos pilares para a promoção da saúde do idoso. Apesar disso, sua importância nessa faixa etária ainda é frequentemente subvalorizada.Assinale a alternativa correta sobre a conduta em relação à vacinação no idoso:
  1. AA imunização deve ser restrita à infância, não sendo necessária em idosos.
  2. BEm todo atendimento ao idoso, é fundamental investigar a situação vacinal e orientar sobre a importância das vacinas e quais devem ser administradas.
  3. CA vacinação em idosos deve ser evitada devido ao alto risco de complicações.
  4. DSó há indicação de vacinas em idosos internados por longos períodos.
  5. EA imunização em idosos é sempre dispensável quando há bons hábitos alimentares.
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GabaritoB — Em todo atendimento ao idoso, é fundamental investigar a situação vacinal e orientar sobre a importância das vacinas e quais devem ser administradas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vacinação no idoso: conduta correta na atenção à saúde

Gabarito: letra B. Em todo atendimento ao idoso, é fundamental investigar a situação vacinal e orientar sobre a importância das vacinas e quais devem ser administradas — essa é a conduta preconizada pelas diretrizes de saúde do idoso, que veem a imunização como pilar da prevenção de infecções e complicações nessa faixa etária. As demais alternativas negam ou restringem indevidamente a vacinação, contrariando o princípio da prevenção e o calendário vacinal do adulto e do idoso.

A imunização é uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de infecções e suas complicações, especialmente no idoso, cujo sistema imunológico sofre alterações próprias do envelhecimento (imunossenescência), tornando-o mais vulnerável a doenças como influenza, pneumonia, herpes-zóster e covid-19. Por isso, a vacinação não se restringe à infância: ela acompanha o indivíduo ao longo de toda a vida, com esquemas específicos para cada fase, incluindo reforços e vacinas indicadas a partir dos 60 anos.

Na prática clínica, a avaliação do idoso deve incluir, obrigatoriamente, a verificação da caderneta de vacinação e a atualização do esquema vacinal conforme o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O médico deve orientar o paciente e seus familiares sobre as vacinas indicadas, os intervalos entre doses e a importância de manter o esquema em dia. Essa conduta se aplica a todo idoso, independentemente de estar saudável, internado ou institucionalizado.

A vacinação em idosos é segura e bem tolerada, com contraindicações restritas a situações específicas (como alergia grave a componentes da vacina ou imunossupressão grave em algumas vacinas vivas atenuadas). O risco de complicações da própria doença é muito maior que o risco de eventos adversos vacinais. Portanto, evitar a vacinação por medo de complicações é um erro grave, que expõe o idoso a riscos desnecessários.

A alimentação adequada é importante para a saúde geral, mas não substitui a imunização. Bons hábitos alimentares não conferem proteção específica contra agentes infecciosos; apenas a vacina induz a resposta imune protetora. Da mesma forma, a vacinação não se limita a idosos internados: ela é indicada para todos, em qualquer contexto de atendimento, sendo a atenção primária o cenário ideal para a atualização vacinal.

A banca explora a desinformação comum de que vacina é coisa de criança. A pegadinha está em alternativas que restringem a vacinação a situações específicas (internação) ou a condicionam a fatores como alimentação, quando a regra é universal: todo idoso deve ter sua situação vacinal avaliada e atualizada em todo contato com o serviço de saúde.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a imunização deve ser restrita à infância. Erro conceitual: a vacinação é necessária em todas as fases da vida, incluindo a velhice, com calendário próprio para adultos e idosos. A imunossenescência aumenta a vulnerabilidade, tornando a vacinação ainda mais relevante nessa faixa etária.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reflete exatamente a conduta preconizada: em todo atendimento ao idoso, deve-se investigar a situação vacinal e orientar sobre as vacinas indicadas. Essa é a recomendação das diretrizes de saúde do idoso e do PNI, que veem a imunização como pilar da prevenção.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a vacinação deve ser evitada pelo alto risco de complicações. Inverte a lógica: as vacinas são seguras e os eventos adversos graves são raros; o risco de complicações das doenças preveníveis é muito maior. A contraindicação é pontual, não geral.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Restringe a indicação de vacinas a idosos internados por longos períodos. A vacinação é indicada para todos os idosos, independentemente de internação. A atenção primária é o cenário ideal para a atualização vacinal, e a internação pode até ser oportunidade para vacinar, mas não é condição para a indicação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Condiciona a dispensa da imunização a bons hábitos alimentares. Alimentação saudável não substitui a proteção vacinal específica. A vacina é a única forma de induzir imunidade protetora contra agentes infecciosos; a nutrição adequada é complementar, não substituta.

Gabarito: letra B

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