A osteoporose é uma doença silenciosa caracterizada por baixa massa óssea, alterações na microarquitetura óssea e fragilidade esquelética, predispondo a fraturas.Assinale a alternativa que apresenta corretamente as fraturas mais comuns nessa doença:
AVertebrais, de quadril e de rádio distal.(
BFraturas do crânio, nariz e mandíbula.
CFraturas da escápula, clavícula e esterno.
DFraturas dos ossículos do ouvido, maxilar e dentes.
EFraturas da patela, fíbula e falanges dos pés.
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GabaritoA — Vertebrais, de quadril e de rádio distal.
(
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Osteoporose: fraturas por fragilidade
Gabarito: letra A. As fraturas mais comuns na osteoporose são as vertebrais, de quadril e de rádio distal — os três sítios clássicos de fratura por fragilidade, diretamente associados à redução da densidade mineral óssea (DMO). O material de apoio confirma: "As fraturas de quadril e de vértebras são altamente associadas à redução da DMO do quadril e da coluna, respectivamente, e historicamente têm sido consideradas o desfecho típico da doença", e acrescenta o rádio distal (fratura de Colles) como outro sítio típico.
A osteoporose é uma doença metabólica sistêmica do esqueleto, caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura, o que aumenta a fragilidade esquelética e a suscetibilidade a fraturas. O diagnóstico é feito pela densitometria óssea (escore T ≤ −2,5), mas a manifestação clínica mais importante é justamente a fratura por fragilidade — aquela que ocorre espontaneamente ou após trauma mínimo, como cair da própria altura. Por isso, o conhecimento dos sítios mais acometidos é essencial para o rastreamento, a prevenção e o tratamento.
Os ossos mais atingidos são aqueles ricos em osso trabecular, que é metabolicamente mais ativo e sofre perda mais rápida. A coluna vertebral, o colo do fêmur (quadril) e o rádio distal (punho) são os exemplos clássicos. A fratura de quadril é a mais grave, com aumento da mortalidade em 12% a 20% nos dois anos seguintes; as fraturas vertebrais, muitas vezes silenciosas, levam a perda de altura, cifose e dor crônica; a fratura de rádio distal (Colles) é típica da queda com a mão espalmada, comum na mulher pós-menopausa.
A banca explora a confusão entre fratura por fragilidade (osteoporótica) e fratura por trauma de alta energia (acidentes, quedas de altura). As alternativas incorretas listam ossos que não são sítios clássicos de fragilidade osteoporótica — crânio, nariz, mandíbula, escápula, clavícula, esterno, ossículos do ouvido, maxilar, dentes, patela, fíbula e falanges —, que sofrem fraturas por outros mecanismos, não pela osteoporose. O critério decisivo é: a fratura osteoporótica ocorre em osso com baixa DMO, tipicamente em locais de predomínio trabecular e sujeitos a impacto em quedas.
Guarde a tríade clássica — vértebra, quadril e rádio distal — e o conceito de "fratura por fragilidade": é exatamente nesses dois pontos que as alternativas se separam.
Fraturas por fragilidade (osteoporose): Sítios clássicos (Vértebras, Quadril (colo do fêmur), Rádio distal (Colles)); Mecanismo (Trauma mínimo, Espontânea); Por que esses ossos? (Predomínio de osso trabecular, Perda óssea mais rápida); Distratores (trauma de alta energia) (Crânio, nariz, mandíbula, Escápula, clavícula, esterno, Patela, fíbula, falanges)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Lista exatamente os três sítios clássicos de fratura osteoporótica: vertebrais, de quadril e de rádio distal. O material de apoio confirma que as fraturas de quadril e vértebras são o "desfecho típico da doença" e que o rádio distal (fratura de Colles) também é um sítio típico, "dependendo da gravidade da doença". São ossos com predomínio de osso trabecular, metabolicamente ativos e sujeitos a impacto em quedas — o cenário perfeito para a fratura por fragilidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Fraturas de crânio, nariz e mandíbula são, em regra, resultantes de trauma direto de alta energia (acidentes automobilísticos, agressões, quedas de altura), não de fragilidade óssea. O crânio é osso predominantemente cortical, menos suscetível à perda óssea da osteoporose; nariz e mandíbula também não figuram entre os sítios clássicos de fratura osteoporótica. A banca troca o mecanismo: fratura por trauma ≠ fratura por fragilidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Escápula, clavícula e esterno são ossos que se fraturam por trauma direto ou indireto de média/alta energia (quedas de altura, acidentes, impacto direto), não por fragilidade osteoporótica. Embora a clavícula seja um osso relativamente superficial e sujeito a fraturas, isso ocorre por mecanismo traumático, não pela redução da DMO. Nenhum desses sítios é listado como típico de fratura por fragilidade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Ossículos do ouvido, maxilar e dentes não são sítios de fratura osteoporótica. Os ossículos da orelha média são minúsculos e protegidos dentro do osso temporal; o maxilar e os dentes podem sofrer perda óssea em outras condições (doença periodontal, por exemplo), mas não são considerados sítios clássicos de fratura por fragilidade na osteoporose. A alternativa é um distrator absurdo, sem qualquer relação com a fisiopatologia da doença.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Patela, fíbula e falanges dos pés são ossos que se fraturam por trauma direto ou torção (entorses, quedas, acidentes), não por fragilidade osteoporótica. A patela, por exemplo, fratura-se em quedas com impacto direto no joelho; as falanges, em esmagamentos ou traumas locais. Nenhum desses sítios é listado como típico de fratura por fragilidade na osteoporose.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o mecanismo da fratura: em vez de listar os sítios de fragilidade osteoporótica (vértebra, quadril, rádio distal), apresenta ossos que se fraturam por trauma de alta energia (crânio, clavícula, patela). O candidato que não associa a osteoporose à fratura por fragilidade — aquela que ocorre com trauma mínimo ou espontaneamente — cai nos distratores. Lembre-se: a osteoporose é doença silenciosa; a fratura é o primeiro sinal, e ocorre nos ossos mais fracos, não nos mais expostos a trauma.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, decore a tríade "vértebra, quadril e punho (rádio distal)" — são os três sítios clássicos de fratura osteoporótica. Na prova, desconfie de alternativas que listem ossos do crânio, face, escápula, clavícula, patela ou falanges: esses se fraturam por trauma, não por fragilidade. Se a alternativa trouxer "fratura por fragilidade" ou "trauma mínimo", associe imediatamente à osteoporose.
Gabarito: letra A — vertebais, quadril e rádio distal.