A constipação intestinal é uma condição comum em idosos hospitalizados, podendo gerar impactos importantes durante a internação. Com base nessa informação, assinale a alternativa correta.
AA constipação em idosos internados é rara e autolimitada, sem repercussões clínicas relevantes.
BEm pacientes hospitalizados, a constipação melhora espontaneamente com o tempo de internação.
CA constipação está associada à redução de custos hospitalares e melhora da qualidade de vida.
DA constipação pode levar a complicações como incontinência fecal e prolongamento da hospitalização.
EA constipação ocorre apenas em pacientes com doenças inflamatórias intestinais graves.
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GabaritoD — A constipação pode levar a complicações como incontinência fecal e prolongamento da hospitalização.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Constipação intestinal no idoso hospitalizado
Gabarito: letra D. A constipação intestinal em idosos hospitalizados é um evento frequente e com repercussões clínicas relevantes, podendo levar a complicações como incontinência fecal, impactação fecal, retenção urinária, delirium e prolongamento da hospitalização. As demais alternativas apresentam afirmações incorretas sobre a epidemiologia e o impacto dessa condição.
A constipação intestinal é definida como a dificuldade de evacuar, com fezes endurecidas, ressecadas ou em cíbalos, podendo estar associada à sensação de evacuação incompleta. No idoso hospitalizado, diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento: imobilidade no leito, dieta pobre em fibras, baixa ingesta hídrica, uso de medicamentos constipantes (opioides, anticolinérgicos, antiácidos), doenças crônicas (hipotireoidismo, diabetes melito) e a própria condição de internação, que inibe o reflexo evacuatório pela falta de privacidade e pela necessidade de usar comadre ou papagaio.
A constipação não é um problema trivial. Suas complicações incluem impactação fecal, que pode evoluir para obstrução intestinal, incontinência fecal por transbordamento (quando fezes líquidas passam ao redor do fecaloma), retenção urinária, delirium, agitação psicomotora e aumento do risco de quedas. Essas complicações prolongam o tempo de internação, aumentam os custos hospitalares e pioram a qualidade de vida do paciente. O manejo envolve medidas não farmacológicas (mobilização, hidratação, dieta rica em fibras) e farmacológicas, com laxativos lubrificantes, osmóticos ou estimulantes, conforme a necessidade.
A banca explora a noção equivocada de que a constipação é um problema menor e autolimitado. Na prática geriátrica, ela é um dos problemas mais comuns e com maior impacto na internação do idoso, exigindo avaliação e tratamento ativos. A distinção crucial é entre a constipação como sintoma benigno e a constipação como causa de complicações graves e prolongamento da hospitalização — é exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Constipação no idoso hospitalizado: Fatores de risco (Imobilidade no leito, Dieta pobre em fibras, Baixa ingesta hídrica, Medicamentos constipantes, Falta de privacidade); Complicações (Impactação fecal, Incontinência fecal por transbordamento, Retenção urinária, Delirium, Prolongamento da internação); Manejo (Não farmacológico (mobilização, hidratação, fibras), Farmacológico (laxativos))
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a constipação em idosos internados é rara e autolimitada, sem repercussões clínicas relevantes. É o oposto da realidade: a constipação é frequente em idosos hospitalizados e está associada a complicações como impactação fecal, incontinência fecal, delirium e prolongamento da internação. Não é autolimitada — tende a piorar com o tempo de internação se não for manejada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a constipação melhora espontaneamente com o tempo de internação. Na verdade, o tempo de internação agrava a constipação, pois os fatores de risco (imobilidade, dieta inadequada, medicamentos, falta de privacidade) persistem e se acumulam. A melhora exige intervenção ativa, não ocorre espontaneamente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a constipação está associada à redução de custos hospitalares e melhora da qualidade de vida. É o contrário: a constipação e suas complicações aumentam os custos hospitalares (mais dias de internação, mais exames, mais medicamentos) e pioram a qualidade de vida do paciente, causando desconforto, dor e risco de complicações.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que a constipação pode levar a complicações como incontinência fecal e prolongamento da hospitalização. É exatamente o que ocorre: a impactação fecal pode causar incontinência fecal por transbordamento, e as complicações associadas (delirium, retenção urinária, obstrução) prolongam o tempo de internação. Esta é a única alternativa que descreve corretamente o impacto clínico da constipação no idoso hospitalizado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a constipação ocorre apenas em pacientes com doenças inflamatórias intestinais graves. É uma generalização incorreta: a constipação é um sintoma comum em idosos hospitalizados por múltiplas causas (medicamentos, imobilidade, dieta, doenças crônicas), e as doenças inflamatórias intestinais são apenas uma causa rara entre muitas. A constipação não se restringe a esse grupo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a banalização da constipação no idoso. O candidato que pensa "constipação é só um desconforto" tende a marcar a alternativa A ou B. Mas na geriatria hospitalar, a constipação é um problema sério, com complicações que prolongam a internação — a letra D é a única que reflete essa realidade clínica.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre constipação no idoso, lembre-se do tripé: frequente, complicada e prolonga internação. Qualquer alternativa que minimize o problema (rara, autolimitada, melhora espontânea, reduz custos) está errada. A alternativa que cita complicações concretas (incontinência fecal, prolongamento da hospitalização) é a correta.