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Questão de Medicina — Neurologia — Avança SP 2025

MedicinaNeurologia
Código
qg422978
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Varginha - MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neurologista
O infarto aterotrombótico é uma das principais causas de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI). Nesse contexto, a isquemia cerebral pode ser causada por diferentes mecanismos. Assinale a alternativa que apresenta corretamente os mecanismos básicos envolvidos nesse processo.
  1. AVasodilatação persistente, hiperemia reativa e ruptura de microaneurismas.
  2. BEmbolia a partir da placa, estenose progressiva levando à trombose local ou isquemia distal ao local do estreitamento.
  3. CVasculite autoimune, lise fibrinolítica espontânea e degeneração axonal difusa.
  4. DHipertensão crônica, edema cerebral generalizado e aumento da pressão intracraniana.
  5. EInfecção viral, desmielinização extensa e necrose cortical seletiva.
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GabaritoB — Embolia a partir da placa, estenose progressiva levando à trombose local ou isquemia distal ao local do estreitamento.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Infarto aterotrombótico: mecanismos básicos da isquemia cerebral

Gabarito: letra B. O infarto aterotrombótico, uma das principais causas de AVC isquêmico, decorre de mecanismos que envolvem a embolia a partir da placa aterosclerótica, a estenose progressiva com trombose local e a isquemia distal ao local do estreitamento — exatamente o que descreve a alternativa B. As demais alternativas misturam conceitos de outras entidades (hemorragia, hipertensão intracraniana, vasculite, desmielinização) que não correspondem aos mecanismos básicos do infarto aterotrombótico.

O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) é definido como um episódio agudo de disfunção focal do encéfalo, retina e/ou medula espinal com duração maior que 24 horas, ou de qualquer duração se houver evidência radiológica ou patológica de isquemia focal. A isquemia cerebral ocorre quando há obstrução mecânica do fluxo arterial, seja por mecanismo cardioembólico ou aterotrombótico. No caso específico do infarto aterotrombótico, a placa aterosclerótica formada na parede arterial é o ponto de partida: ela pode crescer progressivamente, estreitando o lúmen do vaso até causar trombose local (oclusão completa), ou pode se romper, liberando êmbolos que viajam pela corrente sanguínea e ocluem artérias mais distais. Além disso, mesmo sem oclusão completa, a estenose significativa pode reduzir o fluxo sanguíneo a ponto de causar isquemia no território distal ao estreitamento, especialmente em situações de baixo débito ou aumento da demanda metabólica.

A compreensão desses mecanismos é fundamental porque orienta a profilaxia secundária: enquanto o AVCi cardioembólico (fibrilação atrial, por exemplo) se beneficia de anticoagulação, o AVCi aterotrombótico é tratado com antiagregantes plaquetários e estatinas, além do controle rigoroso dos fatores de risco como hipertensão, diabetes e dislipidemia. A distinção entre os mecanismos também explica por que a investigação etiológica é tão importante após um AIT ou AVCi: cada mecanismo tem uma estratégia terapêutica específica.

A banca explora aqui a confusão entre os mecanismos do AVCi aterotrombótico e outras condições neurológicas. As alternativas incorretas misturam conceitos de hemorragia cerebral (ruptura de microaneurismas), hipertensão intracraniana (edema cerebral, aumento da PIC), vasculites autoimunes, doenças desmielinizantes e processos infecciosos — todos podem causar dano cerebral, mas não são os mecanismos básicos do infarto aterotrombótico. O candidato que domina a fisiopatologia do AVCi identifica imediatamente que a alternativa B descreve com precisão os três mecanismos clássicos: embolia a partir da placa, trombose local por estenose progressiva e isquemia distal ao estreitamento.

Infarto aterotrombótico (AVCi)
  • 1Mecanismos básicos
    • Embolia a partir da placa
    • Estenose progressiva → trombose local
    • Isquemia distal ao estreitamento
  • 2Tratamento
    • Antiagregantes plaquetários
    • Estatinas
    • Controle de fatores de risco
  • 3Distinção do cardioembólico
    • Cardioembólico → anticoagulação
    • Aterotrombótico → antiagregante
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Vasodilatação persistente, hiperemia reativa e ruptura de microaneurismas são mecanismos associados a outras condições, não ao infarto aterotrombótico. A ruptura de microaneurismas (como os de Charcot-Bouchard) está relacionada à hemorragia intracerebral hipertensiva, não à isquemia. Vasodilatação persistente e hiperemia reativa são fenômenos que podem ocorrer após reperfusão, mas não são mecanismos básicos do infarto aterotrombótico.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve com precisão os mecanismos básicos do infarto aterotrombótico: (1) embolia a partir da placa — fragmentos da placa aterosclerótica se desprendem e ocluem artérias distais; (2) estenose progressiva levando à trombose local — o crescimento da placa estreita o vaso até causar oclusão trombótica no próprio local; (3) isquemia distal ao local do estreitamento — a estenose significativa reduz o fluxo sanguíneo para o território distal, causando isquemia mesmo sem oclusão completa. Esses são exatamente os mecanismos fisiopatológicos clássicos do AVCi aterotrombótico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Vasculite autoimune, lise fibrinolítica espontânea e degeneração axonal difusa não são mecanismos do infarto aterotrombótico. Vasculite autoimune é uma causa rara de AVCi, mas não faz parte dos mecanismos básicos do infarto aterotrombótico (que é uma doença da parede arterial por aterosclerose). Lise fibrinolítica espontânea não é um mecanismo de isquemia — seria um mecanismo de recanalização. Degeneração axonal difusa é um conceito de trauma axonal, não de isquemia focal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Hipertensão crônica, edema cerebral generalizado e aumento da pressão intracraniana são consequências ou fatores de risco, não mecanismos básicos do infarto aterotrombótico. A hipertensão crônica é um fator de risco importante para o desenvolvimento de aterosclerose, mas não é um mecanismo de isquemia em si. Edema cerebral e aumento da PIC são complicações que podem ocorrer após o infarto (como na síndrome da ACM maligna), mas não são os mecanismos que causam a isquemia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Infecção viral, desmielinização extensa e necrose cortical seletiva não têm relação com os mecanismos do infarto aterotrombótico. Infecção viral pode causar encefalite, desmielinização extensa é característica de doenças como esclerose múltipla, e necrose cortical seletiva pode ocorrer em hipóxia global, mas nenhum desses é mecanismo de isquemia focal por aterotrombose.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura mecanismos de outras doenças neurológicas para confundir: ruptura de microaneurismas (hemorragia), edema cerebral e aumento da PIC (hipertensão intracraniana), vasculite autoimune (doença inflamatória), desmielinização (esclerose múltipla). O candidato que não domina a fisiopatologia do AVCi pode se perder. A chave é lembrar que o infarto aterotrombótico é uma doença vascular oclusiva — tudo que envolve obstrução do fluxo por placa aterosclerótica (embolia, trombose, estenose) está correto; tudo que envolve outros mecanismos (hemorragia, inflamação, desmielinização) está errado.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de mecanismos de AVCi, monte um esquema mental: AVCi = obstrução do fluxo. Pergunte-se: "essa alternativa descreve uma obstrução vascular?" Se sim, pode ser mecanismo de AVCi; se descreve hemorragia, inflamação, infecção ou desmielinização, descarte. Os três mecanismos clássicos do infarto aterotrombótico são: embolia da placa, trombose local por estenose e isquemia distal ao estreitamento.

Gabarito: letra B

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