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Questão de Medicina — Neurologia — Avança SP 2025

MedicinaNeurologia
Código
qg422992
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Varginha - MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neurologista
A esclerose múltipla (EM) pode ser definida como uma doença desmielinizante, autoimune e inflamatória, de etiologia desconhecida, do Sistema Nervoso Central (SNC). Quanto às formas clínicas de apresentação, a EM pode se manifestar de diferentes maneiras. Assinale a alternativa que apresenta corretamente as quatro formas clínicas.
  1. ARecorrente-remitente, primariamente progressiva, secundariamente progressiva e recorrente-progressiva.
  2. BAguda fulminante, latente crônica, recidivante-hemorrágica e multifocal difusa.
  3. CSecundária-infecciosa, primária-inflamatória, recidiva metabólica e progressiva-viral.
  4. DRemitente-crônica, degenerativa-paroxística, progressiva-tóxica e autoimune-lacunar.
  5. ECrônica-lenta, inflamatória aguda, recorrente-degenerativa e trombótica progressiva.
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GabaritoA — Recorrente-remitente, primariamente progressiva, secundariamente progressiva e recorrente-progressiva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Esclerose múltipla: formas clínicas

Gabarito: letra A. As quatro formas clínicas clássicas da esclerose múltipla são: recorrente-remitente (EMRR), primariamente progressiva (EMPP), secundariamente progressiva (EMSP) e recorrente-progressiva (EMRP) — esta última, embora menos citada atualmente, integra a classificação tradicional. A alternativa A é a única que reúne exatamente esses quatro fenótipos, conforme a descrição dos cursos clínicos da doença.

A esclerose múltipla é uma doença desmielinizante, autoimune e inflamatória do sistema nervoso central, de etiologia ainda não totalmente esclarecida. O que define cada forma clínica é o padrão de evolução — ou seja, como os surtos (episódios agudos de disfunção neurológica) e a progressão (acúmulo de incapacidade) se combinam ao longo do tempo. Essa distinção é fundamental porque orienta tanto o prognóstico quanto a escolha terapêutica.

A forma recorrente-remitente (EMRR) é a mais comum, presente em mais de 80% dos pacientes no início: caracteriza-se por episódios agudos de piora neurológica (surtos) com recuperação total ou parcial, sem progressão aparente entre eles. A secundariamente progressiva (EMSP) é a fase que se segue a um curso inicial remitente-recorrente, na qual a doença se torna progressiva, com ou sem recidivas sobrepostas — mais de 50% dos pacientes com EMRR não tratada evoluem para essa forma. A primariamente progressiva (EMPP) cursa com agravamento progressivo da função neurológica desde o início, sem surtos bem definidos, e acomete igualmente homens e mulheres (razão 1:1). Já a recorrente-progressiva (EMRP) é a forma em que há progressão da doença desde o início, mas com surtos agudos superpostos — um fenótipo que, na classificação mais recente, tende a ser absorvido pelas categorias progressivas com atividade.

A banca explora exatamente a memorização dos nomes corretos desses quatro fenótipos. As alternativas incorretas misturam termos de outras doenças (como "hemorrágica", "trombótica", "infecciosa", "metabólica", "tóxica") ou criam combinações que não existem na nomenclatura da EM. O candidato que domina a lista clássica — EMRR, EMPP, EMSP e EMRP — elimina as demais opções por completo.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar as quatro formas, associe cada uma ao seu padrão evolutivo: RR = surtos com remissão; SP = começa como RR e depois progride; PP = progressão desde o início, sem surtos; RP = progressão desde o início, mas com surtos. Na prova, desconfie de qualquer termo que não seja um desses quatro — a banca adora inventar nomes como "latente crônica" ou "degenerativa-paroxística" para confundir.

Forma Clínica

Padrão Evolutivo

Característica Principal

Recorrente-remitente (EMRR)

Surtos com remissão

Episódios agudos de piora com recuperação total ou parcial; sem progressão entre surtos; mais comum (>80% no início).

Secundariamente progressiva (EMSP)

Progressão após fase RR

Começa como EMRR e depois progride, com ou sem surtos sobrepostos; >50% dos casos não tratados evoluem para esta forma.

Primariamente progressiva (EMPP)

Progressão desde o início

Agravamento progressivo desde o início, sem surtos bem definidos; acomete igualmente homens e mulheres (1:1).

Recorrente-progressiva (EMRP)

Progressão com surtos

Progressão desde o início, mas com surtos agudos superpostos; tende a ser absorvida pelas categorias progressivas na classificação recente.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa apresenta exatamente as quatro formas clínicas clássicas da esclerose múltipla: recorrente-remitente, primariamente progressiva, secundariamente progressiva e recorrente-progressiva. Cada uma corresponde a um padrão evolutivo distinto da doença, conforme descrito na literatura: a EMRR é a forma inicial mais comum (surtos com remissão), a EMPP progride desde o início, a EMSP é a fase progressiva após um curso remitente-recorrente, e a EMRP combina progressão com surtos superpostos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Os termos "aguda fulminante", "latente crônica", "recidivante-hemorrágica" e "multifocal difusa" não correspondem a nenhuma forma clínica da esclerose múltipla. A banca inventou nomes que lembram outras doenças neurológicas — "hemorrágica" remete a eventos vasculares hemorrágicos, e "multifocal difusa" não é um fenótipo reconhecido da EM. A classificação correta não inclui nenhum desses termos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Secundária-infecciosa", "primária-inflamatória", "recidiva metabólica" e "progressiva-viral" são combinações que misturam etiologias hipotéticas com padrões clínicos, mas não existem como formas clínicas da EM. A doença é presumivelmente autoimune, e não há classificação que use os termos "infecciosa", "metabólica" ou "viral" para nomear seus fenótipos. A banca tenta confundir o candidato com supostas causas, quando o que define a forma é o padrão evolutivo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Remitente-crônica", "degenerativa-paroxística", "progressiva-tóxica" e "autoimune-lacunar" não são formas clínicas reconhecidas. O termo "lacunar" remete a infartos lacunares (doença cerebrovascular), e "tóxica" não se aplica à EM. A nomenclatura correta usa apenas os quatro padrões evolutivos — não há espaço para "degenerativa-paroxística" ou "autoimune-lacunar" na classificação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Crônica-lenta", "inflamatória aguda", "recorrente-degenerativa" e "trombótica progressiva" não correspondem a nenhum fenótipo da EM. O termo "trombótica" remete a eventos vasculares trombóticos, que não fazem parte da fisiopatologia desmielinizante da doença. A alternativa mistura descrições genéricas com termos de outras patologias, afastando-se completamente da classificação clássica.

Gabarito: letra A — única que apresenta corretamente as quatro formas clínicas da esclerose múltipla: recorrente-remitente, primariamente progressiva, secundariamente progressiva e recorrente-progressiva.

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