Lucas, de 10 anos, foi diagnosticado com TDAH. Sua avaliação clínica revelou contraindicações ao uso de medicamentos. A equipe de saúde busca uma estratégia que envolva suporte psicoeducacional e leve em consideração o ambiente familiar, os recursos disponíveis e possíveis condições associadas.Com base nessa situação, assinale a alternativa que indica corretamente o tipo de intervenção mais apropriada para o caso.
AFarmacoterapia intensiva
BTratamento odontológico especializado
CTerapia hormonal substitutiva
DIntervenção não farmacológica
EInternação psiquiátrica de longo prazo
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GabaritoD — Intervenção não farmacológica
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TDAH: intervenção não farmacológica como primeira linha quando há contraindicação medicamentosa
Gabarito: letra D. Quando há contraindicação ao uso de medicamentos no TDAH, a conduta apropriada é a intervenção não farmacológica, que inclui suporte psicoeducacional, intervenções comportamentais e psicossociais, considerando o ambiente familiar e os recursos disponíveis. Essa abordagem está alinhada às diretrizes que preconizam a intervenção multimodal, na qual as intervenções não medicamentosas são essenciais para o manejo do transtorno.
O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por desatenção, hiperatividade e impulsividade, com prejuízo funcional em múltiplos contextos. O tratamento convencional envolve, em primeira linha, o uso de estimulantes como metilfenidato e anfetaminas, que melhoram cognição e funções executivas. No entanto, quando há contraindicações — como efeitos adversos significativos, comorbidades que contraindicam o uso ou preferência do paciente/família —, a abordagem não farmacológica torna-se a alternativa central.
As diretrizes atuais, incluindo as do NICE e as recomendações brasileiras, enfatizam que o tratamento do TDAH deve ser multimodal, combinando intervenções farmacológicas e não farmacológicas. Entre as intervenções não farmacológicas, destacam-se a terapia cognitivo-comportamental (TCC), o treinamento de pais, o suporte psicoeducacional, as adaptações escolares e o treinamento de habilidades sociais. Essas intervenções visam melhorar o controle executivo, o funcionamento ocupacional e social, e são particularmente importantes quando a farmacoterapia não é possível.
No caso de Lucas, de 10 anos, com contraindicação medicamentosa, a equipe deve priorizar uma estratégia que envolva suporte psicoeducacional, considerando o ambiente familiar e os recursos disponíveis. Isso se enquadra perfeitamente na intervenção não farmacológica, que é a alternativa correta. As demais opções — farmacoterapia intensiva, tratamento odontológico, terapia hormonal ou internação psiquiátrica — não são indicadas para o manejo do TDAH sem complicações graves.
A banca explora a confusão entre o tratamento padrão (farmacológico) e a necessidade de adaptação quando há contraindicação. O candidato pode ser tentado a escolher a farmacoterapia, mas o enunciado é claro ao afirmar a contraindicação, direcionando para a abordagem não medicamentosa.
TDAH: tratamento multimodal
1Farmacológico (1ª linha)
Estimulantes (metilfenidato)
Contraindicado no caso
2Não farmacológico
Suporte psicoeducacional
TCC
Treinamento de pais
Adaptações escolares
Habilidades sociais
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A farmacoterapia intensiva é contraindicada no caso, pois o enunciado afirma explicitamente que Lucas apresenta contraindicações ao uso de medicamentos. A farmacoterapia é a primeira linha no TDAH, mas não pode ser aplicada quando há contraindicação clínica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O tratamento odontológico especializado não tem relação com o TDAH. Não há indicação odontológica para o manejo do transtorno, sendo uma alternativa claramente fora do contexto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A terapia hormonal substitutiva é utilizada em condições endócrinas, como deficiências hormonais, e não tem papel no tratamento do TDAH. Não há evidência ou indicação para essa intervenção no caso.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A intervenção não farmacológica é a abordagem apropriada quando há contraindicação ao uso de medicamentos. Inclui suporte psicoeducacional, TCC, treinamento de pais, adaptações escolares e intervenções psicossociais, considerando o ambiente familiar e os recursos disponíveis. As diretrizes preconizam a intervenção multimodal, e a literatura enfatiza que as intervenções psicossociais e comportamentais são essenciais para crianças com TDAH.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A internação psiquiátrica de longo prazo é uma medida extrema, reservada para casos de risco iminente ou descompensação grave, não sendo indicada para o manejo ambulatorial do TDAH sem complicações. O caso de Lucas não apresenta indicação de internação.