Trata-se de um estado de irresponsividade, no qual o paciente permanece deitado, com os olhos fechados e não pode ser despertado, sendo essa uma condição clínica marcada pela perda da vigilância e da consciência.O conceito descrito acima trata-se de:
AEstado de alerta com fala desorganizada
BEstado confusional agudo
CDelirium hiperativo
DComa
ESonolência transitória
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GabaritoD — Coma
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Coma: definição e diferenciação dos estados de consciência
Gabarito: letra D (Coma). O enunciado descreve exatamente o coma: estado de irresponsividade em que o paciente permanece deitado, com os olhos fechados e não pode ser despertado, mesmo com estímulos vigorosos — condição marcada pela perda da vigilância e da consciência. Essa definição é clássica na neurologia e aparece nos textos de referência sobre o tema.
O coma é um estado de inconsciência profunda no qual o paciente não responde a estímulos externos, não abre os olhos, não fala e não obedece a comandos. A consciência exige a integridade do sistema ativador reticular ascendente (SRAA) e de suas projeções corticais; o coma ocorre por lesão ou perda funcional do SRAA ou do córtex bilateralmente. Diferentemente do sono, o paciente em coma não pode ser despertado, mesmo com estímulos dolorosos intensos. É um estado neurológico geralmente transitório, que pode evoluir para recuperação, estado vegetativo persistente, estado minimamente consciente ou morte encefálica.
Para diferenciar o coma de outros estados de consciência alterada, é essencial conhecer as características de cada um:
Estado
Vigilância (despertar)
Consciência (conteúdo)
Resposta a estímulos
Coma
Ausente (olhos fechados)
Ausente
Não desperta, mesmo com estímulos vigorosos
Estado vegetativo
Preservada (abertura ocular espontânea)
Ausente (sem percepção de si ou do ambiente)
Não obedece comandos, movimentos sem propósito
Estado minimamente consciente
Cíclica (desperta com estímulos)
Parcial (percepção intermitente)
Responde a comandos de forma inconsistente
Delirium
Flutuante
Alterada (desatenção, pensamento desorganizado)
Responde, mas com alteração do nível de consciência
Sonolência/letargia
Reduzida, mas desperta com estímulos brandos
Preservada quando desperto
Acorda facilmente
A banca explora a confusão entre coma e delirium, especialmente o delirium hipoativo, que também pode apresentar redução do nível de consciência. No entanto, o delirium é caracterizado por flutuação do nível de consciência e por desatenção, enquanto o coma é um estado estável de irresponsividade total. O enunciado é claro ao dizer "não pode ser despertado" e "perda da vigilância e da consciência", o que exclui o delirium e aponta diretamente para o coma.
Guarde a fronteira entre coma e delirium: no coma, há perda total da vigilância e da consciência; no delirium, há flutuação e o paciente pode ser despertado, ainda que com alteração do conteúdo da consciência. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.
Estados de consciência: Coma (Vigilância ausente, Consciência ausente, Não desperta); Estado vegetativo (Vigilância preservada, Consciência ausente); Estado minimamente consciente (Vigilância cíclica, Consciência parcial); Delirium (Vigilância flutuante, Consciência alterada); Sonolência (Vigilância reduzida, Consciência preservada)
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Estado de alerta com fala desorganizada" descreve um paciente que está acordado e vigilante, mas com pensamento e fala incoerentes — isso se aproxima mais de um estado confusional ou de delirium, não de coma. No coma, não há alerta nem fala; o paciente está com os olhos fechados e irresponsivo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O estado confusional agudo (sinônimo de delirium) é caracterizado por alteração aguda e flutuante do nível e do conteúdo da consciência, com desatenção e pensamento desorganizado. O paciente pode estar sonolento, mas geralmente pode ser despertado, o que não ocorre no coma. O enunciado descreve irresponsividade total, sem flutuação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O delirium hiperativo é uma forma de delirium com agitação psicomotora, labilidade emocional e combatividade. O paciente está desperto e agitado, não com os olhos fechados e irresponsivo. O enunciado descreve o oposto: um paciente que não pode ser despertado.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O coma é definido como ausência completa de despertar e de conteúdo da consciência. O paciente permanece deitado, com os olhos fechados, não fala, não se move espontaneamente e não obedece a ordens; mesmo com estimulação dolorosa vigorosa, não há abertura ocular nem resposta verbal. Essa é exatamente a descrição do enunciado: "estado de irresponsividade, no qual o paciente permanece deitado, com os olhos fechados e não pode ser despertado".
Alternativa E — ❌ Incorreta
A sonolência transitória (ou letargia) é um estado de diminuição do nível de consciência em que o paciente consegue ser acordado com estímulos brandos. No coma, o paciente não desperta nem com estímulos vigorosos. A sonolência é um estado intermediário, não uma perda total da vigilância e da consciência.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o coma com o delirium hipoativo, que também pode cursar com sonolência e redução da responsividade. A diferença crucial: no delirium há flutuação do nível de consciência e o paciente pode ser despertado (ainda que desatento); no coma, não há despertar possível. Fique atento às palavras "não pode ser despertado" — elas fecham o diagnóstico de coma.
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar os estados de consciência na prova, use o par vigilância × consciência: coma = ausência de ambos; estado vegetativo = vigilância presente, consciência ausente; estado minimamente consciente = ambos parcialmente presentes; delirium = ambos presentes, porém flutuantes e com desatenção. Essa matriz resolve a maioria das questões sobre o tema.