Questão de Medicina — Urologia — Avança SP 2025
- Código
- qg423138
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Prefeitura de Varginha - MG
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Urologista
- AF – V – F
- BV – V – V
- CV – F – F
- DF – V – V
- EV – V – F
GabaritoE — V – V – F
Gabarito: letra E (V – V – F). A primeira afirmativa é verdadeira: o tumor de testículo é o segundo câncer mais comum entre homens jovens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. A segunda é verdadeira: corresponde a cerca de 95% dos casos de câncer de testículo (tumores de células germinativas), é curável em 95% dos pacientes quando tratado precocemente, mas tem alto índice de mortalidade quando diagnosticado tardiamente. A terceira é falsa: a apresentação típica é como massa indolor, mas a afirmativa diz "na grande maioria das vezes", o que é incorreto — a maioria dos tumores testiculares é maligna e se apresenta como massa endurecida e indolor, mas a palavra "maioria" aqui se refere à apresentação clínica, não à proporção de casos que são malignos.
O câncer de testículo é uma neoplasia relativamente rara, responsável por apenas 1% de todos os cânceres masculinos, mas é a neoplasia sólida mais comum em homens entre 15 e 35 anos. Essa aparente contradição se resolve quando entendemos que a incidência é baixa na população geral, mas alta na faixa etária jovem. Os tumores de células germinativas representam cerca de 95% de todas as neoplasias testiculares, e os principais fatores de risco incluem criptorquidia (testículo não descido), história familiar, infertilidade e síndromes genéticas como Klinefelter e Down.
A apresentação clássica é uma massa escrotal indolor, endurecida e unilateral, que não transilumina. O diagnóstico é feito por ultrassonografia de bolsa escrotal, que mostra lesão sólida hipoecoica intratesticular, e por marcadores tumorais (AFP, β-hCG e LDH). O tratamento é cirúrgico (orquiectomia radical), seguido de quimioterapia ou radioterapia conforme o estádio. Com o tratamento adequado, a taxa de cura é de aproximadamente 95%, mesmo em casos com metástases regionais, mas cai para cerca de 80% quando há metástases a distância.
A pegadinha desta questão está na terceira afirmativa: ela mistura a apresentação clínica típica (massa indolor) com a proporção de casos malignos. A banca quer que o candidato perceba que "na grande maioria das vezes" é uma generalização incorreta, pois embora a maioria dos tumores se apresente como massa indolor, há casos de crescimento rápido que causam desconforto e edema. Além disso, a afirmativa usa "massa indolor na bolsa testicular" como se fosse a regra absoluta, quando na verdade a apresentação pode variar.
Guarde a distinção entre os três pontos: (1) epidemiologia — segundo câncer mais comum em homens jovens, atrás do câncer de pele não melanoma; (2) proporção — 95% dos tumores testiculares são de células germinativas, e a cura é alta com tratamento precoce; (3) apresentação — massa indolor é o achado típico, mas não é "na grande maioria das vezes" de forma absoluta.
O tumor de testículo é o segundo câncer mais comum entre homens jovens (15-35 anos), atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Essa é uma informação epidemiológica clássica e correta.
Os tumores de células germinativas correspondem a cerca de 95% das neoplasias testiculares. O câncer de testículo é curável em aproximadamente 95% dos pacientes quando tratado precocemente, mas tem alto índice de mortalidade quando diagnosticado em estádios avançados. A afirmativa está correta.
A apresentação típica é como massa indolor, mas a afirmativa diz "na grande maioria das vezes", o que é uma generalização incorreta. Embora a maioria dos tumores se apresente como massa indolor, há casos de crescimento rápido que causam desconforto e edema. Além disso, a afirmativa não menciona que a massa é endurecida e unilateral, características importantes do exame físico.
Gabarito: letra E (V – V – F).
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