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Questão de Medicina — Pneumologia — Avança SP 2025

MedicinaPneumologia
Código
qg423154
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Varginha - MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Cirurgião Geral
A avaliação adequada da respiração e ventilação é fundamental em situações clínicas e de emergência. Analise os itens a seguir:I. Para avaliação da respiração e ventilação, deve-se expor completamente o tórax de modo a verificar movimentos respiratórios simétricos.II. A ausculta pulmonar deve ser feita somente em casos de parada respiratória.III. A ausculta pulmonar deve ser realizada apenas em um dos lados do tórax, já que o fluxo aéreo é simétrico em todos os casos.É correto o que se afirma em:
  1. AApenas o item I está correto.
  2. BApenas os itens I e II estão corretos.
  3. CApenas os itens I e III estão corretos.
  4. DApenas o item II está correto.
  5. ETodos os itens estão corretos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Apenas o item I está correto.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Avaliação da respiração e ventilação: exame físico do tórax

Gabarito: letra A. Apenas o item I está correto. A avaliação da respiração e ventilação exige a exposição completa do tórax para verificar a simetria dos movimentos respiratórios, enquanto a ausculta pulmonar é parte da avaliação clínica de rotina — não se restringe à parada respiratória — e deve ser realizada em ambos os hemotórax, pois alterações podem ser unilaterais. A base dessa conduta está na semiologia respiratória e nas diretrizes de suporte de vida, que orientam a inspeção e a ausculta comparativa dos dois lados.

A avaliação da respiração e da ventilação é um pilar da semiologia e do atendimento de emergência. O exame físico do tórax segue uma sequência lógica: inspeção, palpação, percussão e ausculta. A inspeção é o primeiro passo e consiste em observar o tórax do paciente, o que exige que ele esteja adequadamente exposto. Somente com o tórax descoberto é possível avaliar a expansibilidade, a simetria dos movimentos respiratórios, o uso de musculatura acessória, a presença de tiragens e o padrão respiratório. Essa etapa é fundamental para detectar assimetrias que podem indicar condições como derrame pleural, pneumotórax, atelectasia ou consolidações.

A ausculta pulmonar, por sua vez, é uma técnica que deve ser empregada em toda avaliação clínica, não apenas em situações de parada respiratória. Ela permite identificar sons respiratórios normais e anormais, como sibilos, roncos, estertores e o murmúrio vesicular diminuído ou abolido. A ausculta deve ser realizada de forma comparativa, ou seja, nos dois lados do tórax, em regiões simétricas, para que se possa detectar diferenças entre os hemitórax. A premissa de que o fluxo aéreo é sempre simétrico é incorreta, pois diversas condições patológicas podem cursar com assimetria de sons respiratórios, como obstrução brônquica unilateral, derrame pleural ou pneumotórax.

Na prática, imagine um paciente com dispneia súbita. A inspeção revela expansibilidade reduzida de um lado; a ausculta demonstra murmúrio vesicular abolido nesse mesmo lado. Essa assimetria é um dado crucial para o diagnóstico de pneumotórax. Se a ausculta fosse realizada apenas em um lado, ou se o tórax não fosse exposto, esse achado passaria despercebido. Portanto, a avaliação adequada depende de uma inspeção completa e de uma ausculta bilateral e comparativa.

A banca explora aqui um erro comum: a ideia de que a ausculta é um procedimento exclusivo de emergências graves ou que a simetria do fluxo aéreo dispensa a comparação entre os lados. Na verdade, a ausculta é parte do exame físico de rotina e a comparação bilateral é essencial para identificar alterações unilaterais. Guarde essa distinção: inspeção exige exposição completa; ausculta é rotina e deve ser bilateral.

Avaliação da respiração e ventilação
  • 1Inspeção
    • Expor completamente o tórax
    • Verificar simetria dos movimentos
  • 2Ausculta pulmonar
    • Rotina do exame físico
    • Bilateral e comparativa
    • Restrita à parada respiratória
    • Apenas um lado (fluxo simétrico)
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Item I — ✅ Correto

A afirmativa está correta. A inspeção do tórax requer a exposição completa para que se possa verificar a simetria dos movimentos respiratórios. Essa é uma etapa fundamental da avaliação da ventilação, pois assimetrias podem indicar patologias subjacentes. A conduta está alinhada com a semiologia respiratória e com as diretrizes de suporte avançado de vida, que preconizam a inspeção do tórax como parte da avaliação primária.

Item II — ❌ Incorreto

A afirmativa está incorreta. A ausculta pulmonar não deve ser feita somente em casos de parada respiratória. Ela é um componente rotineiro do exame físico, realizada em qualquer avaliação clínica, para identificar sons respiratórios normais e anormais. Restringi-la à parada respiratória é um erro conceitual grave, pois a ausculta é essencial no diagnóstico de diversas condições respiratórias, como asma, pneumonia, DPOC e insuficiência cardíaca.

Item III — ❌ Incorreto

A afirmativa está incorreta. A ausculta pulmonar deve ser realizada em ambos os lados do tórax, de forma comparativa, e não apenas em um lado. A premissa de que o fluxo aéreo é simétrico em todos os casos é falsa, pois muitas condições cursam com assimetria de sons respiratórios, como derrame pleural, pneumotórax, atelectasia e obstrução brônquica. A comparação bilateral é essencial para detectar essas alterações.

Conclusão: Apenas o item I está correto. Portanto, o gabarito é a letra A.

Gabarito: letra A

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