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Questão de Medicina — Neurologia — Avança SP 2025

MedicinaNeurologia
Código
qg423170
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Varginha - MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico da Família - PSF
Convulsões são episódios de excitação neuronal anormal e, geralmente, são uma manifestação de um processo subjacente. O objetivo do médico de emergência é diferenciar uma convulsão de uma condição que mimetiza convulsão e identificar causas que sejam reversíveis. As convulsões são classificadas com base na causa (primária ou secundária).As convulsões secundárias podem ser causadas por:
  1. ASão aquelas que ocorrem sem causa identificável, sendo sempre de origem genética.
  2. BPodem ser causadas exclusivamente de fatores emocionais e não têm relação com alterações neurológicas.
  3. CTrauma, doença, intoxicações e envenenamentos, transtornos metabólicos e tumores cerebrais.
  4. DSão sempre crônicas e não se associam a condições clínicas agudas.
  5. EAs convulsões secundárias não são provocadas e não estão vinculadas a um evento incitante.
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GabaritoC — Trauma, doença, intoxicações e envenenamentos, transtornos metabólicos e tumores cerebrais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Convulsões secundárias: causas e classificação

Gabarito: letra C. As convulsões secundárias (ou sintomáticas) são aquelas provocadas por uma causa identificável que lesa ou disfunciona o sistema nervoso central — como trauma, doenças neurológicas, intoxicações e envenenamentos, transtornos metabólicos e tumores cerebrais. A alternativa C enumera exatamente essas etiologias, sendo a única que descreve corretamente as causas das convulsões secundárias.

Convulsão é um episódio de excitação neuronal anormal e excessiva, que se manifesta clinicamente de diversas formas (motoras, sensitivas, autonômicas ou psíquicas). A classificação em primária (idiopática) e secundária (sintomática) é fundamental na emergência, pois orienta a investigação e o tratamento: enquanto a primária não tem causa identificável (embora haja forte componente genético), a secundária é consequência de uma agressão ao encéfalo — e muitas dessas causas são reversíveis, como hipoglicemia, hiponatremia, hipóxia, abstinência alcoólica, intoxicações e infecções do SNC.

O raciocínio clínico na emergência segue uma lógica: primeiro, confirmar que se trata realmente de uma convulsão (e não de um síncope, pseudocrise ou outro mimetizador); segundo, buscar ativamente causas reversíveis e tratáveis; terceiro, estabilizar o paciente e prevenir lesão secundária. As crises secundárias podem ser agudas (provocadas por um evento incitante imediato, como trauma ou distúrbio metabólico) ou remotas (decorrentes de uma lesão prévia, como sequela de AVC). A distinção entre primária e secundária não é meramente acadêmica: ela define a propedêutica (exames de imagem, laboratoriais, toxicológicos) e a conduta (tratar a causa de base versus iniciar anticonvulsivante crônico).

A pegadinha central desta questão é a inversão conceitual: as alternativas incorretas descrevem a convulsão primária (ou negam a existência de causas secundárias), enquanto a correta lista as causas reais das crises sintomáticas. O candidato que confunde os dois conceitos — ou que acredita que convulsão secundária é "sem causa" — erra a questão. Guarde o par: primária = sem causa identificável (genética/idiopática); secundária = causa identificável (estrutural, metabólica, tóxica, infecciosa, tumoral). É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Convulsões
  • 1Primárias (idiopáticas)
    • Sem causa identificável
    • Forte componente genético
    • Não provocadas
  • 2Secundárias (sintomáticas)
    • Causa identificável
    • Provocadas por evento incitante
    • Podem ser agudas ou remotas
    • Exemplos de causas
      • Trauma
      • Doenças neurológicas
      • Intoxicações/envenenamentos
      • Transtornos metabólicos
      • Tumores cerebrais
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que convulsões secundárias ocorrem sem causa identificável e são sempre de origem genética. Isso descreve a convulsão primária (idiopática), não a secundária. A secundária, por definição, tem causa identificável — e a origem genética é característica das crises primárias, não das secundárias.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que convulsões secundárias são causadas exclusivamente por fatores emocionais e não têm relação com alterações neurológicas. É um erro duplo: (1) fatores emocionais não são causa de convulsão secundária (podem, no máximo, ser gatilho em pacientes predispostos, mas não são a etiologia); (2) a convulsão secundária tem, sim, relação direta com alterações neurológicas — trauma, tumor, AVC, infecção, etc. A banca explora aqui a confusão com crises não-epilépticas psicogênicas (pseudocrises), que são um diagnóstico diferencial, não uma causa de convulsão secundária.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Enumera corretamente as causas de convulsão secundária: trauma, doença (incluindo infecções, AVC, doenças neurodegenerativas), intoxicações e envenenamentos, transtornos metabólicos (hipoglicemia, hiponatremia, uremia, etc.) e tumores cerebrais. Todas essas condições são causas identificáveis e potencialmente reversíveis de crise convulsiva — exatamente o que o enunciado pede.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que convulsões secundárias são sempre crônicas e não se associam a condições clínicas agudas. É o oposto da verdade clínica: muitas convulsões secundárias são agudas e provocadas por eventos como trauma cranioencefálico, AVC, distúrbio metabólico agudo ou intoxicação. A cronicidade não é critério definidor — uma crise secundária pode ser um evento único e agudo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que convulsões secundárias não são provocadas e não estão vinculadas a um evento incitante. Isso é exatamente o contrário da definição: a convulsão secundária é provocada por um evento incitante identificável (trauma, intoxicação, distúrbio metabólico). A crise não provocada é característica da epilepsia primária, não da secundária.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte o conceito: as alternativas A e E descrevem a convulsão primária (sem causa identificável, não provocada) como se fosse a secundária. O candidato que não domina a diferença entre crise provocada (secundária) e não provocada (primária) cai direto na armadilha. Lembre-se: secundária = tem causa, é provocada; primária = não tem causa identificável, não é provocada.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, ao ver "convulsão secundária", pergunte-se: "qual é a causa identificável?" Se a alternativa listar causas concretas (trauma, tumor, metabólico, tóxico), está correta. Se negar a existência de causa ou de evento incitante, está descrevendo a primária — e é distrator.

Gabarito: letra C

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