Questão de Redes de Computadores — NAT (Network Address Translation) — Avança SP 2025
- Código
- qg423822
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Prefeitura de Varginha - MG
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico em Informática
- ASNMP
- BDHCP
- CProxy
- DDNS
- ENAT
GabaritoE — NAT
Gabarito: letra E. O texto descreve exatamente o funcionamento do NAT (Network Address Translation): atribuir a cada empresa um único endereço IP público e traduzir os endereços IP privados internos para esse IP público quando os pacotes saem para a Internet, utilizando os três intervalos de endereços privados (10.0.0.0/8, 172.16.0.0/12 e 192.168.0.0/16). A descrição é uma paráfrase direta do conceito apresentado na RFC 3022 e em livros clássicos de redes.
O NAT (Network Address Translation) é uma técnica de tradução de endereços de rede que surgiu como uma medida paliativa para o esgotamento dos endereços IPv4. A ideia central é permitir que uma rede inteira utilize apenas um (ou poucos) endereços IP públicos para se comunicar com a Internet, enquanto internamente cada dispositivo possui um endereço IP privado exclusivo. Isso é possível porque os endereços privados (definidos na RFC 1918) não são roteados na Internet pública — eles são usados apenas dentro da rede local. Quando um pacote sai da rede interna em direção ao ISP, o NAT converte o endereço IP de origem (privado) para o endereço IP público da empresa. Quando a resposta chega, o NAT faz a conversão inversa, utilizando uma tabela de mapeamento que associa o IP privado e a porta de origem ao IP público e à porta correspondente.
A necessidade do NAT surgiu porque o espaço de endereçamento IPv4 (32 bits) é limitado e estava se esgotando. A solução definitiva é o IPv6 (128 bits), mas a transição é lenta. Enquanto isso, o NAT permite que milhares de dispositivos compartilhem um único IP público, o que também traz benefícios econômicos e de segurança (pois esconde a rede interna). No entanto, o NAT tem desvantagens: viola o modelo arquitetônico do IP (que cada endereço identifica uma única máquina), quebra a independência das camadas (pois precisa inspecionar portas TCP/UDP), e pode causar problemas com aplicações que inserem endereços IP no corpo dos dados (como o FTP).
A distinção fundamental que separa o NAT das outras alternativas é o foco na tradução de endereços IP entre redes privadas e públicas. O DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol) atribui endereços IP automaticamente dentro da rede, mas não faz tradução. O DNS (Domain Name System) resolve nomes de domínio em endereços IP. O Proxy atua como intermediário entre cliente e servidor, mas não traduz endereços IP — ele encaminha requisições em nome do cliente. O SNMP (Simple Network Management Protocol) é um protocolo de gerenciamento de rede. O NAT é o único que realiza a conversão de endereços IP privados para públicos, exatamente como descrito no enunciado.
A pegadinha desta questão é que o texto descreve o NAT de forma bastante detalhada, mas o candidato pode confundir com o Proxy, pois ambos envolvem a intermediação do tráfego. No entanto, o Proxy não traduz endereços IP — ele atua na camada de aplicação, encaminhando requisições. O NAT, por sua vez, opera na camada de rede, traduzindo endereços IP e portas. O texto menciona explicitamente "tradução" e "três conjuntos de endereços IP privados", o que é a assinatura do NAT.
O SNMP (Simple Network Management Protocol) é um protocolo da camada de aplicação usado para gerenciamento e monitoramento de dispositivos de rede (roteadores, switches, servidores). Ele permite coletar informações e configurar dispositivos remotamente, mas não realiza nenhuma tradução de endereços IP. O texto fala de conversão de endereços internos para públicos, o que não é função do SNMP.
O DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol) é responsável por atribuir automaticamente endereços IP e outras configurações de rede (máscara, gateway, DNS) aos dispositivos de uma rede. Ele facilita a administração, mas não traduz endereços IP privados para públicos. O DHCP atua na configuração inicial dos hosts, enquanto o NAT atua na tradução do tráfego que sai da rede.
O Proxy é um intermediário entre o cliente e o servidor, atuando na camada de aplicação. Ele pode fornecer cache, filtragem de conteúdo e anonimato, mas não traduz endereços IP. O proxy recebe as requisições do cliente e as encaminha ao servidor em nome dele, mas o endereço IP de origem visto pelo servidor é o do proxy, não o do cliente. No entanto, o texto descreve a tradução de endereços IP privados para públicos, o que é função do NAT, não do proxy.
O DNS (Domain Name System) é o sistema que traduz nomes de domínio (como www.exemplo.com) em endereços IP. Ele é essencial para a navegação na Internet, mas não realiza tradução de endereços IP privados para públicos. O DNS atua na resolução de nomes, enquanto o NAT atua na tradução de endereços IP.
O NAT (Network Address Translation) é exatamente o que o texto descreve: atribuir a cada empresa um único endereço IP público e traduzir os endereços IP privados internos para esse IP público quando os pacotes saem para a Internet. Os três intervalos de endereços privados mencionados (10.0.0.0/8, 172.16.0.0/12 e 192.168.0.0/16) são definidos na RFC 1918 e são usados internamente pelas redes. O NAT é a técnica que permite que esses endereços privados se comuniquem com a Internet, traduzindo-os para o IP público da empresa.
Para diferenciar NAT de Proxy na prova, lembre-se: o NAT traduz endereços IP (camada 3), enquanto o Proxy encaminha requisições (camada 7). Se o texto mencionar "tradução de endereços" ou "endereços privados", é NAT. Se mencionar "intermediário" ou "cache", é Proxy.
Gabarito: letra E
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