Em casos de acidentes botrópicos, a administração de antiveneno é essencial para o manejo clínico. Qual é a conduta correta em relação à classificação clínica e ao número de ampolas recomendadas para um quadro leve?
Ade 4 a 8 ampolas de SABrB, SABLC ou SABCD.
Bde 2 a 4 ampolas de SABrB, SABLC ou SABCD.
Cde 12 a 20 ampolas de SABrB, SABLC ou SABCD.
Dde 1 a 2 ampolas de SABrB, SABLC ou SABCD.
Ede 8 a 12 ampolas de SABrB, SABLC ou SABCD.
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GabaritoB — de 2 a 4 ampolas de SABrB, SABLC ou SABCD.
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Acidentes botrópicos: classificação clínica e soroterapia
Gabarito: letra B. Para o acidente botrópico leve, a conduta correta é a administração de 2 a 4 ampolas de soro antibotrópico (SABrB), antibotrópico-crotálico (SABC) ou antibotrópico-laquético (SABL), conforme a classificação clínica de gravidade e as recomendações do Ministério da Saúde. Essa faixa é a única que corresponde ao quadro leve; as demais alternativas trazem números de ampolas de outras gravidades ou valores sem respaldo na literatura.
O acidente botrópico é causado por serpentes do gênero Bothrops e caracteriza-se por manifestações locais (edema, dor, equimose, bolhas, sangramento no local da picada) e sistêmicas (hemorragia, choque, insuficiência renal). A gravidade é classificada em leve, moderada e grave, com base na intensidade das manifestações locais e na presença ou ausência de manifestações sistêmicas. A soroterapia é o tratamento específico e deve ser iniciada o mais precocemente possível, preferencialmente em até 6 horas do acidente, para reduzir o risco de complicações como a insuficiência renal.
A dose de antiveneno é definida pela gravidade do quadro, e não pelo peso ou idade do paciente — a dose recomendada é a mesma para adultos e crianças. No acidente botrópico leve, as manifestações locais são ausentes ou discretas, não há manifestações sistêmicas e a soroterapia indicada é de 2 a 4 ampolas. No quadro moderado, com edema e equimose evidentes e possível distúrbio de coagulação, a dose é de 4 a 8 ampolas. No grave, com alterações locais intensas, hemorragia grave, hipotensão ou choque, a dose é de 12 ampolas.
A distinção entre as gravidades é o ponto central da questão. O candidato que confunde a dose do quadro leve com a do moderado ou grave erra a resposta. A banca explora exatamente essa troca: as alternativas trazem faixas de ampolas que correspondem a outras classificações, e apenas a letra B apresenta o número correto para o caso leve.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca as doses entre as classificações de gravidade. O candidato que memoriza apenas os números, sem associá-los ao quadro clínico, pode confundir o leve (2-4 ampolas) com o moderado (4-8 ampolas) ou com o grave (12 ampolas). A dica é sempre correlacionar a dose à gravidade: leve = 2-4, moderado = 4-8, grave = 12.
Acidente botrópico
1Classificação clínica
Leve
Manifestações locais ausentes/discretas
Sem manifestações sistêmicas
2 a 4 ampolas
Moderado
Edema e equimose evidentes
Possível distúrbio de coagulação
4 a 8 ampolas
Grave
Alterações locais intensas
Hemorragia grave, hipotensão ou choque
12 ampolas
2Soroterapia
SABrB, SABC ou SABL
Dose definida pela gravidade
Mesma dose para adultos e crianças
Iniciar o mais precoce possível
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A faixa de 4 a 8 ampolas corresponde ao acidente botrópico moderado, não ao leve. No moderado, há edema e equimose evidentes, com possível distúrbio de coagulação, mas sem comprometimento do estado geral. A banca troca a dose do moderado pela do leve.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A faixa de 2 a 4 ampolas é a dose correta para o acidente botrópico leve, conforme a classificação clínica. No quadro leve, as manifestações locais são ausentes ou discretas, não há manifestações sistêmicas e a soroterapia é indicada nessa quantidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A faixa de 12 a 20 ampolas não corresponde a nenhuma classificação do acidente botrópico. A dose de 12 ampolas é a indicada para o quadro grave, mas não há previsão de 20 ampolas para o botrópico — esse número aparece no acidente laquético grave (20 ampolas) e no crotálico grave (20 ampolas).
Alternativa D — ❌ Incorreta
A faixa de 1 a 2 ampolas não é a dose recomendada para o acidente botrópico leve. O número mínimo de ampolas para qualquer gravidade do botrópico é 2, mas a faixa correta para o leve é de 2 a 4, e não de 1 a 2. A alternativa subestima a dose necessária.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A faixa de 8 a 12 ampolas não corresponde ao acidente botrópico leve. A dose de 12 ampolas é a do quadro grave, e não há previsão de 8 ampolas para o botrópico — esse número aparece no acidente crotálico moderado (10 ampolas) e no laquético moderado (10 ampolas).