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Questão de Português — Adjetivos — Avança SP 2025

PortuguêsAdjetivos
Código
qg426238
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Morungaba - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Leonardo da Vinci: o maior procrastinador da história

Da Vinci quase nunca terminava seus trabalhos. Mas por trás da procrastinação intensa está o segredo da sua multidisciplinaridade


    Leonardo da Vinci pintou uma das obras mais emblemáticas da história: a Mona Lisa. Oficialmente, a moça do sorriso enigmático e olhar sedutor demorou 3 anos para ser pintada — entre 1503 e 1506 —, mas pesquisadores acreditam que Leonardo ficou finalizando o retrato até 1519, ano de sua morte. Segundo biógrafos, a pintura que hoje é o carro chefe do Louvre está inacabada. E esta é apenas uma das provas que indicam que Da Vinci era um procrastinador notório.

    Claro, ele era um gênio, e talvez apenas tivesse ideias demais para uma cabeça só. Mas meio milênio após sua morte, uma nova pesquisa identificou uma possível explicação por trás da série de projetos incompletos que o artista da Renascença deixou ao longo da carreira: Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou TDAH.

    Escrevendo no periódico inglês Brain, pesquisadores do King’s College London e da Universidade de Pavia, na Itália, consultaram evidências históricas, incluindo relatos de contemporâneos de Leonardo, e concluíram que seus problemas com administração do tempo, concentração e procrastinação poderiam ser atribuídos ao déficit.

    “Embora seja impossível fazer um diagnóstico post-mortem para alguém que viveu há 500 anos, estou confiante de que o TDAH é a hipótese mais convincente e cientificamente plausível para explicar a dificuldade de Leonardo em terminar suas obras”, disse Marco Catani, um dos autores do estudo.

    Os pesquisadores destacam a tendência de Leonardo de mudar constantemente de projeto, bem como seu hábito de trabalhar continuamente durante a noite, raramente dormindo profundamente — segundo biógrafos, ele alternava ciclos rápidos de cochilos curtos durante toda a noite.

    No estudo, há também outras características do renascentista que batem com o possível diagnóstico tardio. Os cientistas contam que Leonardo era canhoto – e também que sobreviveu a um derrame no hemisfério esquerdo aos 65 anos. Só que todas suas funções cognitivas (e geniais) ficaram intactas. Os pesquisadores acreditam que as duas coisas poderiam estar relacionadas. Da Vinci pode ter “concentrado” muitas de suas funções cerebrais em um hemisfério do cérebro, justamente o que não foi afetado pelo AVC. É uma característica rara, presente em menos de 5% da população.

    Além disso, diversas pesquisas sugerem que Da Vinci tinha dislexia, devido a erros de ortografia e escrita espelhada em seus cadernos. Essa dificuldade de aprendizagem é frequentemente diagnosticada ao lado do TDAH. “Dominância hemisférica atípica, canhoto e dislexia são mais prevalentes em crianças com desordens de aprendizado, incluindo TDAH”, escreveram os autores.

    Os cientistas ainda pontuam que a genialidade de Leonardo pode ter se beneficiado dessa condição. “Nos tempos modernos, um diagnóstico de TDAH prescinde do nível de habilidade intelectual e é cada vez mais reconhecido entre estudantes universitários e adultos com carreiras bem-sucedidas. Indiscutivelmente, se positivamente canalizado, algumas características do TDAH podem trazer uma vantagem: a mente vagando pode alimentar a criatividade e a originalidade; a inquietação pode mover-se para buscar novidades e ação pelas mudanças”, escreveram os autores.


Revista Superinteressante. Leonardo da Vinci: o maior procrastinador da história. Adaptado. Disponível em <https://super.abril.com.br/cultura/leonardo-da-vinci-omaior-procrastinador-da-historia/>.
A qualidade atribuída a Leonardo da Vinci, de “o maior procrastinador da história”, no título da reportagem, se apresenta de forma:
  1. Asuperlativa relativa de inferioridade.
  2. Bsuperlativa relativa de superioridade.
  3. Csuperlativa absoluta sintética.
  4. Dsuperlativa absoluta analítica.
  5. Ecomparativa de superioridade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — superlativa relativa de superioridade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Grau do Adjetivo: Superlativo Relativo de Superioridade

Gabarito: letra B. A expressão "o maior procrastinador da história" classifica-se como superlativo relativo de superioridade, pois o adjetivo "maior" (forma sintética de "mais grande") expressa uma qualidade elevada ao grau máximo em relação a um grupo — no caso, todos os procrastinadores da história. A estrutura "o + mais/menos + adjetivo + de/da" é a marca típica do superlativo relativo, e o sentido de superioridade vem do uso de "maior" (e não "menor").

O Comando

A questão pede que você classifique o grau do adjetivo presente no título. Isso é uma tarefa de conceito gramatical aplicado a um contexto: você precisa reconhecer a estrutura morfossintática e o valor semântico. Não se trata de interpretar o texto em si, mas de identificar a categoria gramatical da expressão destacada.

O Texto e a Expressão Analisada

O título é: "Leonardo da Vinci: o maior procrastinador da história". A expressão-chave é "o maior procrastinador". Veja a estrutura:

  • o → artigo definido, que acompanha o superlativo relativo;

  • maior → forma sintética do superlativo de "grande" (equivalente a "mais grande");

  • procrastinador → substantivo/adjetivo que recebe a qualidade;

  • da história → complemento que delimita o grupo de comparação.

Essa estrutura "o + mais/menos + adjetivo + de" é a fórmula clássica do superlativo relativo. O sentido é de que Leonardo é o procrastinador mais procrastinador entre todos os procrastinadores da história — ou seja, a qualidade é elevada ao grau máximo em relação a um conjunto.

A Técnica: Como Distinguir os Graus

Para resolver, você precisa dominar a diferença entre comparativo e superlativo, e dentro do superlativo, entre relativo e absoluto. Veja o quadro:

Tipo

Estrutura

Exemplo

Comparativo de superioridade

mais + adjetivo + que

"Ele é mais alto que o irmão"

Superlativo relativo de superioridade

o + mais + adjetivo + de/da

"Ele é o mais alto da turma"

Superlativo absoluto sintético

adjetivo + -íssimo

"Ele é altíssimo"

Superlativo absoluto analítico

muito + adjetivo

"Ele é muito alto"

A pegadinha central é confundir comparativo com superlativo relativo. No comparativo, há comparação entre dois elementos (ou dois grupos), sem artigo definido antes do "mais". No superlativo relativo, há um grupo de referência, e o artigo definido "o/a" aparece antes do "mais/menos". No título, "o maior" traz o artigo "o" e o complemento "da história" — isso indica que Leonardo está sendo comparado a todos os procrastinadores da história, não a um único outro. Portanto, é superlativo relativo.

Análise das Alternativas

1Comparativo
mais + adjetivo + que
compara 2 elementos
2Superlativo relativo
o + mais/menos + adjetivo + de/da
compara com um grupo
Superioridade (maior)
Inferioridade (menor)
3Superlativo absoluto
Sintético (-íssimo)
Analítico (muito + adjetivo)
Grau do adjetivo
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Grau do adjetivo: Comparativo (mais + adjetivo + que, compara 2 elementos); Superlativo relativo (o + mais/menos + adjetivo + de/da, compara com um grupo, Superioridade (maior), Inferioridade (menor)); Superlativo absoluto (Sintético (-íssimo), Analítico (muito + adjetivo))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Superlativa relativa de inferioridade seria "o menos procrastinador da história". O texto usa "maior", que expressa superioridade (grau máximo), não inferioridade. A alternativa inverte o sentido ao trocar "mais" por "menos".

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A expressão "o maior procrastinador da história" é superlativo relativo de superioridade: o artigo "o" + "maior" (forma sintética de "mais grande") + o complemento "da história" delimitam o grupo. O sentido é de que Leonardo é o procrastinador mais procrastinador entre todos os procrastinadores da história. A estrutura "o + mais/menos + adjetivo + de" é a marca típica do superlativo relativo, e o uso de "maior" (e não "menor") indica superioridade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Superlativo absoluto sintético seria "procrastinadoríssimo" (adjetivo + sufixo -íssimo). O título não usa sufixo; usa a forma "maior", que é uma forma sintética do comparativo/superlativo de "grande", mas acompanhada de artigo e complemento, o que a torna relativa, não absoluta. A alternativa confunde a forma sintética ("maior") com o superlativo absoluto sintético ("-íssimo").

Alternativa D — ❌ Incorreta

Superlativo absoluto analítico seria "muito procrastinador" (advérbio "muito" + adjetivo). O título não usa "muito"; usa "o maior", com artigo e complemento, o que indica relação com um grupo, não intensidade absoluta. A alternativa confunde o superlativo relativo com o absoluto analítico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Comparativa de superioridade seria "mais procrastinador que" (comparação entre dois elementos). O título não compara Leonardo a um único outro procrastinador; compara-o a todos os procrastinadores da história, usando o artigo "o" e o complemento "da história". Isso caracteriza superlativo relativo, não comparativo. A alternativa confunde comparação entre dois com comparação com um grupo.

Fechamento

A regra de ouro: superlativo relativo sempre traz artigo definido antes de "mais/menos" e um complemento que delimita o grupo ("de/da/do"). Se não houver artigo e houver "que" comparando dois elementos, é comparativo. Se houver "muito" ou sufixo "-íssimo", é absoluto. No título, "o maior ... da história" é a fórmula clássica do superlativo relativo de superioridade.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar o grau do adjetivo, pergunte: há comparação com um grupo (superlativo relativo) ou com um único elemento (comparativo)? O artigo definido antes de "mais/menos" é a pista decisiva.

Gabarito: letra B

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