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Questão de Psicologia — Psicologia da Educação — CPCON 2025

PsicologiaPsicologia da Educação
Código
qg437368
Banca
CPCON
Órgão
Prefeitura de Nova Palmeira - PB
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Psicólogo Educacional
CASO FICTÍCIO: João Pedro, 9 anos, estudante do 4º ano do Ensino Fundamental em uma escola pública, foi encaminhado à psicóloga educacional da unidade escolar com queixas de desatenção, impulsividade e dificuldades para manter o foco em atividades escolares. Durante o acompanhamento, a profissional observou que João frequentemente iniciava as tarefas antes de ouvir todas as instruções, apresentava dificuldades para planejar suas ações e organizar o material escolar, além de demonstrar frustração diante de atividades mais complexas. Apesar disso, João apresentava boas habilidades verbais e criatividade quando era engajado por meio de metodologias ativas e tarefas com estrutura clara.Com base no caso apresentado, assinale a alternativa CORRETA sobre as intervenções da Psicologia Escolar/Educacional nas funções executivas de estudantes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) no contexto escolar.
  1. AA atuação da psicóloga escolar frente ao caso de João Pedro deve privilegiar o fortalecimento da identidade do estudante e a construção de vínculos afetivos seguros, considerando que os comportamentos impulsivos e a dificuldade em seguir regras estão relacionados a traços de desorganização da personalidade. Assim, a intervenção psicossocial deve focar no desenvolvimento de atitudes resilientes e na contenção simbólica das condutas desadaptativas, promovendo reflexões sobre os efeitos emocionais das interações escolares, sem interferir nas rotinas pedagógicas ou propor adaptações estruturais ao processo de ensino-aprendizagem.
  2. BA psicóloga educacional deve elaborar um plano de ação baseado prioritariamente na adaptação comportamental do estudante, com foco no reforço positivo de condutas adequadas e no controle externo dos impulsos, utilizando-se de técnicas estruturadas de gestão da sala de aula. Ao direcionar o processo de intervenção para o comportamento do aluno, contribui para a normalização das condutas desviantes e para o adequado funcionamento da rotina escolar, em articulação com o projeto pedagógico da escola e com os princípios éticos da atuação profissional.
  3. CA psicóloga educacional deve desenvolver um plano de ação que integre estratégias psicossociais e pedagógicas, considerando as singularidades do estudante e os atravessamentos institucionais que afetam seu desempenho. Sua atuação deve contemplar a mediação entre os sujeitos escolares, a promoção de competências autorregulatórias e o apoio à reorganização das práticas docentes, assegurando o compromisso ético com a transformação das condições de aprendizagem e o fortalecimento da autonomia do aluno, em consonância com os princípios da Psicologia Escolar crítica e das normativas éticas da profissão.
  4. DA atuação da psicóloga escolar frente ao caso de João Pedro deve priorizar o estímulo à autonomia do estudante, intervindo pontualmente quando houver situações de crise ou desorganização emocional. Como os desafios relacionados às funções executivas tendem a se estabilizar com o amadurecimento neurológico, não é necessário propor estratégias permanentes de acompanhamento, bastando ações de orientação individual e incentivo à autorregulação espontânea no ambiente de sala de aula, pois deixar João livre vai ajudá-lo a se desenvolver.
  5. EA atuação da psicóloga escolar frente ao caso de João Pedro deve privilegiar estratégias que consistem em ajustar o currículo escolar com foco na redução das exigências cognitivas, minimizando frustrações e evitando a proposição de atividades que demandem planejamento, autorregulação ou autocontrole, uma vez que tais funções estão comprometidas de forma irreversível em função do transtorno.
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GabaritoC — A psicóloga educacional deve desenvolver um plano de ação que integre estratégias psicossociais e pedagógicas, considerando as singularidades do estudante e os atravessamentos institucionais que afetam seu desempenho. Sua atuação deve contemplar a mediação entre os sujeitos escolares, a promoção de competências autorregulatórias e o apoio à reorganização das práticas docentes, assegurando o compromisso ético com a transformação das condições de aprendizagem e o fortalecimento da autonomia do aluno, em consonância com os princípios da Psicologia Escolar crítica e das normativas éticas da profissão.

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