Questão de História — História Geral — FACET Concursos 2025
HistóriaHistória Geral
- Código
- qg448086
- Banca
- FACET Concursos
- Órgão
- Prefeitura de Monteiro - PB
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Fundamental 2 - História
A tradição contratualista moderna articula diferentes fundamentos da ordem política. Hobbes concebe o contrato como pacto de submissão racional a um soberano indivisível, que concentra o monopólio da força para evitar a guerra de todos contra todos. Locke formula um contrato que preserva direitos naturais e legitima a resistência a governos que os violem. Rousseau destaca a vontade geral como expressão da soberania popular, e Montesquieu problematiza a separação de poderes como técnica de limitação da autoridade. Assinale a alternativa plenamente compatível com essa tradição.
- AHobbes descreve o estado de natureza como condição de insegurança radical, propondo um pacto no qual os indivíduos convergem para limitar o poder do soberano por meio de múltiplos núcleos de autoridade concorrentes, a fim de preservar a fragmentação do poder político.
- BEm Hobbes, o contrato estabelece um soberano indiviso que recebe a transferência dos direitos de todos, garantindo paz civil em troca de obediência, com a ressalva de que o direito de autopreservação permanece inalienável, constituindo limite extremo à submissão.
- CA teoria lockeana supõe que a legitimidade política deriva da vontade soberana ilimitada do monarca, que exerce autoridade sobre vida e propriedade sem reconhecer a permanência de direitos naturais passíveis de resistência ou contestação pelos governados.
- DA concepção rousseauniana identifica a vontade geral com a soma aritmética de interesses particulares, fortalecendo a atuação de facções e corporações como instâncias privilegiadas de expressão direta da soberania no interior do corpo político.
- EPara Montesquieu, a estabilidade da ordem política exige reforçar a unidade do poder legislativo, acumulando funções judiciais e executivas na mesma instância, a fim de impedir bloqueios recíprocos entre os órgãos do Estado moderno.