Questão de Auditoria — Controle Interno — FAFIPA 2025
Auditoria›Controle Interno
Código
qg451465
Banca
FAFIPA
Órgão
Prefeitura de Araucária - PR
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Auditor-Fiscal do Município
Durante uma auditoria em uma prefeitura municipal foi constatado que o setor de compras apresenta sérias deficiências nos controles internos. Um único funcionário é responsável pela solicitação de cotações, análise de propostas e aprovação de ordens de compra, o que resultou em suspeitas de superfaturamento e conluio entre fornecedores. Além disso, verificou-se que não há limitação de acesso ao sistema de compras, permitindo que qualquer funcionário com acesso físico ao setor possa alterar dados no sistema sem supervisão. Com base no cenário descrito e nos princípios de controle interno, assinale a alternativa CORRETA.
AA ausência de segregação de funções e limitação de acesso aumenta os riscos de fraudes e compromete a eficiência da gestão pública.
BA limitação de acesso físico a ativos e registros é dispensável, desde que as operações sejam registradas corretamente.
CO controle interno é eficaz apenas para identificar falhas administrativas e não contribui diretamente para a prevenção de fraudes.
DA falta de segregação de funções é irrelevante, desde que o funcionário responsável tenha experiência e boa reputação.
EO rodízio de funções e cargos deve ser evitado em setores críticos para preservar a especialização do funcionário.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — A ausência de segregação de funções e limitação de acesso aumenta os riscos de fraudes e compromete a eficiência da gestão pública.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Auditoria e Controle Interno: Segregação de Funções e Limitação de Acesso
Gabarito: letra A. A ausência de segregação de funções e de limitação de acesso são falhas graves de controle interno que aumentam o risco de fraudes e comprometem a eficiência, indo contra os princípios consagrados no COSO I e na legislação, como o art. 7º, §1º da Lei 14.133/2021 (que veda a designação do mesmo agente para funções suscetíveis a riscos). O cenário descrito apresenta exatamente essas deficiências.
A banca testa o conhecimento dos princípios de controle interno: segregação de funções, limitação de acesso, rodízio de funções e a finalidade do controle interno (prevenção de fraudes e identificação de erros). A alternativa A é a que sintetiza corretamente as consequências dessas deficiências.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa E inverte completamente a lógica: o rodízio de funções é uma ferramenta recomendada para reduzir riscos de fraudes e conluio, especialmente em setores críticos. A banca troca o princípio: em vez de "deve ser aplicado", afirma que "deve ser evitado". Cuidado para não cair nessa inversão.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa espelha exatamente o que a doutrina e a legislação determinam: a segregação de funções visa reduzir a possibilidade de ocultação de erros e fraudes, e a limitação de acesso impede que pessoas não autorizadas alterem dados. O art. 7º, §1º da Lei 14.133/2021 é claro:
Art. 7, §1Lei-14133
Art. 7º, §1º — "A autoridade referida no caput deste artigo deverá observar o princípio da segregação de funções, vedada a designação do mesmo agente público para atuação simultânea em funções mais suscetíveis a riscos, de modo a reduzir a possibilidade de ocultação de erros e de ocorrência de fraudes na respectiva contratação."
Portanto, a ausência dessas medidas eleva os riscos, comprometendo a eficiência e a probidade da gestão pública.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A limitação de acesso físico a ativos e registros é um dos pilares do controle interno. Dispensá-la sob o argumento de que o registro correto basta é um erro, pois o acesso irrestrito permite manipulação e danos antes mesmo do registro. O princípio da proteção de ativos exige que apenas pessoas autorizadas tenham acesso.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O controle interno tem papel preventivo, detectivo e corretivo. A NBC TA 265 (comunicação de deficiências) e o COSO I deixam claro que seu objetivo é proporcionar segurança razoável quanto à realização dos objetivos, incluindo a prevenção de fraudes. Afirmar que ele só identifica falhas administrativas é reduzir seu escopo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A segregação de funções é um princípio objetivo e estrutural. A experiência ou boa reputação do funcionário não eliminam o risco de conluio, erro ou fraude. A confiança pessoal não substitui controles formais. A lei veda a concentração de funções independentemente da qualidade do servidor.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O rodízio de funções é uma prática recomendada para evitar que um mesmo funcionário acumule poder e conhecimento que possibilitem fraudes. Em setores críticos, o rodízio periódico ajuda a prevenir conluios e a identificar irregularidades. A alternativa inverte o sentido: a especialização excessiva sem rodízio pode gerar zonas de conforto propícias a desvios.