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Questão de Português — Interpretação de Textos — FAFIPA 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg451905
Banca
FAFIPA
Órgão
Prefeitura de Jaguapitã - PR
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Fiscal de Tributos
A expressão "Índio eu não sou" é repetida de maneira explícita e implícita ao longo do poema. Do ponto de vista discursivo, essa repetição cumpre a função de:
  1. Adestacar somente o erro linguístico cometido por Colombo que, por sua vez, não gerou consequências de ordem cultural, ideológica e histórica.
  2. Bsugerir dúvida sobre o pertencimento étnico do sujeito, já que ele não se identifica como índio, logo, não sabe quem é.
  3. Creafirmar uma negação identitária e propor reexistência simbólica, por meio da marcação de diferentes povos indígenas.
  4. Dreforçar a musicalidade do texto, sem carga semântica relevante para a construção da temática do poema.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — reafirmar uma negação identitária e propor reexistência simbólica, por meio da marcação de diferentes povos indígenas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função discursiva da repetição no poema

Gabarito: letra C. A repetição do verso "Índio eu não sou" ao longo do poema funciona como uma negação da identidade imposta pelo colonizador e, ao mesmo tempo, como afirmação de reexistência simbólica, concretizada na enumeração de diferentes povos indígenas. Como se lê nos versos finais:

"Sou Kambeba, sou Tembé / Sou kokama, sou Sataré / Sou Guarani, sou Arawaté / [...] / Resisto com raça e fé."

A repetição não cria dúvida, mas reforça a certeza identitária. A função é, portanto, temática e ideológica, não apenas musical.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A afirmação de que o erro de Colombo "não gerou consequências de ordem cultural, ideológica e histórica" contradiz diretamente o poema, que narra dor, violência e extermínio: "Meu grito na mata ecoou / Meu sangue na terra jorrou" e "Dizimar para a civilização". Além disso, a expressão "somente o erro linguístico" é redutora; o poema denuncia muito mais. Erro: contradiz o texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A repetição não sugere dúvida. Pelo contrário, o eu lírico afirma com clareza sua identidade: "Sou Kambeba, sou Tembé...". A negação de "índio" é uma recusa a um nome que não lhe pertence, não uma incerteza sobre quem é. Erro: contradiz o texto.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A repetição reafirma a negação da identidade genérica imposta ("índio") e propõe uma reexistência simbólica ao listar os nomes dos povos indígenas. Essa enumeração funciona como resistência e afirmação de pertencimento, conforme os versos citados. Totalmente apoiado no texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Embora a repetição possa contribuir para a musicalidade, a alternativa nega sua carga semântica, afirmando que não tem relevância temática. O poema, porém, centra-se justamente na recusa do termo "índio" e na valorização das identidades específicas. Erro: contradiz o texto (falsa afirmação de irrelevância semântica).

Gabarito: letra C

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