Questão de Contabilidade de Custos — Sistemas de Custeio — FUNCERN 2025
Contabilidade de Custos›Sistemas de Custeio
Código
qg466134
Banca
FUNCERN
Órgão
IF-PE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor EBTT - Contabilidade
A principal crítica gerencial ao Custeio por Absorção, apesar de ser o único método aceito pela legislação fiscal brasileira para avaliação de estoques, é que ele pode
Aignorar os custos fixos na composição do custo do produto, fornecendo um custo unitário menor que o real.
Bdistorcer o resultado do período em função das variações no volume de produção, pois permite que custos fixos de produção sejam "estocados" quando a produção é maior que as vendas.
Cser excessivamente complexo e caro de implementar, por exigir o mapeamento de todas as atividades da empresa.
Dapresentar um custo de produto que inclui apenas os custos variáveis, dificultando a análise de longo prazo.
Eser utilizado apenas para empresas comerciais, não se aplicando a indústrias ou prestadores de serviço.
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GabaritoB — distorcer o resultado do período em função das variações no volume de produção, pois permite que custos fixos de produção sejam "estocados" quando a produção é maior que as vendas.
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Custeio por Absorção – Crítica Gerencial
Gabarito: letra B. A principal crítica gerencial ao Custeio por Absorção reside no fato de que ele capitaliza os custos fixos de produção no estoque, fazendo com que, quando a produção excede as vendas, parte desses custos fixos fique "estocada" e não seja reconhecida como despesa no período. Isso distorce o resultado, pois o lucro pode variar em função do volume produzido, e não apenas das vendas. O método é aceito pela legislação fiscal e societária (Lei 6.404/1976, art. 183, II), mas sua utilização gerencial exige cautela.
Método de Custeio
Inclusão de Custos Fixos no Produto
Efeito no Resultado com Variação de Produção
Complexidade de Implementação
Aplicação Principal
Custeio por Absorção
Inclui todos os custos de produção (fixos e variáveis)
Distorce o resultado: custos fixos são "estocados" quando produção > vendas (alternativa B correta)
Relativamente simples (rateio de custos indiretos)
Indústrias (exigido pela legislação fiscal)
Custeio Variável (Direto)
Ignora custos fixos (apenas variáveis)
Resultado não é distorcido por volume de produção
Simples (sem rateio de custos fixos)
Uso gerencial (não aceito para fins fiscais)
Custeio Baseado em Atividades (ABC)
Inclui custos fixos e variáveis, com alocação por atividades
Mais preciso, mas não é o foco da crítica
Complexo e caro (exige mapeamento de atividades)
Uso gerencial (análise de processos)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o Custeio por Absorção ignora os custos fixos no custo do produto. Na verdade, o método inclui todos os custos de produção (fixos e variáveis). Quem ignora os custos fixos é o Custeio Variável (Direto). Portanto, há troca de conceitos.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente a crítica: a distorção do resultado devido à variação no volume de produção, pois os custos fixos são "estocados" no inventário quando a produção supera as vendas. Isso faz com que o lucro do período seja maior do que o apurado pelo Custeio Variável, e a diferença desaparece quando os estoques são zerados.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Atribui ao Custeio por Absorção a característica de ser complexo e caro, exigindo mapeamento de atividades. Essa descrição corresponde ao Custeio Baseado em Atividades (ABC). O Custeio por Absorção é relativamente simples, utilizando rateio de custos indiretos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o custo do produto inclui apenas os custos variáveis. Isso é próprio do Custeio Variável, não do por Absorção. No método por absorção, tanto custos fixos quanto variáveis integram o custo do produto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que o método é usado apenas para empresas comerciais. Na verdade, o Custeio por Absorção é amplamente utilizado em indústrias e também pode ser aplicado a prestadores de serviço (embora com adaptações). A legislação fiscal o exige para avaliação de estoques na indústria.
NÃO CAIA NESSA!
Cuidado para não confundir as características dos métodos. As alternativas A e D descrevem o Custeio Variável; a C descreve o ABC. A pegadinha comum é inverter o tratamento dos custos fixos: no Custeio por Absorção eles são incluídos no produto; no Variável são excluídos e lançados como despesa.
Conclusão: A única alternativa que aponta corretamente a principal crítica gerencial ao Custeio por Absorção é a B.