Questão de Português — Morfologia - Verbos — FUNDATEC 2025
- Código
- qg468688
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- BRDE
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo
- AApenas I.
- BApenas II.
- CApenas I e II.
- DApenas II e III.
- EI, II e III.
GabaritoC — Apenas I e II.
Gabarito: C (Apenas I e II). As assertivas I e II estão corretas; a III está incorreta. A análise se baseia exclusivamente na frase fornecida.
Assertiva | Análise | Correta? |
|---|---|---|
I. Os usos dos verbos no pretérito fazem referência a fatos anteriores ao momento de fala. | Os verbos "era" (pretérito imperfeito do indicativo), "colocara" (pretérito mais-que-perfeito do indicativo) e "tivesse" (pretérito imperfeito do subjuntivo) indicam ações/estados ocorridos antes do momento da fala. | ✅ |
II. A forma verbal “tivesse” faz referência a fatos dependentes de certa condição. | "Tivesse" está no pretérito imperfeito do subjuntivo, em oração subordinada adverbial final ("para que..."), expressando fato hipotético cuja concretização depende da ação da oração principal (o risco assumido). | ✅ |
III. O uso da forma nominal “recomeçar” apenas adjetiva a ação propriamente dita. | "Recomeçar" é infinitivo impessoal, funcionando como complemento nominal de "chance" (valor substantivo), não como adjetivo. | ❌ |
“O fêmur lindamente consolidado era a evidência de que alguém colocara em risco a sua própria sobrevivência para que seu parceiro de jornada tivesse a chance única de recomeçar.”
Os verbos era (pretérito imperfeito do indicativo), colocara (pretérito mais-que-perfeito do indicativo) e tivesse (pretérito imperfeito do subjuntivo) estão todos no pretérito. No contexto da frase, eles indicam ações/estados ocorridos antes do momento da fala. O pretérito mais-que-perfeito colocara expressa um passado anterior a outro passado; o imperfeito era descreve uma situação contínua no passado; tivesse está no passado do subjuntivo, mas ainda assim localizado temporalmente antes da enunciação. Portanto, a assertiva I está correta.
“...para que seu parceiro de jornada tivesse a chance única de recomeçar.”
A forma tivesse está no pretérito imperfeito do subjuntivo e integra uma oração subordinada adverbial final (introduzida por para que). Embora seja uma oração de finalidade, o modo subjuntivo expressa uma ação hipotética, dependente da realização da oração principal. A banca considerou que essa dependência configura “fatos dependentes de certa condição” — a condição é o risco assumido por alguém (expresso na principal) para que o parceiro tivesse a chance. Assim, tivesse remete a um fato cuja concretização está condicionada ao evento da oração principal. Por isso, a assertiva II é aceita como correta.
“...a chance única de recomeçar.”
A forma recomeçar é um verbo no infinitivo impessoal. Na estrutura “chance de recomeçar”, o infinitivo funciona como complemento nominal do substantivo chance, ou seja, exerce papel de substantivo (valor nominal). Não há valor adjetivo: o infinitivo não qualifica a ação como um adjetivo faria; ele apenas nomeia a ação que é objeto da chance. A assertiva erra ao afirmar que o infinitivo “adjetiva a ação propriamente dita”, quando na verdade ele a substantiva. Portanto, a assertiva III está incorreta.
Conclusão: Estão corretas apenas as assertivas I e II, o que corresponde à alternativa C.
Em questões que envolvem tempo e modo verbais, identifique primeiro o tempo de cada verbo e depois a relação lógica (causa, condição, finalidade, etc.). O subjuntivo frequentemente expressa dependência ou hipótese; mesmo em orações finais, pode ser interpretado como condicional dependente.
Gabarito: letra C
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