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Questão de Medicina — Geriatria — FUNDATEC 2025

MedicinaGeriatria
Código
qg469299
Banca
FUNDATEC
Órgão
FUNDATEC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Multiprofisisonal - Profissão: Biomedicina
As doenças infecciosas continuam sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade em idosos, apesar dos avanços na medicina. Entre os fatores que aumentam a vulnerabilidade dessa população estão a imunossenescência, as comorbidades e a exposição a procedimentos invasivos durante internações hospitalares. Considerando essas informações, assinale a alternativa correta.
  1. AAs infecções virais são as principais causas de hospitalização e morte entre idosos, com destaque para meningite meningocócica e infecção por Haemophilus influenzae.
  2. BAs meningites em idosos são predominantemente causadas por Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae, agentes típicos dessa faixa etária.
  3. CAs infecções respiratórias e urinárias estão entre as mais prevalentes em idosos, sendo agravadas pela maior exposição a procedimentos invasivos e pela presença de comorbidades como DPOC e diabetes melito.
  4. DA incidência de ITU em idosos é menor que em adultos jovens, pois o sistema imune adaptativo é mais eficiente nessa faixa etária.
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GabaritoC — As infecções respiratórias e urinárias estão entre as mais prevalentes em idosos, sendo agravadas pela maior exposição a procedimentos invasivos e pela presença de comorbidades como DPOC e diabetes melito.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Infecções em idosos: epidemiologia e vulnerabilidade

Gabarito: letra C. As infecções respiratórias e urinárias estão entre as mais prevalentes em idosos, agravadas por procedimentos invasivos e comorbidades como DPOC e diabetes melito — exatamente o que o enunciado aponta como fatores de vulnerabilidade (imunossenescência, comorbidades e exposição a procedimentos invasivos). As demais alternativas erram ao atribuir aos idosos agentes etiológicos típicos de outras faixas etárias ou ao inverter a epidemiologia da ITU.

O enunciado descreve um quadro clássico da geriatria: o idoso é mais vulnerável a infecções por três mecanismos principais. O primeiro é a imunossenescência — o envelhecimento do sistema imune, com declínio da imunidade celular e humoral, redução da resposta a novos antígenos e maior susceptibilidade a infecções. O segundo são as comorbidades — doenças crônicas como DPOC, diabetes melito, insuficiência cardíaca e doença renal crônica, que comprometem barreiras e mecanismos de defesa. O terceiro é a exposição a procedimentos invasivos durante internações — sondas vesicais, cateteres venosos, ventilação mecânica e dispositivos que rompem as barreiras naturais e facilitam a entrada de patógenos.

As infecções mais prevalentes nessa população são as do trato respiratório (pneumonia, exacerbação de DPOC, influenza) e do trato urinário (ITU). A pneumonia é a principal causa de morte por doença infecciosa no mundo, e a ITU é a infecção bacteriana mais comum em idosos, especialmente em mulheres e em pacientes institucionalizados ou com sondas. A sepse, frequentemente originada de pneumonia ou ITU, é uma das principais causas de mortalidade hospitalar, com 60 a 85% dos casos em pacientes com mais de 65 anos.

A banca explora aqui uma pegadinha recorrente: atribuir aos idosos agentes etiológicos de meningite que são típicos de crianças e adultos jovens. A meningite bacteriana em idosos é predominantemente causada por Streptococcus pneumoniae, Listeria monocytogenes e bacilos gram-negativos aeróbicos — não por Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae, que são agentes de crianças e adultos jovens. Da mesma forma, a alternativa D inverte completamente a epidemiologia da ITU: a incidência é maior em idosos, não menor, e o sistema imune adaptativo é menos eficiente, não mais.

Guarde o critério decisivo: a epidemiologia das infecções no idoso é dominada por pneumonia e ITU, com agentes bacterianos específicos da faixa etária (pneumococo, Listeria, gram-negativos) — é nesse contraste que as alternativas se dividem.

1Fatores de vulnerabilidade
Imunossenescência
Comorbidades (DPOC, diabetes)
Procedimentos invasivos
2Infecções mais prevalentes
Respiratórias (pneumonia)
Urinárias (ITU)
3Meningite no idoso
Streptococcus pneumoniae
Listeria monocytogenes
Bacilos gram-negativos
Não: meningococo/H. influenzae (crianças)
Infecções em idosos
LEVELsoulevel.com.br
Infecções em idosos: Fatores de vulnerabilidade (Imunossenescência, Comorbidades (DPOC, diabetes), Procedimentos invasivos); Infecções mais prevalentes (Respiratórias (pneumonia), Urinárias (ITU)); Meningite no idoso (Streptococcus pneumoniae, Listeria monocytogenes, Bacilos gram-negativos, Não: meningococo/H. influenzae (crianças))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que as infecções virais são as principais causas de hospitalização e morte entre idosos, citando meningite meningocócica e Haemophilus influenzae. Há dois erros: (1) as principais causas de hospitalização e morte por infecção em idosos são as bacterianas (pneumonia, ITU, sepse), não as virais — embora influenza e COVID-19 sejam relevantes, não superam as bacterianas em mortalidade; (2) meningite meningocócica e H. influenzae são agentes típicos de crianças e adultos jovens, não de idosos. A banca troca o perfil etiológico da faixa etária.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Repete o erro da alternativa A: afirma que as meningites em idosos são predominantemente causadas por Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae. Na verdade, em maiores de 50 anos, os agentes predominantes são Streptococcus pneumoniae, N. meningitidis, Listeria monocytogenes e bacilos gram-negativos aeróbicos. O H. influenzae é típico de crianças (2 meses a 2 anos), e o meningococo, de crianças e adultos jovens. A alternativa erra ao generalizar agentes de outras faixas etárias para o idoso.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que as infecções respiratórias e urinárias estão entre as mais prevalentes em idosos, agravadas por procedimentos invasivos e comorbidades como DPOC e diabetes melito. Isso está correto: pneumonia e ITU são as infecções mais comuns nessa população; a exposição a sondas, cateteres e ventilação mecânica aumenta o risco; e comorbidades como DPOC e diabetes comprometem a defesa do hospedeiro. A alternativa espelha exatamente os fatores de vulnerabilidade citados no enunciado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a incidência de ITU em idosos é menor que em adultos jovens, pois o sistema imune adaptativo é mais eficiente nessa faixa etária. É o oposto: a incidência de ITU é maior em idosos, devido à imunossenescência, à maior prevalência de comorbidades, à obstrução urinária (hiperplasia prostática, prolapso), à incontinência e ao uso de sondas. O sistema imune adaptativo é menos eficiente no idoso, não mais. A alternativa inverte a epidemiologia e a fisiologia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora trocar os agentes etiológicos entre faixas etárias. Nesta questão, as alternativas A e B atribuem aos idosos Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae — agentes de crianças e adultos jovens — quando o correto para maiores de 50 anos é Streptococcus pneumoniae, Listeria monocytogenes e bacilos gram-negativos. E a alternativa D inverte a incidência da ITU. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para questões de infecções em idosos, memorize o tripé: (1) infecções mais prevalentes = respiratórias e urinárias; (2) agentes de meningite no idoso = pneumococo, Listeria, gram-negativos; (3) fatores de risco = imunossenescência, comorbidades, procedimentos invasivos. Se a alternativa citar meningococo ou H. influenzae como agentes principais do idoso, está errada.

Gabarito: letra C

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