Questão de Medicina — Endocrinologia — FUNDATEC 2025
Medicina›Endocrinologia
Código
qg471000
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico (Endocrinologia e Metabologia)
Sobre os diferentes fenótipos da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), assinale a alternativa correta.
AO fenótipo A (com anovulação, hiperandrogenismo e ovários policísticos) é o mais brando e raramente está associado à resistência insulínica.
BO fenótipo B (caracterizado por anovulação e ovários policísticos sem hiperandrogenismo) é o mais prevalente na população geral.
CO fenótipo C (ovulatório com hiperandrogenismo e morfologia policística) pode cursar com risco metabólico mesmo na presença de ciclos menstruais regulares.
DO fenótipo D (anovulatório com ovários policísticos e sem hiperandrogenismo) é considerado um subtipo clássico de SOP.
EApenas os fenótipos com ciclos irregulares estão associados a aumento de risco cardiovascular e metabólico.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — O fenótipo C (ovulatório com hiperandrogenismo e morfologia policística) pode cursar com risco metabólico mesmo na presença de ciclos menstruais regulares.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Síndrome dos Ovários Policísticos: fenótipos de Rotterdam
Gabarito: letra C. O fenótipo C (ovulatório, com hiperandrogenismo e morfologia policística) pode, sim, cursar com risco metabólico mesmo com ciclos regulares — é o que a alternativa C afirma corretamente. A banca explora a confusão entre os quatro fenótipos definidos pelo Consenso de Rotterdam (2003), que combinam três critérios: distúrbio menstrual (oligo/amenorreia), hiperandrogenismo clínico/laboratorial e ovários policísticos à ultrassonografia.
A SOP é a endocrinopatia mais comum em mulheres em idade reprodutiva, com prevalência de 5 a 10%. O diagnóstico exige a presença de pelo menos dois dos três critérios de Rotterdam, após exclusão de outras causas de hiperandrogenismo (como hiperplasia adrenal congênita, síndrome de Cushing, hiperprolactinemia e tireopatias). A combinação desses critérios gera quatro fenótipos, que diferem em gravidade metabólica e apresentação clínica.
O quadro abaixo resume os quatro fenótipos, conforme o critério de Rotterdam:
Fenótipo
Oligo/amenorreia
Hiperandrogenismo
Ovários policísticos
A
+
+
+
B
+
+
-
C
-
+
+
D
+
-
+
O fenótipo A é o mais completo e o mais associado a alterações metabólicas, incluindo resistência insulínica. O fenótipo B é o segundo mais prevalente e também cursa com hiperandrogenismo. O fenótipo C, apesar de ovulatório, mantém o hiperandrogenismo e a morfologia policística, apresentando risco metabólico intermediário. O fenótipo D é o mais brando, sem hiperandrogenismo, e o menos associado a complicações metabólicas.
A pegadinha central desta questão está em associar ciclos regulares (fenótipo C) à ausência de risco metabólico. A banca explora a intuição de que "ciclo regular = sem risco", o que é falso: o hiperandrogenismo, mesmo isolado, confere risco cardiovascular e metabólico. Além disso, a alternativa E generaliza incorretamente ao afirmar que apenas fenótipos com ciclos irregulares têm risco aumentado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte a relação entre regularidade menstrual e risco metabólico. O candidato tende a pensar que ciclo regular exclui risco, mas o fenótipo C (ovulatório) mantém hiperandrogenismo e, portanto, risco metabólico. Fique atento: o que determina o risco é o hiperandrogenismo, não a regularidade do ciclo.
Fenótipos de Rotterdam (SOP): Critérios diagnósticos (Oligo/amenorreia, Hiperandrogenismo, Ovários policísticos); Fenótipo A (Anovulação + hiperandrogenismo + ovários policísticos, Maior risco metabólico); Fenótipo B (Anovulação + hiperandrogenismo, Sem ovários policísticos); Fenótipo C (Ovulatório + hiperandrogenismo + ovários policísticos, Risco metabólico mesmo com ciclo regular); Fenótipo D (Anovulação + ovários policísticos, Mais brando, sem hiperandrogenismo)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O fenótipo A (anovulação + hiperandrogenismo + ovários policísticos) é o mais completo e o mais associado à resistência insulínica, não o mais brando. A alternativa inverte a gravidade: o fenótipo A é o de maior risco metabólico, enquanto o mais brando é o fenótipo D (sem hiperandrogenismo).
Alternativa B — ❌ Incorreta
O fenótipo B (anovulação + hiperandrogenismo, sem ovários policísticos) não é o mais prevalente na população geral. O fenótipo mais prevalente é o A, que combina os três critérios. A alternativa troca a prevalência entre os fenótipos.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O fenótipo C é ovulatório (sem oligo/amenorreia), mas mantém hiperandrogenismo e morfologia policística. Mesmo com ciclos regulares, o hiperandrogenismo confere risco metabólico e cardiovascular. A alternativa está correta ao afirmar que o risco metabólico pode estar presente mesmo com ciclos regulares.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O fenótipo D (anovulação + ovários policísticos, sem hiperandrogenismo) não é um subtipo clássico de SOP. O subtipo clássico é o fenótipo A, que inclui hiperandrogenismo. O fenótipo D é o mais brando e o menos característico da síndrome.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa generaliza incorretamente ao afirmar que apenas fenótipos com ciclos irregulares têm risco cardiovascular e metabólico. O fenótipo C, apesar de ovulatório, também apresenta risco metabólico devido ao hiperandrogenismo. A regularidade do ciclo não exclui o risco.