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Questão de Medicina — Medicina Intensiva — FUNDATEC 2025

MedicinaMedicina Intensiva
Código
qg471211
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico (Medicina Intensiva Pediátrica)
Criança de 6 anos vítima de queda de altura (aproximadamente 5 metros) é admitida na emergência com ausência de movimentos e sensibilidade nos quatro membros, priapismo, respiração diafragmática e hipotensão (PA 70x40 mmHg) com bradicardia (FC 55 bpm), apesar de hidratação venosa inicial. A ressonância magnética da coluna cervical evidencia fratura-luxação instável em C5-C6 com compressão medular significativa e edema. Após estabilização clínica inicial, é submetida à descompressão medular e artrodese cervical posterior de urgência. No pós-operatório imediato na UTI pediátrica, qual das seguintes combinações de cuidados e monitorizações é mais crucial para prevenir complicações secundárias e otimizar o prognóstico neurológico e sistêmico dessa criança com choque neurogênico e lesão medular cervical alta?
  1. AManter sedação profunda para evitar agitação, restringir fluidos para prevenir edema pulmonar e iniciar nutrição parenteral total em 48h devido ao provável íleo paralítico.
  2. BMonitorização hemodinâmica, uso criterioso de vasopressores (por exemplo, noradrenalina) para manter PAM alvo, suporte ventilatório com atenção à capacidade vital e mecânica respiratória, profilaxia para tromboembolismo venoso (TEV) conforme faixa etária e cuidados rigorosos com a pele e posicionamento.
  3. CEstimulação elétrica funcional precoce dos membros para manter tônus muscular, uso de altas doses de metilprednisolona conforme protocolo NASCIS II e restrição proteica na dieta para evitar sobrecarga renal.
  4. DManter colar cervical rígido continuamente, mesmo após fixação cirúrgica, permitir hipotensão permissiva (PAM >50 mmHg) para não sobrecarregar o coração e iniciar fisioterapia motora passiva e ativa intensiva nas primeiras 24 horas.
  5. ERealizar hipotermia terapêutica moderada (34-35 °C) por 72 horas para neuroproteção medular, manter o paciente em decúbito dorsal estrito para estabilidade da coluna e iniciar cateterismo vesical intermitente apenas após 7 dias, para evitar infecção.
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GabaritoB — Monitorização hemodinâmica, uso criterioso de vasopressores (por exemplo, noradrenalina) para manter PAM alvo, suporte ventilatório com atenção à capacidade vital e mecânica respiratória, profilaxia para tromboembolismo venoso (TEV) conforme faixa etária e cuidados rigorosos com a pele e posicionamento.

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