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Questão de Medicina — Medicina Intensiva — FUNDATEC 2025

MedicinaMedicina Intensiva
Código
qg471234
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico (Medicina Intensiva)
Considerando a fisiopatologia avançada e o manejo intensivo do potencial doador, assinale a alternativa correta.
  1. AApós declaração de morte encefálica, a perda completa da regulação autonômica cerebral implica que manutenção hemodinâmica e ventilatória não altera a perfusão de órgãos, sendo qualquer intervenção intensiva irrelevante para viabilidade de transplante.
  2. BA morte encefálica desencadeia uma tempestade autonômica inicial, seguida de vasoplegia, hipotireoidismo relativo, deficiência de ADH, instabilidade hemodinâmica, acidose metabólica e inflamação sistêmica, comprometendo perfusão e função de múltiplos órgãos. O manejo intensivo inclui reposição volêmica guiada, vasopressores adequados, hormonioterapia combinada (tiroxina, vasopressina e corticoides), otimização ventilatória para preservação pulmonar, monitorização hemodinâmica contínua e correção metabólica, visando maximizar viabilidade de órgãos sólidos e tecidos.
  3. CHipotensão e diurese aumentada em potencial doador podem ser abordadas de forma reativa, apenas se houver colapso cardiovascular iminente, pois intervenções proativas em perfusão ou hormonioterapia não melhoram a função cardíaca, renal ou pulmonar para transplante.
  4. DA reposição hormonal (tiroxina, corticoides e vasopressina) é experimental e deve ser reservada para protocolos de pesquisa, pois não existem evidências robustas de melhora na perfusão de múltiplos órgãos em morte encefálica.
  5. EEstratégias ventilatórias em potencial doador devem priorizar baixa pressão inspiratória e ventilação mínima, sem ajustes de PEEP ou FiO₂, já que alterações nos parâmetros respiratórios não influenciam oxigenação pulmonar ou preservação de função alveolar para transplante.
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GabaritoB — A morte encefálica desencadeia uma tempestade autonômica inicial, seguida de vasoplegia, hipotireoidismo relativo, deficiência de ADH, instabilidade hemodinâmica, acidose metabólica e inflamação sistêmica, comprometendo perfusão e função de múltiplos órgãos. O manejo intensivo inclui reposição volêmica guiada, vasopressores adequados, hormonioterapia combinada (tiroxina, vasopressina e corticoides), otimização ventilatória para preservação pulmonar, monitorização hemodinâmica contínua e correção metabólica, visando maximizar viabilidade de órgãos sólidos e tecidos.

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