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Questão de Medicina — Neurologia — FUNDATEC 2025

MedicinaNeurologia
Código
qg471451
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico (Neurologia Pediátrica)
Qual das enzimas apresentadas abaixo está diretamente envolvida na fisiopatologia da leucodistrofia metacromática?
  1. AGalactocerebrosidase.
  2. BArilsulfatase A.
  3. CHexosaminidase A.
  4. DÁcido siálico sintase.
  5. ESulfamidase.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Arilsulfatase A.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Leucodistrofia metacromática: a enzima envolvida

Gabarito: letra B. A leucodistrofia metacromática é causada pela deficiência da enzima arilsulfatase A, que leva ao acúmulo de sulfatídeos na substância branca do sistema nervoso central e periférico. As demais enzimas listadas estão associadas a outras doenças de depósito lisossômico: a galactocerebrosidase à doença de Krabbe, a hexosaminidase A à doença de Tay-Sachs e a sulfamidase à mucopolissacaridose tipo IIIA (síndrome de Sanfilippo A).

A leucodistrofia metacromática (LDM) é uma doença de depósito lisossômico, de herança autossômica recessiva, que afeta a substância branca do sistema nervoso. O defeito enzimático é na arilsulfatase A, uma enzima lisossômica responsável pela degradação dos sulfatídeos (cerebrosídeos sulfatados), que são componentes da mielina. Quando essa enzima está deficiente ou ausente, os sulfatídeos se acumulam nos oligodendrócitos e nas células de Schwann, causando desmielinização progressiva. O nome "metacromática" vem do fato de que o material acumulado apresenta metacromasia (mudança de cor) quando corado com certos corantes, como o azul de cresil ou o violeta de alizarina.

A doença se manifesta em três formas clínicas principais, dependendo da idade de início: infantil tardia (a mais comum, entre 1 e 2 anos), juvenil (entre 4 e 12 anos) e adulta (após 16 anos). Os sintomas incluem regressão do desenvolvimento neuropsicomotor, ataxia, espasticidade, convulsões, demência e, nas formas mais tardias, distúrbios psiquiátricos. O diagnóstico é feito pela dosagem da atividade da arilsulfatase A em leucócitos ou fibroblastos, além da detecção de sulfatídeos na urina e da confirmação genética.

É importante distinguir a LDM de outras leucodistrofias e doenças de depósito, pois cada uma tem uma enzima específica deficiente. A tabela abaixo resume as principais associações:

Doença

Enzima deficiente

Substância acumulada

Leucodistrofia metacromática

Arilsulfatase A

Sulfatídeos

Doença de Krabbe

Galactocerebrosidase

Galactocerebrosídeos

Doença de Tay-Sachs

Hexosaminidase A

Gangliosídeos GM2

MPS IIIA (Sanfilippo A)

Sulfamidase (heparan N-sulfatase)

Heparan sulfato

A pegadinha da banca está em oferecer enzimas de outras doenças de depósito lisossômico como distratores. O candidato que não domina a associação entre cada enzima e sua respectiva doença pode facilmente confundir a galactocerebrosidase (doença de Krabbe) ou a hexosaminidase A (Tay-Sachs) com a enzima correta da LDM. A chave é memorizar o par enzima-doença, que é um clássico em provas de neurologia e pediatria.

Guarde a associação direta: leucodistrofia metacromática → arilsulfatase A. É exatamente esse vínculo que separa a alternativa correta das demais.

1Leucodistrofia metacromática
Arilsulfatase A
Acúmulo de sulfatídeos
2Doença de Krabbe
Galactocerebrosidase
Células globoides
3Tay-Sachs
Hexosaminidase A
Gangliosídeos GM2
4MPS IIIA (Sanfilippo A)
Sulfamidase
Heparan sulfato
Leucodistrofias e doenças de depósito
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Leucodistrofias e doenças de depósito: Leucodistrofia metacromática (Arilsulfatase A, Acúmulo de sulfatídeos); Doença de Krabbe (Galactocerebrosidase, Células globoides); Tay-Sachs (Hexosaminidase A, Gangliosídeos GM2); MPS IIIA (Sanfilippo A) (Sulfamidase, Heparan sulfato)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A galactocerebrosidase é a enzima deficiente na doença de Krabbe (leucodistrofia de células globoides), não na leucodistrofia metacromática. A banca troca a enzima de uma leucodistrofia por outra, explorando a confusão entre doenças que afetam a substância branca.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A arilsulfatase A é a enzima diretamente envolvida na fisiopatologia da leucodistrofia metacromática. Sua deficiência causa o acúmulo de sulfatídeos, levando à desmielinização e aos sintomas neurológicos característicos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A hexosaminidase A é a enzima deficiente na doença de Tay-Sachs, uma gangliosidose GM2 que afeta principalmente os neurônios, não a substância branca. É um distrator clássico para quem confunde doenças de depósito lisossômico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O ácido siálico sintase não é uma enzima associada a uma doença de depósito lisossômico clássica. O ácido siálico está relacionado a outras condições, como a sialidose, mas a "sintase" não é a enzima deficiente na leucodistrofia metacromática. A alternativa é um distrator sem correspondência direta com a doença.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A sulfamidase (heparan N-sulfatase) é a enzima deficiente na mucopolissacaridose tipo IIIA (síndrome de Sanfilippo A), que cursa com degeneração neurológica, mas não é uma leucodistrofia. A banca troca a enzima de uma MPS pela da LDM.

A regra de ouro para a prova: decore o par doença → enzima para as principais leucodistrofias e doenças de depósito. A leucodistrofia metacromática é arilsulfatase A; a de Krabbe é galactocerebrosidase; a de Tay-Sachs é hexosaminidase A; e a MPS IIIA é sulfamidase. Com esse mapa, a questão se resolve em segundos.

Gabarito: letra B.

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