Questão de Medicina — Neurologia — FUNDATEC 2025
- Código
- qg471458
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- GHC-RS
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico (Neurologia Pediátrica)
- AC4-C5.
- BC5-C6.
- CC6-C7.
- DC7-C8.
- EC8-T1.
GabaritoD — C7-C8.
Gabarito: letra D. O reflexo tricipital, obtido pela percussão do tendão distal do tríceps braquial, avalia as raízes nervosas C7-C8 — é o nível de integração do arco reflexo no segmento medular correspondente. A resposta esperada é a contração do tríceps e a extensão do antebraço, mediada pelo nervo radial.
O exame dos reflexos profundos (ou miotáticos) é um pilar da semiologia neurológica: ao percutir um tendão, o estiramento do fuso muscular dispara um arco reflexo monossináptico que envolve a fibra aferente Ia (que penetra na medula pela raiz dorsal) e a fibra eferente do neurônio motor alfa (que sai pela raiz ventral). Cada reflexo tem um nível de integração — o segmento medular onde o arco se completa — e é esse nível que permite localizar a lesão. Por isso, decorar a correspondência entre reflexo, raiz e nervo é essencial para a prática clínica e para a prova.
No membro superior, os quatro reflexos profundos mais avaliados são o bicipital, o tricipital, o estilorradial e o flexor dos dedos. O reflexo tricipital é pesquisado com o braço em abdução, apoiado e relaxado, percutindo-se o tendão distal do tríceps; a resposta é a contração do tríceps braquial com extensão do antebraço. O nervo envolvido é o radial, e as raízes avaliadas são C6-C8 — embora a literatura clássica e a maioria das provas destaquem C7 como raiz principal, o segmento de integração completo é C6-C8. A alternativa D (C7-C8) é a que melhor reflete esse nível, sendo a resposta esperada pela banca.
A confusão mais comum é trocar as raízes do tricipital pelas do bicipital: o reflexo bicipital (nervo musculocutâneo) avalia C5-C6, e o estilorradial (nervo radial) também é C5-C6 (ou C5-C6/C7-C8, conforme a fonte). O flexor dos dedos avalia C8-T1. Guardar esses pares evita o erro típico de marcar C5-C6 ou C6-C7 para o tricipital.
Na prática, a utilidade clínica é direta: um paciente com hiporreflexia tricipital sugere lesão de neurônio motor inferior no nível C7-C8 (radiculopatia, por exemplo), enquanto hiperreflexia sugere lesão de neurônio motor superior (como mielopatia cervical compressiva). A comparação da simetria entre os dois lados é fundamental.
A banca explora a troca entre os reflexos do membro superior. O tricipital é C7-C8 (nervo radial); o bicipital é C5-C6 (nervo musculocutâneo). As alternativas C5-C6 e C6-C7 são distratores clássicos para quem confunde os dois reflexos. Na dúvida, lembre: o tríceps está mais distal no membro, inervado por raízes mais baixas (C7-C8).
C4-C5 não corresponde a nenhum reflexo profundo do membro superior. As raízes C4-C5 estão mais relacionadas à inervação do diafragma (nervo frênico) e à musculatura proximal do ombro, não ao tríceps braquial.
C5-C6 é o nível do reflexo bicipital (nervo musculocutâneo), não do tricipital. A banca troca os reflexos: quem confunde bicipital com tricipital marca esta alternativa.
C6-C7 é um nível intermediário que não corresponde ao reflexo tricipital. Embora C6 e C7 participem da inervação do tríceps, o nível de integração clássico do reflexo é C6-C8, com destaque para C7-C8. A alternativa C é um distrator que mistura raízes de reflexos diferentes.
O reflexo tricipital tem nível de integração C6-C8, sendo C7-C8 a resposta esperada pela banca. O arco reflexo se completa nesses segmentos medulares, e o nervo envolvido é o radial. A percussão do tendão distal do tríceps gera a contração do músculo e a extensão do antebraço.
C8-T1 é o nível do reflexo flexor dos dedos, não do tricipital. A banca desloca as raízes para um nível mais baixo, que corresponde a outro reflexo do membro superior.
Gabarito: letra D — o reflexo tricipital avalia as raízes C7-C8, via nervo radial.
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