Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — FUNDATEC 2025
Medicina›Ortopedia e Traumatologia
Código
qg471624
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico (Ortopedia e Traumatologia)
Na avaliação das fraturas do planalto tibial, qual deve ser a inclinação da ampola do aparelho de radiografia, em graus, para que os raios X fiquem paralelos ao planalto tibial na incidência anteroposterior, respeitando sua inclinação natural?
A5 graus na direção caudal.
B5 graus na direção cranial.
C15 graus na direção caudal.
D15 graus na direção cranial.
E20 graus na direção caudal.
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GabaritoC — 15 graus na direção caudal.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Fraturas do planalto tibial: incidência radiográfica anteroposterior
Gabarito: letra C. Na incidência anteroposterior (AP) do joelho para avaliação das fraturas do planalto tibial, a ampola deve ser inclinada 15 graus na direção caudal (cefálica para alguns autores) para que os raios X fiquem paralelos à superfície articular, que apresenta inclinação natural de aproximadamente 10 a 15 graus em relação ao eixo da tíbia. Essa angulação compensa a inclinação anatômica do planalto tibial, evitando a sobreposição dos côndilos femorais e permitindo melhor visualização da superfície articular.
O planalto tibial é a porção proximal da tíbia que se articula com os côndilos femorais. Em condições normais, essa superfície articular não é perpendicular ao eixo longitudinal do osso — ela apresenta uma inclinação natural de cerca de 10 a 15 graus no sentido póstero-inferior (vista lateral) e também uma inclinação no plano coronal. Quando realizamos uma radiografia em AP convencional, com o raio central perpendicular ao filme, a inclinação natural do planalto faz com que a imagem dos côndilos femorais se sobreponha à superfície articular, dificultando a avaliação de depressões ou cisalhamentos — exatamente o que precisamos identificar nas fraturas.
Para contornar esse problema, a técnica radiográfica padrão orienta a inclinação do tubo de raios X em direção caudal (ou seja, o raio central aponta de cranial para caudal, acompanhando a inclinação da superfície articular). O valor clássico adotado na prática ortopédica é de 15 graus. Essa angulação "abre" o espaço articular, projetando o planalto tibial de forma mais tangencial e permitindo que o feixe de raios fique paralelo à superfície articular, como pede o enunciado.
A confusão mais comum nesse tema é trocar a direção da inclinação (caudal × cranial) ou o valor do ângulo (5 × 15 × 20 graus). A direção correta é sempre caudal — o raio central deve ser inclinado para baixo, acompanhando a inclinação natural do planalto. Já o valor de 15 graus é o consagrado na literatura ortopédica para a incidência AP do joelho nesse contexto. Valores menores (5 graus) são insuficientes para compensar a inclinação anatômica, e valores maiores (20 graus) distorcem a imagem.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora exatamente a inversão da direção e a troca do valor. O candidato que decora "15 graus" mas não fixa a direção pode marcar a letra D (15 graus cranial) — que está errada. A direção correta é caudal, pois o raio central deve acompanhar a inclinação natural do planalto tibial, que desce de posterior para anterior. Guarde: 15 graus, sempre caudal.
1Planalto tibial tem inclinação natural (10–15°)
2Inclinar ampola 15° em direção caudal
3Raios X ficam paralelos ao planalto
4Evita sobreposição dos côndilos femorais
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a inclinação seria de 5 graus na direção caudal. O valor de 5 graus é insuficiente para compensar a inclinação natural do planalto tibial, que é de aproximadamente 10 a 15 graus. Com apenas 5 graus, a sobreposição dos côndilos femorais sobre a superfície articular permaneceria, prejudicando a avaliação da fratura. O valor correto é 15 graus.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a inclinação seria de 5 graus na direção cranial. Aqui há dois erros: o valor (5 graus, insuficiente) e a direção (cranial, que é o oposto do correto). Inclinar o tubo em direção cranial afastaria ainda mais o feixe do paralelismo com o planalto tibial, piorando a qualidade da imagem. A direção correta é caudal.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a alternativa correta. A inclinação de 15 graus na direção caudal é a técnica radiográfica padrão para a incidência AP do joelho na avaliação das fraturas do planalto tibial. Esse ângulo compensa a inclinação natural da superfície articular (cerca de 10 a 15 graus), permitindo que os raios X fiquem paralelos ao planalto e proporcionando uma visualização adequada da superfície articular, essencial para identificar depressões, cisalhamentos e desvios.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a inclinação seria de 15 graus na direção cranial. O valor de 15 graus está correto, mas a direção está invertida. A inclinação cranial faria o raio central apontar para cima, em sentido contrário à inclinação natural do planalto tibial, resultando em uma imagem com sobreposição dos côndilos e perda da definição da superfície articular. A direção correta é caudal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a inclinação seria de 20 graus na direção caudal. Embora a direção esteja correta (caudal), o valor de 20 graus é excessivo. Essa angulação maior que a necessária distorceria a imagem, projetando o planalto tibial de forma oblíqua e dificultando a avaliação precisa da superfície articular. O valor consagrado na literatura é 15 graus.