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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — FUNDATEC 2025

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
qg471630
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico (Ortopedia e Traumatologia)
No protocolo do método de Ponseti para o tratamento do pé torto congênito, após cinco a sete trocas de gesso, a tenotomia percutânea do tendão calcâneo (Aquiles) está indicada quando se atinge qual grau de abdução?
  1. A20°.
  2. B30°.
  3. C40°.
  4. D50°.
  5. E70°.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — 70°.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra E — a conta chega a 70° — alternativa E.

A ideia por trás

O pé torto congênito é uma deformidade presente ao nascimento em que o pé fica virado para dentro e para baixo. O método de Ponseti é o tratamento padrão, baseado em manipulações suaves e gessos seriados que corrigem a deformidade aos poucos, em uma ordem específica: primeiro o cavo, depois o varo e a adução, e por último o equino.

A correção é medida pelo ângulo de abdução do pé em relação à perna. Quando o pé atinge 70° de abdução, significa que a parte da frente do pé já foi suficientemente corrigida, restando apenas o equino (ponta do pé para baixo). Nesse momento, a tenotomia do tendão calcâneo alonga o tendão e permite levantar a ponta do pé, completando o tratamento.

Esta questão cobra exatamente esse marco do protocolo: o valor de abdução que serve de gatilho para a tenotomia. É um número que precisa ser memorizado, pois é um critério clássico descrito na literatura.

O que a questão dá

  • método de Ponseti para pé torto congênito

  • após 5 a 7 trocas de gesso

  • indicação de tenotomia percutânea do tendão calcâneo

O que queremos: o grau de abdução do pé que indica a tenotomia percutânea do tendão calcâneo

Passo 1 — Lembrar a sequência de correção do Ponseti

Antes de saber quando operar, é preciso entender o que já foi corrigido. O método corrige as deformidades em ordem fixa: primeiro o cavo, depois o varo e a adução, e por último o equino. A tenotomia só entra no final, quando falta apenas o equino.

NÃO CAIA NESSA!

Confundir a ordem e achar que a tenotomia é feita no início, quando ainda há adução importante.

Passo 2 — Relacionar a abdução com o equino residual

A tenotomia é o passo final, indicada quando o pé já está corrigido em cavo, varo e adução, mas ainda há equino residual. O critério clássico para saber se a correção da adução foi suficiente é o ângulo de abdução atingido.

NÃO CAIA NESSA!

Achar que a tenotomia é indicada por um ângulo de dorsiflexão, e não de abdução.

Passo 3 — Fixar o valor de 70° de abdução

Esse é o número que a questão cobra. Na prática, o ortopedista mede o ângulo de abdução a cada troca de gesso; quando atinge 70°, a adução e o varo estão corrigidos, e o equino residual pode ser tratado com a tenotomia.

70 \boxed{70\ ^\circ}
NÃO CAIA NESSA!

Confundir com outros valores do protocolo, como o número de trocas de gesso (5 a 7) ou o ângulo de dorsiflexão desejado após a tenotomia.

Resposta: 70° — alternativa E

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