Em relação à doença de Peyronie, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.I. A doença de Peyronie não tem etiologia e fisiopatologia definidas.II. A medida do comprimento peniano é realizada do púbis até a extremidade da glande ou sulco coronal, com o pênis em tração.III. O estudo de ultrassonografia com Doppler deve ser solicitado quando há planejamento cirúrgico.IV. Há associação da doença de Peyronie com as doenças de Dupuytren e de Ledderhose.
ATodas as assertivas estão corretas.
BTodas as assertivas estão incorretas.
CApenas as assertivas I e II estão corretas.
DApenas as assertivas III e IV estão corretas.
EApenas as assertivas I, II e IV estão corretas.
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GabaritoA — Todas as assertivas estão corretas.
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Doença de Peyronie: análise de assertivas
Gabarito: letra A. Todas as assertivas estão corretas: a doença de Peyronie tem etiologia e fisiopatologia não totalmente definidas (acredita-se em traumatismos microvasculares repetidos), a medida do comprimento peniano é feita do púbis à extremidade da glande com o pênis em tração, a ultrassonografia com Doppler é indicada no planejamento cirúrgico, e há associação com as doenças de Dupuytren e de Ledderhose. O conteúdo de apoio confirma a fisiopatologia e a associação com outras fibroses, e o restante é conhecimento consolidado da prática urológica.
A doença de Peyronie (DP) é uma condição adquirida do pênis que envolve fibrose da túnica albugínea, resultando em contratura e, finalmente, curvatura e/ou deformidade peniana. Ocorre em até 6% dos homens nos EUA e, por motivos psicológicos e funcionais, pode ser bastante debilitante. A fisiopatologia, conforme o material de apoio, é resultado de fibrose na túnica albugínea, acreditando-se ser secundária a repetitivos traumatismos microvasculares e deformação ao longo do tempo. Embora alguns indivíduos relatem uma lesão peniana significativa anterior, a maioria não se lembra de um evento incitante — o que reforça a assertiva I, de que a etiologia e a fisiopatologia não são definidas.
A doença é definida temporalmente por fases ativas e estáveis. A fase ativa é caracterizada por mudanças no grau de curvatura ao longo do tempo, bem como por outros graus de mudanças na modelagem peniana, tais como o desenvolvimento de aspecto de “ampulheta” ou induração. A principal característica da fase ativa da doença, entretanto, é a dor, sobretudo com a ereção. Essa distinção entre fase ativa e estável é crucial para o manejo: na fase ativa, evita-se intervenção cirúrgica, reservando-a para a fase estável, quando a curvatura está estabilizada por pelo menos 6 a 12 meses.
A avaliação clínica inclui a medida do comprimento peniano, que deve ser padronizada: do púbis até a extremidade da glande ou sulco coronal, com o pênis em tração. Essa medida é importante para documentar a deformidade e para o planejamento cirúrgico. A ultrassonografia com Doppler é solicitada quando há planejamento cirúrgico, pois avalia a vascularização peniana, a presença de placas calcificadas e a função erétil, auxiliando na escolha da técnica cirúrgica e no prognóstico.
A DP está associada a outras fibroses, como a doença de Dupuytren (contratura da aponeurose palmar) e a doença de Ledderhose (fibrose da fáscia plantar). Essa associação sugere uma predisposição genética ou um distúrbio sistêmico do tecido conjuntivo. O reconhecimento dessa associação é importante para o rastreamento e o manejo multidisciplinar.
A banca explora o conhecimento consolidado da prática urológica, sem armadilhas de inversão de conceitos. A questão é direta e exige que o candidato domine os aspectos fundamentais da doença: etiologia, avaliação clínica e associações.
Doença de Peyronie: Etiologia/fisiopatologia (Não totalmente definidas, Traumatismos microvasculares repetidos); Avaliação clínica (Medida do comprimento (púbis → glande, com tração), Doppler no planejamento cirúrgico); Fases (Ativa (dor, curvatura muda), Estável (≥6–12 meses, cirurgia)); Associações (Doença de Dupuytren, Doença de Ledderhose)
Item I — ✅ Correto
A assertiva afirma que a doença de Peyronie não tem etiologia e fisiopatologia definidas. Isso está correto: embora se acredite em traumatismos microvasculares repetidos como causa, a etiologia exata não é totalmente compreendida, e a fisiopatologia envolve fibrose da túnica albugínea, mas os mecanismos moleculares não são completamente elucidados. O material de apoio confirma que a DP é secundária a repetitivos traumatismos microvasculares, mas não define uma causa única, reforçando a assertiva.
Item II — ✅ Correto
A assertiva descreve corretamente a técnica de medição do comprimento peniano: do púbis até a extremidade da glande ou sulco coronal, com o pênis em tração. Essa é a técnica padronizada na prática urológica, essencial para documentar a deformidade e planejar o tratamento. A medição com tração garante reprodutibilidade e precisão.
Item III — ✅ Correto
A assertiva afirma que a ultrassonografia com Doppler deve ser solicitada quando há planejamento cirúrgico. Isso está correto: o Doppler avalia a vascularização peniana, a presença de placas calcificadas e a função erétil, informações cruciais para a escolha da técnica cirúrgica (ex.: plicatura, enxerto, prótese) e para o prognóstico. Na fase aguda, o Doppler pode ser usado para monitorar a progressão, mas no planejamento cirúrgico é indispensável.
Item IV — ✅ Correto
A assertiva afirma que há associação da doença de Peyronie com as doenças de Dupuytren e de Ledderhose. Isso está correto: essas são fibroses do tecido conjuntivo que ocorrem em associação com a DP, sugerindo uma predisposição sistêmica. A doença de Dupuytren afeta a aponeurose palmar, e a doença de Ledderhose afeta a fáscia plantar. O reconhecimento dessa associação é relevante para o rastreamento e o manejo.
Conclusão: Todas as assertivas estão corretas, portanto a alternativa correta é a letra A.