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Questão de Física — Cinemática — FUNDATEC 2025

FísicaCinemática
Código
qg473402
Banca
FUNDATEC
Órgão
IF Sertão - PE
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Técnico Laboratório - Área Física
Dois pêndulos cônicos, denominados A e B, sustentam partículas de massas idênticas em suas extremidades. Os fios que os compõem são considerados ideais: sem massa e inextensíveis. As únicas forças atuantes sobre os pêndulos são as forças de tensão do fio e os seus pesos, sendo o atrito desprezível. Os pêndulos são colocados em movimento circular uniforme, cada um deles descrevendo uma trajetória em um plano horizontal situado a uma mesma altura H abaixo do ponto de suspensão. Os fios têm comprimento iguais a LA e LB, e formam ângulos θA = 30° e θB = 60° com a vertical. Sejam TA e TB os períodos de revolução dos pêndulos A e B, respectivamente, determine a razão TA/TB.Imagem associada para resolução da questão
  1. ATA/TB = 1/3
  2. BTA/TB = √3/3
  3. CTA/TB = √3
  4. DTA/TB = 3
  5. ETA/TB = 1
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — TA/TB = 1

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pêndulo cônico: período de revolução

Gabarito: letra E. O período de revolução (TT) de um pêndulo cônico que descreve uma trajetória circular em um plano horizontal a uma altura HH abaixo do ponto de suspensão é dado pela expressão T=2πHgT = 2\pi \sqrt{\frac{H}{g}}, onde gg é a aceleração da gravidade. Como o enunciado afirma que ambos os pêndulos descrevem suas trajetórias a uma mesma altura HH abaixo do ponto de suspensão, o período de revolução é idêntico para ambos, independentemente dos ângulos formados com a vertical ou dos comprimentos dos fios.

Análise física

Para um pêndulo cônico, a força resultante centrípeta é fornecida pela componente horizontal da tração (Tx=Tsinθ=mω2RT_x = T \sin\theta = m \omega^2 R), enquanto a componente vertical equilibra o peso (Ty=Tcosθ=mgT_y = T \cos\theta = mg). Da geometria do sistema, temos R=LsinθR = L \sin\theta e H=LcosθH = L \cos\theta. Combinando essas relações, a velocidade angular ω\omega é dada por ω=gLcosθ=gH\omega = \sqrt{\frac{g}{L \cos\theta}} = \sqrt{\frac{g}{H}}.

Como o período TT é definido por T=2πωT = \frac{2\pi}{\omega}, substituímos a expressão da velocidade angular:

T=2πHgT = 2\pi \sqrt{\frac{H}{g}}

Observe que a fórmula do período depende exclusivamente da altura HH e da aceleração da gravidade gg. Como o enunciado especifica que ambos os pêndulos operam à mesma altura HH, a razão entre os períodos TAT_A e TBT_B é necessariamente unitária:

TATB=2πH/g2πH/g=1\frac{T_A}{T_B} = \frac{2\pi \sqrt{H/g}}{2\pi \sqrt{H/g}} = 1
  1. 1Força centrípeta = T senθ
  2. 2Peso = T cosθ
  3. 3Geometria: H = L cosθ
  4. 4ω = √(g / H)
  5. 5T = 2π √(H / g)
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Alternativas

  • Alternativas A, B, C e D: Estão incorretas. Elas resultariam de uma interpretação equivocada que considerasse a dependência do período em relação ao comprimento do fio (LL) ou ao ângulo (θ\theta) de forma isolada, ignorando a restrição geométrica de que ambos se movem na mesma altura HH.

  • Alternativa E: Está correta, pois reflete a independência do período em relação ao ângulo e ao comprimento do fio quando a altura HH é mantida constante.

PEGA ESSA DICA!

Em problemas de pêndulo cônico, sempre verifique se a variável de controle é o comprimento do fio (LL) ou a altura do plano de oscilação (HH). Se a altura HH é fixa, o período é constante. Se o comprimento LL fosse fixo, o período variaria com o ângulo conforme T=2πLcosθgT = 2\pi \sqrt{\frac{L \cos\theta}{g}}.

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