Questão de Medicina Legal — Antropologia Forense — FUNDATEC 2025
Medicina Legal›Antropologia Forense
Código
qg474384
Banca
FUNDATEC
Órgão
IGP-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal
Na antropologia forense, a análise de ossadas e remanescentes humanos permite identificar diversas características biológicas do indivíduo. Sobre os principais métodos utilizados para diagnóstico da espécie, estimativa do sexo, da idade, da estatura e do fenótipo, assinale a alternativa correta.
AA estatura pode ser estimada a partir do comprimento de ossos longos, como fêmur, tíbia e úmero, por meio de fórmulas de regressão específicas para cada população.
BAs estimativas mais aceitas acerca da espécie, do sexo, da idade, da estatura e do fenótipo são feitas pela análise dos ossos ulna, rádio e fêmur.
CA estimativa da idade é mais precisa em adultos do que em crianças, devido à ossificação completa e ausência de alterações degenerativas.
DA determinação da espécie baseia-se no exame de DNA, sendo inviável por meio da morfologia óssea.
EO fenótipo não pode ser inferido a partir de remanescentes ósseos, pois não há correlação entre características cranianas e ancestralidade
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GabaritoA — A estatura pode ser estimada a partir do comprimento de ossos longos, como fêmur, tíbia e úmero, por meio de fórmulas de regressão específicas para cada população.
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Antropologia Forense: Métodos de Estimativa
Gabarito: letra A. A estatura pode ser estimada a partir do comprimento de ossos longos (fêmur, tíbia, úmero) por meio de fórmulas de regressão específicas para cada população — técnica consagrada em antropologia forense. As demais alternativas apresentam erros: inversão da precisão etária (crianças são mais precisas), restrição indevida de ossos, negação incorreta de métodos morfológicos para espécie e fenótipo.
Antropologia Forense
1Estimativa de estatura
Ossos longos (fêmur, tíbia, úmero)
Fórmulas de regressão
Específicas por população
2Estimativa de sexo
Pelve (mais indicada)
Crânio
3Estimativa de idade
Crianças (mais precisa)
Erupção dentária
Fusão de epífises
Adultos (menos precisa)
Alterações degenerativas
4Determinação da espécie
Morfologia óssea (válida)
DNA (também viável)
5Fenótipo
Inferido por crânio
Correlação com ancestralidade
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmativa está correta. A estimativa da estatura é feita classicamente por regressão linear a partir do comprimento máximo de ossos longos (fêmur, tíbia, úmero, rádio, etc.), utilizando equações desenvolvidas para populações específicas (ex.: fórmulas de Trotter e Gleser para americanos brancos e negros). A validade dessas equações depende do grupo populacional de referência.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que as estimativas mais aceitas de espécie, sexo, idade, estatura e fenótipo são feitas pela análise dos ossos ulna, rádio e fêmur. Isso é restritivo demais. Para sexo, a pelve e o crânio são mais indicados; para idade, a sínfise púbica, superfície auricular e dentes; para espécie, a morfologia geral do esqueleto. Embora fêmur, ulna e rádio sejam usados para estatura, não são os únicos nem os mais importantes para todas as estimativas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Inverte a realidade: a estimativa da idade é mais precisa em crianças do que em adultos. Em crianças, há parâmetros bem definidos como erupção dentária, fusão das epífises e comprimento dos ossos. Em adultos, as alterações degenerativas (desgaste articular, osteófitos) são mais variáveis e menos precisas. Portanto, a afirmação está trocada: a precisão é maior na infância.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa C é a clássica inversão: o candidato pensa que adultos são mais precisos por terem ossos completos, mas o conhecimento forense mostra que crianças têm parâmetros de desenvolvimento mais rígidos, gerando estimativas mais acuradas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A determinação da espécie pode sim ser feita por morfologia óssea. Características como a forma do crânio, dentição, curvatura dos ossos longos e estrutura pélvica permitem distinguir humanos de outros animais. O exame de DNA é um método complementar, mas não inviabiliza a análise morfológica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O fenótipo (ancestralidade) pode ser inferido a partir de remanescentes ósseos, especialmente por meio da morfologia craniana (índices cefálicos, proeminências, abertura nasal, etc.). Existem métodos como a análise de características não métricas e a craniometria para estimar a origem ancestral. Portanto, a afirmação é falsa.