Homicídio – Aspectos jurídicos
Gabarito: alternativa E (INCORRETA). A afirmação de que a embriaguez do motorista, por si só, configura automaticamente dolo eventual está em desacordo com a jurisprudência pacífica dos tribunais superiores, que exige a demonstração concreta da assunção do risco de produzir o resultado morte, não bastando a mera ingestão de álcool. As demais alternativas estão corretas.
Alternativa A — ✅ Correta
Conforme o Código de Processo Penal, o advogado e o assistente técnico podem acompanhar a necropsia, mas apenas o assistente técnico pode requerer manobras ou procedimentos adicionais (art. 159, §§ 5º e 6º, do CPP).
Alternativa B — ✅ Correta
A perícia médico-legal é essencial para reconhecer lesões específicas decorrentes de meios insidiosos, como explosivos, que expõem outras pessoas a perigo comum, influenciando diretamente a qualificadora do homicídio (art. 121, § 2º, III, do CP) e a dosimetria da pena.
Alternativa C — ✅ Correta
No homicídio qualificado por tortura, o agente tem dolo direto de matar mediante tortura; já na tortura qualificada pela morte (Lei 9.455/97, art. 1º, § 3º), há dolo de torturar e a morte ocorre a título de preterdolo, sendo essa distinção relevante para a competência e classificação do crime.
Alternativa D — ✅ Correta
A perícia necroscópica pode diferenciar entre aborto, infanticídio e homicídio de recém-nascido, analisando sinais como a vitalidade (respiração pulmonar) e a causa da morte, viabilizando a correta tipificação penal.
Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
A embriaguez ao volante, por si só, não implica automaticamente dolo eventual. É necessário verificar se o agente assumiu conscientemente o risco de causar a morte, distinguindo-se da culpa consciente, em que o motorista confia que evitará o resultado. Portanto, não há homicídio doloso qualificado automático.