Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra QUE — FUNDATEC 2025
Português›Funções morfossintáticas da palavra QUE
Código
qg474417
Banca
FUNDATEC
Órgão
IGP-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Perito Médico-Legista
Quando os resultados de um artigo científico são muito surpreendentes, desconfie: pode
ser mentira provocada por ciência defeituosa
Por Leandro R. Tessler
(Disponível em: www.terra.com.br/noticias/educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base nos seguintes trechos, retirados do texto, assinale a alternativa na qual a palavra “que” NÃO retoma um nome antecedente.
A“ferramenta indispensável para validar ideias sobre praticamente tudo que nos cerca”.
B“os autores precisam convencer os editores — em geral, cientistas de alta reputação entre seus colegas — de que suas ideias correspondem aos fatos”.
C“para criar tecnologias, das mais simples às mais sofisticadas, que levam à melhor qualidade de vida”.
D“artigos que passaram pelos seus processos de revisão”.
E“O exemplo mais claro disso talvez seja a pandemia de covid-19, que abriu um apetite nunca antes visto”.
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GabaritoB — “os autores precisam convencer os editores — em geral, cientistas de alta reputação entre seus colegas — de que suas ideias correspondem aos fatos”.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Funções morfossintáticas da palavra "que": pronome relativo × conjunção integrante
Gabarito: letra B. A única alternativa em que o "que" NÃO retoma um nome antecedente é a B, pois ali ele é conjunção subordinativa integrante — apenas liga o verbo "convencer" à oração substantiva "de que suas ideias correspondem aos fatos", sem retomar nenhum termo anterior. Nas demais, o "que" é pronome relativo e retoma um substantivo (ou pronome) que o precede.
A questão cobra a distinção clássica entre as duas funções mais frequentes do "que": pronome relativo (retoma um antecedente nominal e introduz oração subordinada adjetiva) e conjunção subordinativa integrante (introduz oração subordinada substantiva, sem valor referencial). O comando pede exatamente a que NÃO retoma nome — ou seja, a que não é pronome relativo.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"ferramenta indispensável para validar ideias sobre praticamente tudo que nos cerca"
Aqui o "que" é pronome relativo: retoma o pronome indefinido "tudo" (que funciona como nome) e equivale a "o qual". Reescrita: "tudo o qual nos cerca". Há antecedente nominal. Erro da distratora: apresenta um caso típico de pronome relativo, mas a banca pede o que NÃO retoma nome.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"os autores precisam convencer os editores — em geral, cientistas de alta reputação entre seus colegas — de que suas ideias correspondem aos fatos"
O "que" aqui é conjunção subordinativa integrante: introduz a oração substantiva objetiva indireta "que suas ideias correspondem aos fatos", completando o verbo "convencer" (alguém de algo). Ele não retoma nenhum nome — não há antecedente; apenas conecta a oração principal à subordinada. É a única alternativa em que o "que" não é pronome relativo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"para criar tecnologias, das mais simples às mais sofisticadas, que levam à melhor qualidade de vida"
O "que" é pronome relativo: retoma "tecnologias" e equivale a "as quais". Reescrita: "tecnologias, as quais levam à melhor qualidade de vida". Há antecedente nominal explícito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"artigos que passaram pelos seus processos de revisão"
O "que" é pronome relativo: retoma "artigos" e equivale a "os quais". Reescrita: "artigos os quais passaram pelos seus processos de revisão". Antecedente nominal claro.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"O exemplo mais claro disso talvez seja a pandemia de covid-19, que abriu um apetite nunca antes visto"
O "que" é pronome relativo: retoma "a pandemia de covid-19" e equivale a "a qual". Reescrita: "a pandemia de covid-19, a qual abriu um apetite nunca antes visto". Antecedente nominal explícito.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as duas funções mais comuns do "que". O candidato que decora exemplos prontos pode marcar a letra A ("tudo que") por achar que "tudo" não é nome — mas "tudo" é pronome indefinido substantivo, e o "que" o retoma. A letra B é a única em que o "que" não tem antecedente: é conjunção integrante.
PEGA ESSA DICA!
Para testar se o "que" é pronome relativo, substitua-o por "o qual/a qual/os quais/as quais". Se a troca funcionar, há antecedente nominal. Se não funcionar, é conjunção integrante (ou outra classe). Aplique isso a cada alternativa antes de marcar.