Questão de Medicina Legal — Antropologia Forense — FUNDATEC 2025
Medicina Legal›Antropologia Forense
Código
qg474431
Banca
FUNDATEC
Órgão
IGP-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Perito Médico-Legista
Em situações de desastres em massa, o processo de identificação de vítimas de desastres (DVI, na sigla em inglês) segue protocolos padronizados internacionalmente, visando garantir a identificação precisa, ética e científica das vítimas. Considerando esses protocolos e as etapas do DVI, assinale a alternativa correta.
AO processo DVI é composto por três fases: a coleta de dados ante mortem, a coleta de dados post mortem e a comparação, realizada, posteriormente, por autoridade policial.
BA fase de reconhecimento visual é o método preferencial de identificação, desde que realizada por familiares diretos das vítimas.
CA coleta de impressões digitais, registros odontológicos e perfil genético constitui parte da fase post mortem, e deve seguir rigorosamente a rastreabilidade prevista na cadeia de custódia, como preconizado pela INTERPOL.
DA coordenação do DVI é sempre de responsabilidade exclusiva da Defesa Civil, cabendo aos peritos apenas a emissão dos laudos finais de identificação.
EA coleta de DNA quase nunca é passível de utilização nesses locais, pelo avançado estado de carbonização que se encontram os corpos.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — A coleta de impressões digitais, registros odontológicos e perfil genético constitui parte da fase post mortem, e deve seguir rigorosamente a rastreabilidade prevista na cadeia de custódia, como preconizado pela INTERPOL.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Desastres em Massa (DVI) e Protocolos da INTERPOL
Gabarito: letra C. A alternativa C está correta ao afirmar que a coleta de impressões digitais, registros odontológicos e perfil genético pertence à fase post mortem do DVI, devendo seguir rigorosamente a cadeia de custódia, conforme preconizado pela INTERPOL. O conteúdo de apoio reforça a importância da rastreabilidade dos vestígios, detalhando os procedimentos de cadeia de custódia (documentação, identificação única, registro de transferências).
Método de Identificação
Fase do DVI
Exigência de Cadeia de Custódia
Previsão no Protocolo INTERPOL
Impressões digitais
Post mortem
Sim (rastreabilidade obrigatória)
Sim (método primário)
Registros odontológicos
Post mortem
Sim (rastreabilidade obrigatória)
Sim (método primário)
Perfil genético (DNA)
Post mortem
Sim (rastreabilidade obrigatória)
Sim (método primário)
1Processamento da cena
2Coleta ante mortem
3Coleta post mortem
4Comparação/reconciliação
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
O processo DVI, segundo a INTERPOL, é composto por quatro fases: (1) processamento da cena do desastre, (2) coleta de dados ante mortem, (3) coleta de dados post mortem e (4) comparação/reconciliação. A alternativa omite a fase inicial e atribui a comparação exclusivamente à autoridade policial, quando na verdade é realizada por equipe multidisciplinar (peritos, odontolegistas, geneticistas).
Alternativa B — ❌ Incorreta
O reconhecimento visual não é o método preferencial de identificação em desastres em massa. A INTERPOL prioriza métodos científicos objetivos: papiloscopia (impressões digitais), odontologia legal e perfil genético (DNA). O reconhecimento visual é considerado pouco confiável, podendo ser usado apenas como auxiliar, jamais como primário.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmativa está plenamente de acordo com os protocolos internacionais. As impressões digitais, os registros odontológicos e o DNA constituem os três métodos primários de identificação post mortem. A cadeia de custódia, citada no texto de apoio (documentação, identificador único, rastreabilidade), é requisito essencial para garantir a validade judicial dos vestígios.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A coordenação do DVI não é exclusiva da Defesa Civil. Embora a Defesa Civil atue na gestão do desastre, a coordenação da identificação é de responsabilidade da autoridade forense (geralmente a polícia científica ou instituto de medicina legal), que organiza as equipes multidisciplinares de peritos. A alternativa reduz o papel dos peritos à emissão de laudos, o que é falso.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirmar que "quase nunca" é possível utilizar DNA devido à carbonização é incorreto. Mesmo em corpos severamente carbonizados, é viável extrair DNA de tecidos protegidos (músculo profundo, ossos, dentes). A INTERPOL inclui o DNA como método primário exatamente por sua resiliência em condições adversas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato com três armadilhas típicas: (1) apresentar o reconhecimento visual como método preferencial (alternativa B) — na verdade é o menos confiável; (2) atribuir a coordenação do DVI exclusivamente à Defesa Civil (alternativa D) — a responsabilidade é da autoridade forense; (3) desacreditar o uso de DNA em carbonizados (alternativa E) — o DNA é robusto e amplamente utilizado. Fique atento: a INTERPOL define três pilares de identificação: papiloscopia, odontologia e genética.
PEGA ESSA DICA!
Decore as quatro fases do DVI (cena, ante mortem, post mortem, comparação) e os três métodos primários. Na prova, lembre-se de que a cadeia de custódia é transversal a todas as fases e sua correta documentação é exigida para validar a identificação.