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Questão de Medicina Legal — Traumatologia Forense — FUNDATEC 2025

Medicina LegalTraumatologia Forense
Código
qg474457
Banca
FUNDATEC
Órgão
IGP-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Perito Médico-Legista
A Medicina Legal tem na balística forense valiosa aliada, já que ela estuda armas de fogo, munições e efeitos dos disparos. Para a realização de perícias médico-legais em vítimas desses meios de ação, é imperioso conhecer seus principais conceitos. Sobre o tema, assinale alternativa correta.
  1. ADe acordo com a explicação para formação da rosa de tiro de Cevidalli nas armas de cano liso, pode-se determinar a distância relativa do tiro. Quanto maior a distância entre a arma e o anteparo no momento do disparo, maior será a sua dispersão.
  2. BA identificação das armas de alma lisa é possível através da análise de microestrias nos seus projéteis.
  3. CA identificação das armas de alma raiada é possível através da microcomparação entre projétil padrão e projétil questionado voltada para as estrias deixadas no estojo.
  4. DNos projéteis de alta energia, as ondas de pressão vão à frente do projétil e são inócuas; já as ondas de choque resultam do fenômeno de empuxo sobre os tecidos após a passagem do projétil, formando uma cavidade temporária, seguida pela destruição dos tecidos e consequente cavidade definitiva.
  5. EO mecanismo de formação do sinal de Romanese justifica a presença de elementos secundários do tiro nos orifícios de saída.
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GabaritoA — De acordo com a explicação para formação da rosa de tiro de Cevidalli nas armas de cano liso, pode-se determinar a distância relativa do tiro. Quanto maior a distância entre a arma e o anteparo no momento do disparo, maior será a sua dispersão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Balística forense e conceitos relacionados

Gabarito: letra A. A alternativa A está correta porque, conforme o conteúdo de balística, nos disparos com armas de alma lisa (espingardas), os projéteis múltiplos (balins) se dispersam com o aumento da distância, formando a chamada rosa de tiro, permitindo estimar a distância relativa do disparo. As demais alternativas apresentam erros conceituais ou contrariam os princípios da balística forense.

A questão cobra conhecimentos específicos de balística forense, especialmente sobre o comportamento de projéteis em armas de alma lisa e raiada, efeitos de alta energia e sinais como o de Romanese. A banca utiliza a memorização de conceitos e a compreensão dos fenômenos físicos envolvidos nos disparos.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

De acordo com o material de apoio, nos projéteis múltiplos de espingardas, "há mais dispersão quanto maior a distância do disparo, formando a chamada rosa de tiro nos disparos a longa distância". Isso permite determinar a distância relativa: quanto maior a distância, maior a dispersão. A explicação de Cevidalli para a rosa de tiro em armas de cano liso está correta nesse sentido.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A identificação de armas de alma lisa (smoothbore) não se dá por microestrias em seus projéteis, pois esses canos não possuem raiamentos que deixem marcas helicoidais nos projéteis. As armas de alma lisa utilizam múltiplos balins de chumbo que não adquirem estrias. A análise de microestrias é típica para armas de alma raiada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A microcomparação para identificação de armas de alma raiada é feita com base nas estrias deixadas no projétil (marcas de raiamento), não no estojo. O estojo apresenta marcas de percussão e extração, mas não as estrias do cano. A alternativa troca o objeto de análise (projétil por estojo).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Embora a descrição de cavitação temporária e definitiva esteja correta, a afirmativa contém imprecisões: as ondas de pressão (ou de choque) que antecedem o projétil de alta energia não são consideradas inócuas – elas contribuem para o dano tecidual. Além disso, a cavitação temporária é causada pelo deslocamento radial dos tecidos devido à transferência de energia, não pelo "fenômeno de empuxo" como descrito. O conceito de "ondas de choque" como resultantes do empuxo não é o padrão na literatura forense.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O sinal de Romanese refere-se à inversão das bordas no orifício de entrada (bordas invertidas) versus eversão no de saída, e não justifica a presença de elementos secundários do tiro (pólvora, fuligem) nos orifícios de saída. Na verdade, elementos secundários só aparecem no orifício de entrada, pois são depositados pelo cone de explosão que penetra com o projétil. Orifícios de saída não apresentam tais resíduos.

Gabarito: letra A

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