Questão de Enfermagem — Saúde da Mulher — FUNDATEC 2025
- Código
- qg475757
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Erebango - RS
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Enfermeiro ESF
- A1 – 2 – 3 – 4.
- B3 – 1 – 4 – 2.
- C2 – 3 – 1 – 4.
- D4 – 3 – 2 – 1.
- E2 – 4 – 1 – 3.
GabaritoC — 2 – 3 – 1 – 4.
Gabarito: letra C — a ordem correta é 2 – 3 – 1 – 4. A primeira descrição corresponde ao caso provável (sinais indiretos de infecção recente, como avidez de IgG baixa ou títulos ascendentes), a segunda ao caso confirmado (soroconversão ou detecção direta do parasita), a terceira ao caso suspeito (IgM reagente ou história clínica compatível) e a quarta ao caso descartado (infecção anterior à gestação ou falso-positivo de IgM). A classificação segue os critérios do Ministério da Saúde para vigilância da toxoplasmose congênita.
A toxoplasmose é uma zoonose causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, e na gestação o grande risco é a transmissão vertical ao feto, que pode causar sequelas graves como coriorretinite, calcificações intracranianas e hidrocefalia. Por isso, o Ministério da Saúde estabelece definições de caso para padronizar a vigilância e a conduta. A lógica central é distinguir quando a infecção ocorreu antes da gestação (infecção crônica, sem risco fetal relevante) de quando ocorreu durante a gestação (infecção aguda, com risco de transmissão vertical).
A distinção entre os casos se apoia em três pilares sorológicos: a presença de IgM (marcador de infecção recente, mas com possibilidade de falso-positivo e de persistência por meses), a avidez de IgG (baixa avidez indica infecção recente; alta avidez indica infecção antiga) e a soroconversão (passagem de IgG negativo para positivo, que confirma infecção aguda). A combinação desses marcadores, com a idade gestacional, define cada categoria.
Na prática, o fluxo de classificação começa pela triagem com IgM: se reagente, investiga-se a avidez de IgG e a evolução dos títulos. A avidez alta até 16 semanas praticamente descarta infecção recente, enquanto avidez baixa ou intermediária sugere infecção aguda. A soroconversão documentada é a prova mais forte de infecção gestacional, e a detecção do parasita em líquido amniótico ou tecidos confirma definitivamente o caso. Já o caso descartado inclui situações em que a infecção é claramente anterior à gestação ou em que o IgM é um falso-positivo.
A pegadinha da banca está em inverter a ordem lógica: o candidato pode confundir o caso provável com o confirmado, pois ambos indicam infecção recente. A diferença é que o provável se baseia em evidências indiretas (sorologia), enquanto o confirmado exige evidência direta (soroconversão ou detecção do parasita). Guarde essa fronteira: provável = forte suspeita sorológica; confirmado = prova definitiva.
A sequência 1 – 2 – 3 – 4 inverte completamente a classificação. A primeira descrição (avidez baixa, títulos ascendentes) não é caso suspeito, mas provável — há forte indício sorológico de infecção recente, mas ainda sem confirmação definitiva. O caso suspeito é mais amplo e inclui apenas IgM reagente ou história clínica compatível, sem os critérios específicos de avidez ou títulos.
A sequência 3 – 1 – 4 – 2 troca o caso confirmado pelo provável. A segunda descrição (soroconversão, detecção de DNA) é o caso confirmado, não o suspeito. A banca tenta confundir ao colocar o caso confirmado em primeiro lugar, mas a ordem correta exige que o provável venha antes, pois é uma categoria intermediária entre suspeita e confirmação.
A sequência 2 – 3 – 1 – 4 está correta. A primeira descrição (avidez baixa, títulos ascendentes, IgG elevado após 16 semanas) é o caso provável; a segunda (soroconversão, detecção de DNA) é o caso confirmado; a terceira (IgM reagente, história clínica) é o caso suspeito; e a quarta (IgG reagente antes da concepção, avidez alta, IgG negativa com IgM reagente) é o caso descartado. A ordem segue a lógica de gravidade e especificidade dos critérios.
A sequência 4 – 3 – 2 – 1 coloca o caso descartado em primeiro lugar, o que é um erro grave. A primeira descrição não é descartada, mas provável — os critérios de avidez baixa e títulos ascendentes indicam infecção recente, não infecção anterior. O caso descartado só aparece na última descrição, com critérios que afastam a infecção gestacional.
A sequência 2 – 4 – 1 – 3 troca o caso confirmado pelo provável e o suspeito pelo descartado. A segunda descrição (soroconversão, detecção de DNA) é o caso confirmado, não o descartado. A banca tenta confundir ao colocar o caso descartado em segundo lugar, mas os critérios de soroconversão e detecção do parasita são a prova máxima de infecção ativa.
A banca adora inverter a ordem entre caso provável e confirmado. Lembre-se: provável = evidência sorológica indireta (avidez baixa, títulos ascendentes); confirmado = evidência direta (soroconversão, detecção do parasita). Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪
Para fixar, monte um fluxo mental: IgM reagente → avidez baixa = provável; soroconversão ou PCR positiva = confirmado; IgM reagente sem outros critérios = suspeito; avidez alta ou IgG negativa = descartado. Essa sequência resolve a questão sem decorar cada detalhe.
Gabarito: letra C
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