Questão de Medicina — Gastroenterologia — FUNDATEC 2025
MedicinaGastroenterologia
- Código
- qg476727
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Imbé - RS
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Gastroenterologista
Uma paciente de 38 anos, obesa, IMC de 32, comparece à clínica com queixas típicas de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), incluindo azia e regurgitação há 6 meses. A paciente nunca realizou endoscopia e não apresenta sintomas de alarme (como disfagia, perda de peso ou sangramento gastrointestinal). A médica realiza uma avaliação inicial e conclui que os sintomas são consistentes com DRGE não complicada. Considerando as diretrizes da American Society for Gastrointestinal Endoscopy (ASGE) para o manejo e o diagnóstico inicial da DRGE, e excluindo qualquer intervenção cirúrgica ou endoscópica, qual é a melhor conduta inicial recomendada para essa paciente?
- ARecomenda-se realizar imediatamente a endoscopia digestiva alta (EDA) para descartar esôfago de Barrett (EB), uma vez que a paciente apresenta múltiplos fatores de risco (idade < 50 anos, sexo feminino, obesidade).
- BRecomenda-se iniciar um tratamento empírico com bloqueadores H2 por um período de 8 semanas, pois a EDA deve ser reservada apenas para pacientes com DRGE refratária.
- CRecomenda-se iniciar modificações de estilo de vida (como perda de peso e evitar refeições até 3 horas antes de dormir) e, em seguida, iniciar o tratamento médico com inibidores de bomba de prótons (IBPs) na menor dose e pelo menor tempo possível.
- DSugere-se a avaliação para terapia de energia de radiofrequência (Stretta), como alternativa ao uso crônico de medicamentos, já que a paciente apresenta obesidade.
- EA EDA é obrigatória, pois o diagnóstico clínico de DRGE é insuficiente, sendo necessário confirmar objetivamente a esofagite erosiva pelo sistema de classificação de Los Angeles.