Questão de Veterinária — Parasitologia em Veterinária — FUNDATEC 2025
Veterinária›Parasitologia em Veterinária
Código
qg477405
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Marau - RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Veterinário
A patogenia e a sintomatologia da fasciolose nos ruminantes variam de acordo com a fase de desenvolvimento do parasito no ____, carga parasitária e espécie do hospedeiro definitivo envolvido. A primeira etapa da patogenia corresponde às lesões causadas pela migração dos(as) ______ no parênquima ________. A segunda corresponde à presença dos vermes adultos nos ductos biliares.Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Afígado – larvas – hepático
Bintestino – miracídios – intestinal
Cfígado – rédeas – hepático
Dintestino – adultos – intestinal
Epulmão – metacercárias – pulmonar
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — fígado – larvas – hepático
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Fasciolose em ruminantes: patogenia e sintomatologia
Gabarito: letra A. A fasciolose é uma trematodose que acomete o fígado dos ruminantes, e sua patogenia está diretamente ligada ao ciclo biológico do parasito Fasciola hepatica: as larvas (metacercárias) migram pelo parênquima hepático, causando lesões, e os vermes adultos se alojam nos ductos biliares. A alternativa A preenche corretamente as lacunas com "fígado – larvas – hepático".
A fasciolose, também conhecida como "baratinha do fígado", é uma das principais parasitoses que afetam bovinos, ovinos e caprinos, causando grandes prejuízos econômicos à pecuária. O agente etiológico, Fasciola hepatica, possui um ciclo biológico indireto, que envolve um hospedeiro intermediário obrigatório: o caramujo aquático do gênero Lymnaea. Compreender esse ciclo é fundamental para entender a patogenia da doença, pois cada fase do desenvolvimento do parasito no hospedeiro definitivo (o ruminante) está associada a um tipo específico de lesão e manifestação clínica.
O ciclo se inicia com a ingestão de metacercárias (forma infectante) presentes na pastagem. No intestino delgado, as metacercárias desencistam, liberando formas jovens que atravessam a parede intestinal e migram pela cavidade peritoneal até alcançarem o fígado. Essa migração é a primeira etapa da patogenia: as larvas penetram na cápsula hepática e percorrem o parênquima hepático, destruindo os hepatócitos e causando hemorragias e inflamação. Essa fase aguda é responsável por sintomas como dor abdominal, febre, anemia e, em casos graves, morte súbita, especialmente em ovinos.
Após algumas semanas de migração, as larvas atingem os ductos biliares, onde se desenvolvem até a forma adulta. A segunda etapa da patogenia é caracterizada pela presença dos vermes adultos nos ductos biliares, que se alimentam de sangue e tecido epitelial, causando inflamação crônica, espessamento e fibrose dos ductos, além de obstrução biliar. Essa fase crônica leva a sintomas como emagrecimento progressivo, queda na produção de leite e carne, edema submandibular ("papada") e, em casos avançados, cirrose hepática.
A gravidade da doença varia conforme a carga parasitária (número de metacercárias ingeridas) e a espécie do hospedeiro definitivo. Ovinos são geralmente mais suscetíveis e apresentam quadros agudos mais graves, enquanto bovinos tendem a desenvolver a forma crônica. A alternativa correta é a que identifica corretamente o órgão-alvo (fígado), a forma evolutiva responsável pela migração (larvas) e o local da lesão (parênquima hepático).
1Ovo
2Miracídio (caramujo)
3Rédia (caramujo)
4Cercária (sai do caramujo)
5Metacercária (ingerida)
6Larva (migra no fígado)
7Adulto (ductos biliares)
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A preenche as lacunas com "fígado – larvas – hepático", descrevendo corretamente a patogenia da fasciolose. O fígado é o órgão-alvo do parasito; as larvas (formas jovens) são responsáveis pela migração e pelas lesões no parênquima hepático; e os vermes adultos se alojam nos ductos biliares. Essa é a descrição clássica da doença, presente na literatura de parasitologia veterinária.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B sugere "intestino – miracídios – intestinal". O intestino não é o órgão-alvo da fasciolose, e os miracídios são a forma larval que infecta o caramujo (hospedeiro intermediário), não o ruminante. Além disso, a lesão não é intestinal, mas hepática. A banca troca o órgão e a forma evolutiva para confundir o candidato.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C apresenta "fígado – rédeas – hepático". Embora o fígado e o parênquima hepático estejam corretos, o termo "rédeas" não corresponde a nenhuma forma evolutiva da Fasciola hepatica. As formas evolutivas são: ovo, miracídio, esporocisto, rédia, cercária, metacercária e adulto. A rédia é uma fase que ocorre dentro do caramujo, não no hospedeiro definitivo. Portanto, a alternativa está incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D propõe "intestino – adultos – intestinal". O intestino não é o órgão-alvo, e os vermes adultos não migram pelo parênquima intestinal; eles se alojam nos ductos biliares do fígado. A migração das larvas ocorre no parênquima hepático, não no intestinal. A alternativa inverte completamente o local da lesão e a forma evolutiva.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E sugere "pulmão – metacercárias – pulmonar". O pulmão não é o órgão-alvo da fasciolose, e as metacercárias são a forma infectante ingerida pelo ruminante, que desencistam no intestino e migram para o fígado, não para o pulmão. A lesão é hepática, não pulmonar. A banca troca o órgão e a forma evolutiva para criar um distrator.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as formas evolutivas do parasito. O candidato pode lembrar que a metacercária é a forma infectante, mas ela não é a responsável pela migração no parênquima hepático — essa é a função da larva jovem. Além disso, a rédia é uma fase que ocorre no caramujo, não no ruminante. Fique atento: a questão pede a forma que migra no fígado, que é a larva.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar o ciclo da Fasciola hepatica, lembre-se da sequência: ovo → miracídio (infecta o caramujo) → esporocisto → rédia → cercária (sai do caramujo) → metacercária (forma infectante ingerida) → larva (migra no fígado) → adulto (ductos biliares). Na prova, identifique qual forma está sendo descrita e em qual hospedeiro ela atua.