Pensamento descolonial e colonialidade do poder
Gabarito: letra A (apenas I). A assertiva I descreve corretamente o pensamento descolonial: romper com a lógica eurocêntrica e valorizar epistemologias locais. A assertiva II é falsa: a colonialidade do poder, segundo Quijano, defende que as hierarquias raciais e epistemológicas não foram superadas com o fim do colonialismo político. A assertiva III também é falsa: Dussel critica a modernidade eurocêntrica, não a celebra como integração positiva. Portanto, apenas o item I está correto.
Item I — ✅ Correta
A assertiva está em plena concordância com a proposta descolonial de autores como Quijano e Dussel. O pensamento descolonial busca superar o eurocentrismo, incorporando saberes indígenas, afrodescendentes e comunitários, e reconhecendo a diversidade epistêmica da América Latina. É exatamente isso que o item afirma.
Item II — ❌ Incorreta
A assertiva inverte o conceito central de Quijano. A colonialidade do poder não desaparece com o fim do colonialismo político; pelo contrário, ela persiste como uma estrutura de dominação baseada em raça e conhecimento, que perdura até hoje na modernidade. A afirmação de que "as hierarquias foram superadas" é o oposto do que a teoria sustenta.
Item III — ❌ Incorreta
Enrique Dussel não defende a modernidade eurocêntrica como positiva. Em sua obra, ele critica a modernidade como um fenômeno que, sob o mito do progresso, justificou a dominação colonial. Dussel propõe a "transmodernidade", um projeto que incorpora perspectivas periféricas e subalternas, e não uma integração acrítica no sistema-mundo europeu. A assertiva distorce seu pensamento ao afirmar o contrário.
Gabarito: letra A (apenas I).