Questão de Matemática — Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações — FUNDATEC 2025
- Código
- qg477669
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Montenegro - RS
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor Área II - Matemática
- A03.
- B06.
- C08.
- D11.
- E13.
GabaritoC — 08.
Gabarito: letra C — a conta chega a 8 (letra C).
A função quadrática é uma função do tipo f(x) = ax² + bx + c, com a ≠ 0, cujo gráfico é uma parábola. O termo independente c é o valor da função quando x = 0, ou seja, é a ordenada do ponto onde a parábola corta o eixo y. Quando duas funções quadráticas têm os mesmos coeficientes a e b, mas termos independentes diferentes, seus gráficos são parábolas com o mesmo formato, apenas deslocadas verticalmente. A diferença entre elas é constante e igual à diferença entre os termos independentes. Nesta questão, f(x) e g(x) diferem apenas no termo independente (9 e –3), então f(x) – g(x) = 12 para todo x. Essa relação constante permite relacionar os valores de f e g para um mesmo x, somando ou subtraindo 12.
f(x) = ax² + bx + 9
g(x) = ax² + bx – 3
a ≠ 0
O que queremos: a soma dos números das afirmações corretas
Precisamos descobrir como f(x) e g(x) se relacionam. Como elas têm os mesmos termos ax² e bx, a diferença entre elas é constante e depende apenas dos termos independentes. Isso será a chave para analisar as afirmações 3 e 5.
Por que esta fórmula: A diferença entre duas funções é calculada subtraindo-se os seus valores: f(x) – g(x) = (ax² + bx + 9) – (ax² + bx – 3). Os termos ax² e bx se cancelam, restando apenas a diferença dos termos independentes.
De onde vem cada valor: = enunciado: f(x) = ax² + bx + 9 · = enunciado: g(x) = ax² + bx – 3
Esquecer de distribuir o sinal de menos: (ax² + bx + 9) – (ax² + bx – 3) = ax² + bx + 9 – ax² – bx + 3 = 12. Se errar o sinal, pode dar 6.
A afirmação 1 diz exatamente que f(x) – g(x) = 12 para todo x real. Como já calculamos essa diferença no passo anterior, basta comparar.
Achar que a diferença depende de x, mas ela é constante.
A afirmação 2 diz que o gráfico de f intercepta o eixo y no ponto (0,9). O ponto de interseção com o eixo y ocorre quando x = 0. Precisamos calcular f(0) para confirmar.
Por que esta fórmula: Para achar a interseção com o eixo y, substituímos x por 0 na função, pois todos os pontos do eixo y têm x = 0.
De onde vem cada valor: = enunciado: coeficiente de x² · = enunciado: coeficiente de x · = enunciado: termo independente de f(x)
Esquecer que 0² = 0 e 0 vezes qualquer número é 0, então sobra só o 9.
Com o valor de f(0) calculado, podemos comparar com o ponto (0,9) mencionado na afirmação 2.
Confundir o ponto de interseção com o eixo y com a raiz da função.
A afirmação 3 diz que se f(p) = 25, então g(p) = 0. Precisamos verificar se isso é verdade. Como já sabemos que f(x) – g(x) = 12, podemos isolar g(p).
Por que esta fórmula: Da relação f(x) – g(x) = 12, subtraímos f(x) dos dois lados: –g(x) = 12 – f(x), e multiplicamos por –1: g(x) = f(x) – 12. Essa fórmula permite calcular g(p) a partir de f(p).
De onde vem cada valor: = enunciado: f(p) = 25 · = passo 1: f(x) – g(x) = 12
Somar 12 em vez de subtrair, obtendo 37, ou achar que g(p) = 0.
Com o valor de g(p) calculado, comparamos com o que a afirmação 3 diz (g(p) = 0). Como 13 ≠ 0, a afirmação é falsa.
Marcar como correta por achar que a diferença é 12 e então g(p) = 25 – 12 = 13, mas a afirmação diz 0.
A afirmação 4 diz que o gráfico de g intercepta a origem (0,0). Para isso, precisamos que g(0) = 0. Vamos calcular g(0).
Por que esta fórmula: Assim como para f, a interseção com o eixo y é obtida fazendo x = 0.
De onde vem cada valor: = enunciado: coeficiente de x² · = enunciado: coeficiente de x · = enunciado: termo independente de g(x)
Achar que g(0) = 0 porque a origem é (0,0), mas o termo independente é –3.
Com g(0) = –3, vemos que o gráfico não passa pela origem (0,0), pois –3 ≠ 0. Portanto, a afirmação 4 é falsa.
Confundir interseção com o eixo y com interseção com a origem.
A afirmação 5 diz que se g(r) = 6, então f(r) = 18. Precisamos verificar. Usamos a relação f(x) – g(x) = 12 para achar f(r).
Por que esta fórmula: Da relação f(x) – g(x) = 12, somamos g(x) dos dois lados: f(x) = g(x) + 12. Essa fórmula permite calcular f(r) a partir de g(r).
De onde vem cada valor: = enunciado: g(r) = 6 · = passo 1: f(x) – g(x) = 12
Subtrair 12 em vez de somar, obtendo –6.
Com f(r) = 18, comparamos com o que a afirmação 5 diz (f(r) = 18). Como é igual, a afirmação é correta.
Marcar como incorreta por achar que a diferença é 12 e então f(r) = 6 + 12 = 18, mas a afirmação diz 18.
Identificamos as afirmações corretas: 1, 2 e 5. Agora precisamos somar esses números para obter o resultado pedido.
Por que esta fórmula: A soma é simples: 1 + 2 + 5.
De onde vem cada valor: = passo 2: afirmação 1 correta · = passo 4: afirmação 2 correta · = passo 10: afirmação 5 correta
Incluir a afirmação 3 ou 4 como correta, alterando a soma.
Resposta: 8 (letra C)
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