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Questão de Português — Sintaxe — FUNDATEC 2025

PortuguêsSintaxe
Código
qg479025
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Soledade - RS
Ano
2025
Nível
Fundamental
Cargo
Motorista, Operador de Máquinas e Operário Especializado

Imagem da questão

Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta do sentido da conjunção sublinhada “se” no trecho a seguir:


Se eu rastejava, de repente, passei a voar”.
  1. ACausa.
  2. BComparação.
  3. CConsequência.
  4. DCondição.
  5. EConcessão.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Condição.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação da conjunção "se" — Gabarito: letra D

Gabarito: letra D. No trecho “Se eu rastejava, de repente, passei a voar”, o “se” introduz uma condição: a ação de “passar a voar” está condicionada à situação de “rastejar”. A conjunção condicional pode ser substituída por “caso” ou “desde que”, mantendo o sentido: “Caso eu rastejasse, de repente, passaria a voar”. A banca cobra o reconhecimento do valor semântico da conjunção subordinativa adverbial, e a pista decisiva está na possibilidade de substituição por “caso” e na relação de hipótese entre as orações.

O texto narra a superação do autor, que, após um período de dificuldade (“rastejava”), de repente passou a ler fluentemente (“passei a voar”). A conjunção “se” liga essas duas ideias estabelecendo uma relação de condicionalidade: a segunda oração só se realiza se a primeira for verdadeira. Veja o trecho:

“Se eu rastejava, de repente, passei a voar.”

A oração “Se eu rastejava” é a oração subordinada adverbial condicional, e “passei a voar” é a oração principal. A condição é a circunstância que deve ser satisfeita para que o fato expresso na principal ocorra. Essa é a definição clássica de condição.

Conjunção "se"
  • 1Condicional (gabarito)
    • Substituível por "caso"
    • Hipótese necessária
  • 2Concessiva (pegadinha)
    • Substituível por "embora"
    • Exige oposição
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Causa. A conjunção causal (porque, pois, como, visto que) indica o motivo que provoca o fato da oração principal. No trecho, “rastejar” não é a causa de “voar”; é uma hipótese que, se ocorresse, levaria ao voo. A relação é de condição, não de causa. A banca tenta confundir o candidato com a proximidade semântica entre causa e condição, mas a causa é um fato real, enquanto a condição é uma hipótese.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Comparação. A conjunção comparativa (como, que, do que, tal qual) estabelece uma relação de igualdade ou superioridade entre dois termos. No trecho, não há comparação entre “rastejar” e “voar”; há uma relação de condição. A comparação exigiria uma estrutura como “rastejava como voava” ou “rastejava mais do que voava”.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Consequência. A conjunção consecutiva (tão... que, tanto... que, de modo que) indica o efeito de um fato expresso na oração anterior. No trecho, “passei a voar” não é consequência de “rastejar”; é o resultado de uma condição que, se cumprida, produziria o voo. A relação é de condição, não de consequência. A banca explora a confusão entre condição e consequência, mas a consequência é um fato real, enquanto a condição é uma hipótese.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Condição. A conjunção condicional (se, caso, desde que, contanto que) introduz uma hipótese necessária para que o fato da oração principal ocorra. No trecho, “Se eu rastejava” é a condição para “passei a voar”. A substituição por “caso” confirma: “Caso eu rastejasse, de repente, passaria a voar”. A relação é de condicionalidade, e o “se” é a conjunção condicional típica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Concessão. A conjunção concessiva (embora, ainda que, mesmo que, se bem que) indica uma ressalva, um fato que contraria a expectativa da oração principal. No trecho, não há oposição entre “rastejar” e “voar”; há uma condição. A concessão exigiria uma estrutura como “Embora eu rastejasse, passei a voar”, que expressaria uma ideia de contraste, não de condição.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre condição e concessão, pois ambas podem ser introduzidas por “se” em alguns contextos. No entanto, a concessão exige uma oposição entre as orações, o que não ocorre no trecho. A condição é a relação de hipótese necessária para a realização do fato principal.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar o valor do “se”, tente substituí-lo por “caso” (condição) ou por “embora” (concessão). Se a substituição por “caso” mantiver o sentido, é condição; se a substituição por “embora” mantiver, é concessão. No trecho, “caso” funciona, “embora” não.

Gabarito: letra D.

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