Motorista, Operador de Máquinas e Operário Especializado
Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta do sentido da conjunção sublinhada “se” no trecho a seguir:
“Se eu rastejava, de repente, passei a voar”.
ACausa.
BComparação.
CConsequência.
DCondição.
EConcessão.
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GabaritoD — Condição.
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Classificação da conjunção "se" — Gabarito: letra D
Gabarito: letra D. No trecho “Se eu rastejava, de repente, passei a voar”, o “se” introduz uma condição: a ação de “passar a voar” está condicionada à situação de “rastejar”. A conjunção condicional pode ser substituída por “caso” ou “desde que”, mantendo o sentido: “Caso eu rastejasse, de repente, passaria a voar”. A banca cobra o reconhecimento do valor semântico da conjunção subordinativa adverbial, e a pista decisiva está na possibilidade de substituição por “caso” e na relação de hipótese entre as orações.
O texto narra a superação do autor, que, após um período de dificuldade (“rastejava”), de repente passou a ler fluentemente (“passei a voar”). A conjunção “se” liga essas duas ideias estabelecendo uma relação de condicionalidade: a segunda oração só se realiza se a primeira for verdadeira. Veja o trecho:
“Se eu rastejava, de repente, passei a voar.”
A oração “Se eu rastejava” é a oração subordinada adverbial condicional, e “passei a voar” é a oração principal. A condição é a circunstância que deve ser satisfeita para que o fato expresso na principal ocorra. Essa é a definição clássica de condição.
Conjunção "se"
1Condicional (gabarito)
Substituível por "caso"
Hipótese necessária
2Concessiva (pegadinha)
Substituível por "embora"
Exige oposição
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Causa. A conjunção causal (porque, pois, como, visto que) indica o motivo que provoca o fato da oração principal. No trecho, “rastejar” não é a causa de “voar”; é uma hipótese que, se ocorresse, levaria ao voo. A relação é de condição, não de causa. A banca tenta confundir o candidato com a proximidade semântica entre causa e condição, mas a causa é um fato real, enquanto a condição é uma hipótese.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Comparação. A conjunção comparativa (como, que, do que, tal qual) estabelece uma relação de igualdade ou superioridade entre dois termos. No trecho, não há comparação entre “rastejar” e “voar”; há uma relação de condição. A comparação exigiria uma estrutura como “rastejava como voava” ou “rastejava mais do que voava”.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Consequência. A conjunção consecutiva (tão... que, tanto... que, de modo que) indica o efeito de um fato expresso na oração anterior. No trecho, “passei a voar” não é consequência de “rastejar”; é o resultado de uma condição que, se cumprida, produziria o voo. A relação é de condição, não de consequência. A banca explora a confusão entre condição e consequência, mas a consequência é um fato real, enquanto a condição é uma hipótese.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Condição. A conjunção condicional (se, caso, desde que, contanto que) introduz uma hipótese necessária para que o fato da oração principal ocorra. No trecho, “Se eu rastejava” é a condição para “passei a voar”. A substituição por “caso” confirma: “Caso eu rastejasse, de repente, passaria a voar”. A relação é de condicionalidade, e o “se” é a conjunção condicional típica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Concessão. A conjunção concessiva (embora, ainda que, mesmo que, se bem que) indica uma ressalva, um fato que contraria a expectativa da oração principal. No trecho, não há oposição entre “rastejar” e “voar”; há uma condição. A concessão exigiria uma estrutura como “Embora eu rastejasse, passei a voar”, que expressaria uma ideia de contraste, não de condição.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre condição e concessão, pois ambas podem ser introduzidas por “se” em alguns contextos. No entanto, a concessão exige uma oposição entre as orações, o que não ocorre no trecho. A condição é a relação de hipótese necessária para a realização do fato principal.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar o valor do “se”, tente substituí-lo por “caso” (condição) ou por “embora” (concessão). Se a substituição por “caso” mantiver o sentido, é condição; se a substituição por “embora” mantiver, é concessão. No trecho, “caso” funciona, “embora” não.