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Questão de Medicina — Doenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico — FUNDATEC 2025

MedicinaDoenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico
Código
qg479034
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Soledade - RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico 08h 20h 40h
Sobre a Osteoartrite (OA), que se manifesta em muitos fenótipos e pode envolver diversas articulações do corpo, assinale a alternativa correta.
  1. ANão há evidência científica de que a OA aumenta o risco de mortalidade em comparação com a população em geral.
  2. BO gênero influencia tanto a OA radiográfica quanto a OA sintomática, que é mais comum em mulheres após a menopausa.
  3. CA presença de autoanticorpos específicos, como fator reumatoide e anti-CCP, é fundamental para confirmar o diagnóstico de OA.
  4. DEvidências recentes demonstram clara superioridade da glicosamina e da condroitina na modificação da progressão da degeneração articular quando comparadas às abordagens não farmacológicas.
  5. EFadiga profunda, febre e fraqueza generalizada são manifestações sistêmicas comuns na OA.
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GabaritoB — O gênero influencia tanto a OA radiográfica quanto a OA sintomática, que é mais comum em mulheres após a menopausa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Osteoartrite: epidemiologia, diagnóstico e tratamento

Gabarito: letra B. A osteoartrite (OA) é mais comum em mulheres, especialmente após a menopausa, tanto na forma radiográfica quanto na sintomática — um dado epidemiológico clássico e bem estabelecido. As demais alternativas distorcem a mortalidade, o diagnóstico e o tratamento da doença.

A osteoartrite é a doença articular degenerativa mais comum, caracterizada por falha no reparo da cartilagem articular, levando a dor e disfunção. Diferentemente da artrite reumatoide (AR), que é uma doença inflamatória sistêmica autoimune, a OA é primariamente uma doença mecânica e degenerativa, sem autoanticorpos específicos e sem manifestações sistêmicas como febre ou fadiga profunda. Essa distinção fundamental — inflamatória sistêmica versus degenerativa local — é a chave para entender as alternativas.

A epidemiologia da OA é marcada por forte influência do sexo e da idade. O material de apoio confirma que "a OA da mão e do joelho é a mais comum nas mulheres, sobretudo após os 50 anos" e que a prevalência radiográfica frequentemente antecede a sintomática. Essa diferença de gênero é um dos achados mais consistentes na literatura, atribuída a fatores hormonais (queda do estrogênio na menopausa), anatômicos e genéticos.

Quanto à mortalidade, a OA está associada a aumento do risco, principalmente por sua relação com doença cardiovascular e redução da mobilidade. O material menciona "evidências crescentes de uma associação entre OA e doença cardiovascular (DCV)", o que contraria a ideia de que não há impacto na mortalidade. Já o diagnóstico é eminentemente clínico e radiográfico, não dependendo de autoanticorpos — fator reumatoide (FR) e anti-CCP são marcadores da AR, não da OA. Por fim, o tratamento da OA prioriza medidas não farmacológicas (exercício, perda de peso, fisioterapia); glicosamina e condroitina têm eficácia controversa e não demonstraram clara superioridade na modificação da progressão da doença.

A pegadinha central desta questão é a confusão entre OA e AR: a banca insere autoanticorpos e manifestações sistêmicas (típicos da AR) como se fossem da OA, e inverte a evidência sobre mortalidade e tratamento. Guarde a fronteira: OA é degenerativa, local, sem autoanticorpos e sem sintomas sistêmicos; AR é inflamatória, sistêmica, com FR/anti-CCP e manifestações extra-articulares.

1Natureza
Degenerativa
Mecânica
Local
2Epidemiologia
Mais comum em mulheres pós-menopausa
Influência do sexo e idade
3Diagnóstico
Clínico e radiográfico
Sem autoanticorpos (FR/anti-CCP)
4Tratamento
Base: não farmacológico
Glicosamina/condroitina: eficácia controversa
5Mortalidade
Associada a doença cardiovascular
Osteoartrite (OA)
LEVELsoulevel.com.br
Osteoartrite (OA): Natureza (Degenerativa, Mecânica, Local); Epidemiologia (Mais comum em mulheres pós-menopausa, Influência do sexo e idade); Diagnóstico (Clínico e radiográfico, Sem autoanticorpos (FR/anti-CCP)); Tratamento (Base: não farmacológico, Glicosamina/condroitina: eficácia controversa); Mortalidade (Associada a doença cardiovascular)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que não há evidência de aumento de mortalidade na OA. Há evidências crescentes de associação entre OA e doença cardiovascular, uma das principais causas de morte, além da redução de mobilidade que aumenta o risco de outras comorbidades. A OA não é uma doença benigna em termos de sobrevida.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O gênero influencia tanto a OA radiográfica quanto a sintomática, sendo mais comum em mulheres após a menopausa. O material de apoio confirma: "A OA da mão e do joelho é a mais comum nas mulheres, sobretudo após os 50 anos". A queda de estrogênio na menopausa é um fator de risco bem estabelecido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Autoanticorpos como fator reumatoide e anti-CCP são marcadores da artrite reumatoide, não da osteoartrite. A OA é uma doença degenerativa, sem componente autoimune; seu diagnóstico é clínico e radiográfico, e o líquido sinovial, quando examinado, é não inflamatório.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Não há evidência de clara superioridade de glicosamina e condroitina na modificação da progressão da OA. Estudos mostram eficácia modesta e controversa, e as diretrizes priorizam abordagens não farmacológicas (exercício, perda de peso, fisioterapia) como base do tratamento. A alternativa inverte a hierarquia de evidências.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Fadiga profunda, febre e fraqueza generalizada são manifestações sistêmicas típicas de doenças inflamatórias sistêmicas como a AR, não da OA. A OA é uma doença local, degenerativa, sem sintomas constitucionais. A presença desses sintomas sugere outra etiologia.

Gabarito: letra B

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