Uma empresa deseja elaborar seu fluxo de caixa mensal para analisar a liquidez e planejar pagamentos futuros. Considerando as boas práticas contábeis, previstas nas Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) e Pronunciamentos contábeis (CPC), assinale a alternativa correta.
AO fluxo de caixa registra apenas as receitas e as despesas contabilizadas no regime de competência.
BNo fluxo de caixa, lançam-se entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa, independentemente de terem sido reconhecidas como receita ou despesa contábil.
CO fluxo de caixa deve incluir exclusivamente transações de capital, como empréstimos e aumento de capital, ignorando operações operacionais.
DA elaboração do fluxo de caixa é opcional e não influencia na análise de liquidez da empresa.
EO saldo inicial do fluxo de caixa não precisa ser conciliado com o saldo do banco, pois se trata apenas de projeção financeira.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — No fluxo de caixa, lançam-se entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa, independentemente de terem sido reconhecidas como receita ou despesa contábil.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Fluxo de Caixa: Regime de Caixa vs. Regime de Competência
Gabarito: letra B. De acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) e os CPCs, a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) é elaborada pelo regime de caixa, registrando entradas e saídas efetivas de caixa e equivalentes de caixa, independentemente do reconhecimento como receita ou despesa no regime de competência. Esse entendimento é reforçado pela norma a seguir:
NBC-TG-1000-2.36
A entidade deve elaborar suas demonstrações contábeis, exceto informações de fluxo de caixa, usando o regime contábil de competência.
A banca cobra o conceito fundamental de que o fluxo de caixa é baseado no efetivo movimento financeiro, e não no momento da geração da receita ou despesa.
Afirma que o fluxo de caixa registra apenas receitas e despesas pelo regime de competência. O erro está em confundir os regimes: a DFC não utiliza o regime de competência; ela registra os efetivos recebimentos e pagamentos, ou seja, o regime de caixa.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta ao afirmar que no fluxo de caixa lançam-se entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa, independentemente de terem sido reconhecidas como receita ou despesa contábil. Essa é a essência da DFC: evidenciar as variações no caixa ocorridas no período, e não o resultado econômico.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o fluxo de caixa deve incluir exclusivamente transações de capital (financiamento e integralização de capital), ignorando operações operacionais. Errado: a DFC classifica os fluxos em três categorias (operacional, investimento e financiamento). As operações operacionais são a principal fonte de caixa das atividades-fim da empresa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Diz que a elaboração do fluxo de caixa é opcional e não influencia na análise de liquidez. Contraria a obrigatoriedade legal (Lei das SAs e NBC TG 1000) e a importância da DFC como ferramenta essencial para análise de liquidez e planejamento financeiro.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o saldo inicial não precisa ser conciliado com o saldo bancário por ser apenas projeção. Mesmo em projeções, o saldo inicial deve refletir o saldo real de caixa para que a projeção seja confiável e conciliável.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de fluxo de caixa, lembre-se sempre: a DFC é a única demonstração contábil que não segue o regime de competência. Enquanto DRE e Balanço são baseados no regime de competência, o fluxo de caixa é puro regime de caixa. Essa distinção é frequente em provas.
PEGA ESSA DICA!
Opera Ali Amor Trans Ou
Origens das Receitas de Capital:.
Opera = Operações de Crédito; Ali = Alienação de Bens; Amor = Amortização de Empréstimos; Trans = Transferências de Capital; Ou = Outras Receitas de Capital
— Origens das Receitas de Capital (Classificação da Receita – Contabilidade Pública)