Questão de Contabilidade Geral — Demonstração dos Fluxos de Caixa -DFC — FUNDATEC 2025
- Código
- qg480072
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Tangará da Serra - MT
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Contador
- AApenas I.
- BApenas II.
- CApenas III.
- DI, II e III.
GabaritoD — I, II e III.
Gabarito: letra D (itens I, II e III). As três práticas contábeis listadas podem distorcer a análise do fluxo de caixa porque afetam o resultado (lucro líquido) de forma diferente do efetivo fluxo de caixa. O regime de competência (NBC TG 1000 item 2.36) reconhece receitas e despesas independentemente do recebimento ou pagamento, e práticas como reconhecimento antecipado de receitas, capitalização de despesas e depreciação acelerada criam diferenças temporais entre o lucro contábil e o caixa, exigindo ajustes na DFC pelo método indireto. Se o analista utilizar o lucro líquido sem esses ajustes, a análise será distorcida.
O reconhecimento de receitas antecipadas (por exemplo, recebimento adiantado de clientes) gera um passivo e reconhece receita no resultado antes do efetivo recebimento de caixa. Na DFC, o valor recebido é classificado como atividade operacional, mas o lucro líquido inclui a receita, superestimando o caixa operacional se não houver ajuste. Essa prática distorce a análise porque o lucro não corresponde ao caixa gerado.
A capitalização de despesas operacionais (como gastos com desenvolvimento que são registrados como ativo intangível) difere o reconhecimento da despesa para períodos futuros via amortização. No período da capitalização, o lucro líquido é maior que o caixa efetivamente desembolsado, pois a despesa não é contabilizada. Isso distorce a relação entre lucro e fluxo de caixa, exigindo ajustes na DFC.
O uso de métodos de depreciação acelerada (como soma dos dígitos ou saldo decrescente) aumenta a despesa de depreciação nos primeiros anos, reduzindo o lucro líquido sem qualquer saída de caixa adicional. Como a depreciação é um encargo não monetário, o lucro líquido fica menor que o caixa gerado. Na DFC pelo método indireto, a depreciação é adicionada de volta, mas se o analista ignorar esse ajuste, a interpretação será equivocada. Portanto, a prática também pode distorcer a análise.
Conclusão: Todos os três itens estão corretos. Assim, a resposta é a letra D.
Na análise da DFC, lembre-se de que o lucro líquido não é igual ao fluxo de caixa. As diferenças são causadas por (1) receitas/despesas que não afetam o caixa (depreciação, provisões), (2) defasagens temporais (receitas a prazo, despesas a pagar) e (3) classificações entre atividades (capitalização de despesas como investimento). Para uma análise correta, utilize a DFC ou, se disponível, a conciliação entre lucro e fluxo de caixa.
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