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Questão de Enfermagem — Saúde da Mulher — FUNDATEC 2025

EnfermagemSaúde da Mulher
Código
qg480188
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Tangará da Serra - MT
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Enfermeiro
As malformações fetais são a segunda maior causa de mortalidade infantil. A causa ou o mecanismo subjacente das malformações pode estar relacionado a predisposição individual, deficiência de ácido fólico, anomalia genética fetal subjacente e/ou exposição teratogênica, especialmente nas fases iniciais da gestação. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
  1. AEm todas as gestações com malformações fetais, o cariótipo fetal para investigação de anomalia cromossômica ou síndrome genética associada, devem ser solicitados.
  2. BConsanguinidade e doenças maternas não controladas, como diabetes e fenilcetonúria, são alguns dos fatores de risco que aumentam as chances de anomalia congênita.
  3. CAlgumas alterações fetais como hidrocefalia, calcificações cranianas e/ou hepáticas, derrames cavitários e aumento de ecogenicidade intestinal podem estar associadas à alteração do cordocentese.
  4. DO parto de fetos portadores de atresia esofágica, hérnia diafragmática congênita e cardiopatia congênita pode ocorrer na maternidade de referência habitual, sem a necessidade de tratamento clínico-cirúrgico imediato.
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GabaritoB — Consanguinidade e doenças maternas não controladas, como diabetes e fenilcetonúria, são alguns dos fatores de risco que aumentam as chances de anomalia congênita.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Malformações fetais: fatores de risco e conduta

Gabarito: letra B. A consanguinidade e doenças maternas não controladas, como diabetes e fenilcetonúria, são fatores de risco reconhecidos para anomalias congênitas, conforme a literatura obstétrica e os protocolos de atenção pré-natal. As demais alternativas apresentam erros conceituais ou de conduta que as tornam incorretas.

As malformações fetais representam a segunda maior causa de mortalidade infantil, e sua etiologia é multifatorial. Os principais mecanismos envolvidos incluem predisposição genética individual, deficiência de ácido fólico, anomalias cromossômicas e exposição a agentes teratogênicos, especialmente no primeiro trimestre gestacional, período de organogênese. A compreensão desses fatores é essencial para a atuação do enfermeiro na atenção pré-natal, tanto na prevenção quanto na identificação precoce de riscos.

A suplementação de ácido fólico no período periconcepcional é uma medida comprovadamente eficaz na redução de defeitos do tubo neural, como espinha bífida e anencefalia. A deficiência dessa vitamina está diretamente associada a essas malformações, o que justifica a recomendação de suplementação para todas as mulheres em idade fértil que planejam engravidar.

Os fatores de risco para anomalias congênitas são amplamente estudados e incluem: idade materna avançada, consanguinidade parental, doenças maternas crônicas não controladas (como diabetes mellitus e fenilcetonúria), uso de substâncias teratogênicas (álcool, drogas ilícitas, alguns medicamentos), exposição a radiação e infecções congênitas (como rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus). A identificação desses fatores durante o pré-natal permite o encaminhamento adequado para investigação e acompanhamento especializado.

A investigação de anomalias cromossômicas por meio de cariótipo fetal não é indicada para todas as gestações com malformações, mas sim para casos específicos, como quando há marcadores ultrassonográficos sugestivos, idade materna avançada ou histórico familiar. A decisão deve ser individualizada, considerando os achados clínicos e os riscos envolvidos.

Algumas malformações congênitas, como atresia de esôfago, hérnia diafragmática congênita e cardiopatias congênitas graves, exigem tratamento cirúrgico imediato após o nascimento. O parto desses fetos deve ocorrer em maternidade de referência terciária, com infraestrutura para atendimento neonatal especializado e cirurgia pediátrica, não na maternidade habitual.

A cordocentese é um procedimento invasivo de diagnóstico pré-natal que coleta sangue fetal para análise. Alterações como hidrocefalia, calcificações cranianas ou hepáticas, derrames cavitários e aumento da ecogenicidade intestinal podem estar associadas a infecções congênitas (como toxoplasmose e citomegalovírus), e não diretamente à alteração da cordocentese em si.

Guarde a fronteira entre fatores de risco reconhecidos e condutas específicas: é exatamente nela que as alternativas se dividem.

Malformações fetais
  • 1Etiologia multifatorial
    • Predisposição genética
    • Deficiência de ácido fólico
    • Anomalias cromossômicas
    • Exposição teratogênica
  • 2Fatores de risco
    • Consanguinidade
    • Doenças maternas não controladas
      • diabetes, fenilcetonúria
    • Idade materna avançada
    • Infecções congênitas
  • 3Prevenção
    • Suplementação de ácido fólico periconcepcional
  • 4Investigação
    • Cariótipo fetal (casos selecionados)
    • Cordocentese (infecções congênitas)
  • 5Conduta no parto
    • Malformações graves
      • atresia de esôfago, hérnia diafragmática, cardiopatias
      • Maternidade de referência terciária
      • Tratamento cirúrgico imediato
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que "em todas as gestações com malformações fetais" o cariótipo deve ser solicitado. O erro está na generalização: a investigação cromossômica é indicada em casos selecionados, como quando há achados ultrassonográficos sugestivos de aneuploidia, idade materna avançada ou histórico familiar de anomalias cromossômicas. Não é uma conduta obrigatória para todas as gestações com malformação.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A consanguinidade aumenta o risco de doenças autossômicas recessivas, e doenças maternas não controladas, como diabetes e fenilcetonúria, são fatores de risco bem estabelecidos para anomalias congênitas. O diabetes materno descompensado, por exemplo, está associado a malformações cardíacas e do sistema nervoso central, enquanto a fenilcetonúria materna não tratada causa microcefalia e retardo mental no feto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

As alterações citadas (hidrocefalia, calcificações cranianas/hepáticas, derrames cavitários e aumento da ecogenicidade intestinal) são marcadores ultrassonográficos de infecções congênitas, como toxoplasmose e citomegalovírus. A cordocentese é um procedimento diagnóstico que coleta sangue fetal para confirmar essas infecções, mas não é a "alteração" associada a esses achados — a associação correta é com infecções congênitas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Fetos com atresia de esôfago, hérnia diafragmática congênita e cardiopatias congênitas graves necessitam de tratamento clínico-cirúrgico imediato após o nascimento. O parto deve ocorrer em maternidade de referência terciária, com UTI neonatal e cirurgia pediátrica disponíveis, não na maternidade habitual. A afirmação de que "pode ocorrer na maternidade de referência habitual, sem a necessidade de tratamento imediato" é completamente equivocada.

Gabarito: letra B

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