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Questão de Medicina — Urologia — FUNDATEC 2025

MedicinaUrologia
Código
qg480851
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Tangará da Serra - MT
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Clínico Geral
A fisiopatologia da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) está associada a alterações hormonais e celulares que levam ao aumento da próstata, com impacto nos sintomas do trato urinário inferior. Sendo assim, assinale a alternativa correta.
  1. AA HPB está associada ao aumento da apoptose celular na próstata, que ocorre devido à redução dos níveis de di-hidrotestosterona (DHT) nos homens idosos.
  2. BO desenvolvimento da HPB envolve o acúmulo de di-hidrotestosterona (DHT) nos tecidos prostáticos, estimulando a proliferação celular principalmente na zona de transição.
  3. CA principal enzima envolvida na formação da DHT a partir da testosterona, a aromatase, apresenta maior atividade em homens com HPB.
  4. DO crescimento prostático na HPB ocorre predominantemente na zona periférica da próstata, o que resulta em compressão direta da uretra prostática.
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GabaritoB — O desenvolvimento da HPB envolve o acúmulo de di-hidrotestosterona (DHT) nos tecidos prostáticos, estimulando a proliferação celular principalmente na zona de transição.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hiperplasia Prostática Benigna (HPB): fisiopatologia

Gabarito: letra B. A HPB se desenvolve pelo acúmulo de di-hidrotestosterona (DHT) no tecido prostático, que estimula a proliferação celular principalmente na zona de transição (periuretral). A DHT é formada a partir da testosterona pela enzima 5α-redutase, e não pela aromatase, e o crescimento ocorre na zona de transição, não na periférica — é exatamente essa tríade (hormônio, enzima e zona) que as alternativas distorcem.

A HPB é um crescimento benigno da próstata, decorrente da hiperplasia das células estromais e epiteliais, que acomete principalmente homens acima de 45 anos, com prevalência e gravidade aumentando com o envelhecimento. O eixo hormonal central é a testosterona: produzida pelos testículos, ela é convertida na própria próstata em DHT pela ação da enzima 5α-redutase. A DHT é o principal andrógeno intracelular prostático e o responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características de crescimento celular hiperplásico. Esse processo ocorre predominantemente no tecido periuretral, chamado de zona de transição, e o crescimento nessa área leva à obstrução da saída da bexiga (OSB), que causa os sintomas do trato urinário inferior (STUIs).

A OSB resulta de dois mecanismos: obstrução mecânica, pelo aumento do volume tecidual na zona periuretral, e obstrução dinâmica, pela diminuição do relaxamento do colo vesical durante a micção e aumento do tônus da musculatura lisa no colo vesical e na próstata. Além disso, a resposta do músculo detrusor ao aumento da resistência de saída contribui para a sintomatologia de bexiga hiperativa. Os STUIs podem ser classificados em sintomas de armazenamento (irritativos), como polaciúria, urgência e noctúria, e sintomas de esvaziamento (obstrutivos), como jato fraco, hesitação e sensação de esvaziamento incompleto.

A distinção crucial que a banca explora é entre a zona de transição e a zona periférica da próstata. Enquanto a HPB se desenvolve na zona de transição (periuretral), o adenocarcinoma prostático tem predileção pela zona periférica. Essa diferença anatômica explica por que a HPB causa sintomas obstrutivos precoces (compressão da uretra prostática), enquanto o câncer de próstata frequentemente é assintomático em fases iniciais. Outra confusão comum é entre as enzimas: a 5α-redutase converte testosterona em DHT, enquanto a aromatase converte andrógenos em estrógenos — não tem papel relevante na formação da DHT.

A pegadinha central desta questão é a inversão de conceitos: a banca troca a enzima (aromatase por 5α-redutase), a zona de crescimento (periférica por transição) e o efeito celular (apoptose por proliferação). O candidato que memoriza apenas a palavra "DHT" sem entender o mecanismo completo cai nas alternativas distratoras. Guarde a tríade: DHT estimula proliferação, 5α-redutase forma a DHT, zona de transição é o local do crescimento — é nela que as alternativas se dividem.

1Hormônio
DHT estimula proliferação
Formada pela 5α-redutase
2Local
Zona de transição (periuretral)
Obstrução da saída da bexiga
3Distratores
Aromatase (converte em estrógenos)
Zona periférica (câncer, não HPB)
Apoptose (é proliferação)
HPB: fisiopatologia
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HPB: fisiopatologia: Hormônio (DHT estimula proliferação, Formada pela 5α-redutase); Local (Zona de transição (periuretral), Obstrução da saída da bexiga); Distratores (Aromatase (converte em estrógenos), Zona periférica (câncer, não HPB), Apoptose (é proliferação))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a HPB está associada ao aumento da apoptose celular devido à redução dos níveis de DHT. Há dupla inversão: na HPB ocorre proliferação celular (hiperplasia), não apoptose, e os níveis de DHT estão aumentados (ou mantidos) no tecido prostático, não reduzidos. A DHT é o principal andrógeno intracelular e estimula o crescimento celular hiperplásico.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve corretamente o mecanismo: o desenvolvimento da HPB envolve o acúmulo de DHT nos tecidos prostáticos, estimulando a proliferação celular principalmente na zona de transição. A DHT é formada pela ação da 5α-redutase sobre a testosterona e atua como principal andrógeno intracelular, promovendo o crescimento hiperplásico na região periuretral.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a enzima envolvida na formação da DHT é a aromatase. O correto é a 5α-redutase, que converte testosterona em DHT na própria próstata. A aromatase converte andrógenos em estrógenos e não participa da formação da DHT.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o crescimento prostático na HPB ocorre predominantemente na zona periférica. O correto é a zona de transição (periuretral), que é onde o crescimento causa compressão da uretra prostática e obstrução da saída da bexiga. A zona periférica é o local de predileção do adenocarcinoma prostático, não da HPB.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte três conceitos-chave: a enzima (aromatase em vez de 5α-redutase), a zona de crescimento (periférica em vez de transição) e o efeito celular (apoptose em vez de proliferação). O candidato que decora apenas "DHT" sem entender o mecanismo cai nas distratoras. Com treino, você identifica essas trocas de longe 💪.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte a tríade da HPB: DHT (hormônio que estimula proliferação) → 5α-redutase (enzima que converte testosterona em DHT) → zona de transição (local do crescimento). Compare com o câncer de próstata: zona periférica e aromatase não fazem parte da fisiopatologia da HPB.

Gabarito: letra B

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