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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — FUNDATEC 2025

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
qg480852
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Tangará da Serra - MT
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Clínico Geral
A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma estratégia de prevenção do HIV destinada a pessoas em maior risco de infecção. Sobre a PrEP, assinale a alternativa correta.
  1. APrEP é eficaz quando tomada diariamente e deve ser associada a outras medidas preventivas, como o uso de preservativos.
  2. BA indicação de PrEP está restrita a pessoas vivendo com HIV como forma de diminuir a transmissão do vírus.
  3. CPrEP utiliza a combinação de tenofovir e lamivudina, administrada uma vez por semana.
  4. DNão existem estudos que comprovem a eficácia da PrEP na prevenção do HIV.
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GabaritoA — PrEP é eficaz quando tomada diariamente e deve ser associada a outras medidas preventivas, como o uso de preservativos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV

Gabarito: letra A. A PrEP é uma estratégia de prevenção combinada do HIV, indicada para pessoas HIV-negativas com vulnerabilidade acrescida, e sua eficácia depende de uso regular (diário ou sob demanda), devendo ser associada a outras medidas, como preservativos — exatamente o que a alternativa A afirma. As demais alternativas distorcem a indicação, o esquema medicamentoso e a evidência científica da PrEP.

A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é uma das ferramentas da chamada prevenção combinada do HIV, que reúne múltiplas estratégias — testagem ampla, tratamento como prevenção (conceito U=U: indetectável = intransmissível), uso de preservativos, imunizações, PEP e a própria PrEP — porque nenhuma medida isolada é suficiente no nível populacional. O objetivo da PrEP é proteger pessoas que não vivem com HIV, mas que estão em situação de risco aumentado de adquirir o vírus, oferecendo um antirretroviral que impede a replicação viral caso haja exposição.

A eficácia da PrEP é amplamente comprovada por estudos clínicos. O estudo iPrEx, com homens que fazem sexo com homens (HSH) e mulheres trans, mostrou redução de 44% no risco de aquisição do HIV, chegando a 95% entre participantes com boa adesão. O estudo PROUD demonstrou 86% de eficácia, e o IPERGAY, que avaliou o uso sob demanda, também mostrou redução de 86%. Em pessoas cisgênero heterossexuais, a eficácia geral foi de 62% no estudo TDF2. Esses dados reforçam que a PrEP funciona, mas sua efetividade está diretamente ligada à adesão — por isso a alternativa D, que nega a existência de estudos comprobatórios, é flagrantemente incorreta.

O esquema padrão da PrEP oral diária é a associação de tenofovir (300 mg) e entricitabina (200 mg), um comprimido por dia. A alternativa C erra ao citar lamivudina (que compõe a PEP, junto com tenofovir e dolutegravir) e ao afirmar uso semanal — a PrEP oral é diária (ou sob demanda, no esquema IPERGAY, que envolve doses antes e depois da relação, não uma vez por semana). A alternativa B erra ao restringir a PrEP a pessoas vivendo com HIV: isso seria um absurdo lógico, pois a PrEP é justamente para quem não tem o vírus; pessoas com HIV usam TARV (terapia antirretroviral), não PrEP.

A indicação da PrEP, segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde, é para pessoas a partir de 15 anos, com peso ≥ 35 kg, sexualmente ativas e com vulnerabilidade acrescida — como parcerias sorodiferentes com carga viral detectável, práticas sexuais sem preservativo, histórico de IST, uso repetido de PEP, chemsex, entre outros. A PrEP não substitui o preservativo: ela protege contra o HIV, mas não contra outras ISTs nem contra a gravidez. Por isso, a recomendação é sempre associá-la a outras medidas preventivas, como a alternativa A corretamente afirma.

A pegadinha central desta questão é a inversão de papéis: a banca tenta confundir PrEP (para quem é HIV-negativo) com TARV (para quem vive com HIV), e também mistura o esquema da PrEP com o da PEP. Guarde a fronteira: PrEP = prevenção antes da exposição, para soronegativos; PEP = prevenção após a exposição (até 72h); TARV = tratamento para quem já vive com HIV. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

1Público-alvo
HIV-negativos
Vulnerabilidade acrescida
2Esquema
Tenofovir + entricitabina
Uso diário (ou sob demanda)
3Eficácia comprovada
iPrEx: 44% (95% com adesão)
PROUD: 86%
IPERGAY: 86%
4Prevenção combinada
Preservativo (outras ISTs)
Testagem
U=U (indetectável = intransmissível)
PrEP (Profilaxia Pré-Exposição)
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PrEP (Profilaxia Pré-Exposição): Público-alvo (HIV-negativos, Vulnerabilidade acrescida); Esquema (Tenofovir + entricitabina, Uso diário (ou sob demanda)); Eficácia comprovada (iPrEx: 44% (95% com adesão), PROUD: 86%, IPERGAY: 86%); Prevenção combinada (Preservativo (outras ISTs), Testagem, U=U (indetectável = intransmissível))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta ao afirmar que a PrEP é eficaz quando tomada diariamente e deve ser associada a outras medidas preventivas, como preservativos. Isso está alinhado com a literatura e com o PCDT: a eficácia da PrEP oral diária é comprovada (estudos iPrEx, PROUD, IPERGAY), e a prevenção combinada preconiza o uso conjunto de estratégias, pois a PrEP não protege contra outras ISTs nem contra gravidez. O preservativo continua sendo recomendado como medida complementar essencial.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa inverte completamente o público-alvo da PrEP. A PrEP é indicada para pessoas HIV-negativas com risco aumentado de infecção — nunca para pessoas vivendo com HIV. Quem vive com HIV utiliza TARV (terapia antirretroviral) para tratar a infecção e alcançar carga viral indetectável (U=U), o que também previne a transmissão, mas isso é tratamento, não profilaxia pré-exposição. A banca troca o sujeito: PrEP é para quem não tem o vírus.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa erra em dois pontos: (1) o esquema da PrEP oral diária é a associação de tenofovir + entricitabina (TDF 300 mg/FTC 200 mg), não tenofovir + lamivudina — esta última combinação, com dolutegravir, é o esquema da PEP; (2) a administração é diária (ou sob demanda, no esquema IPERGAY, com doses antes e após a relação), nunca uma vez por semana. A banca mistura o esquema da PEP com o da PrEP e inventa uma frequência inexistente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa é falsa: existem inúmeros estudos que comprovam a eficácia da PrEP na prevenção do HIV. O estudo iPrEx mostrou redução de 44% no risco (até 95% com boa adesão); o PROUD, 86%; o IPERGAY (uso sob demanda), 86%; o TDF2, 62% em heterossexuais. A eficácia é robusta e reconhecida internacionalmente, sendo a PrEP uma das principais estratégias de prevenção combinada no SUS. A banca nega uma evidência científica consolidada.

Gabarito: letra A — a única alternativa que descreve corretamente a PrEP: eficaz com uso diário e associada a outras medidas preventivas, como preservativos.

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