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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FUNDATEC 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg480855
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Tangará da Serra - MT
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Clínico Geral
Uma paciente de 52 anos comparece à consulta médica para rotina ginecológica. Refere ter sido submetida à histerectomia total por miomatose uterina há 5 anos, com resultados de exames citopatológicos prévios sem evidência de alterações. Em relação à prevenção do câncer do colo do útero, qual é a conduta mais adequada?
  1. ARealizar citologia oncótica vaginal regularmente, pois há risco de neoplasia em fundo de saco vaginal.
  2. BSuspender o rastreamento citopatológico em casos de histerectomia total por condições benignas.
  3. CRealizar citologia oncótica apenas se houver indicação de rastreamento oncológico prévio alterado.
  4. DRealizar colposcopia anualmente devido ao risco de lesões persistentes por HPV.
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GabaritoB — Suspender o rastreamento citopatológico em casos de histerectomia total por condições benignas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreamento do câncer do colo do útero após histerectomia

Gabarito: letra B. Em pacientes submetidas à histerectomia total por condições benignas, com citologias prévias sem alterações, o rastreamento citopatológico deve ser suspenso, pois o risco de neoplasia vaginal é extremamente baixo. Essa conduta está alinhada às diretrizes do Ministério da Saúde e do INCA, que não recomendam a realização de citologia de rotina nesse cenário.

O câncer do colo do útero é uma neoplasia fortemente associada à infecção persistente pelo HPV, e o rastreamento citopatológico (Papanicolau) tem como objetivo detectar lesões precursoras na zona de transformação do colo uterino. Quando a histerectomia total é realizada por doença benigna (como miomatose), o colo é removido, eliminando o principal sítio de desenvolvimento do câncer cervical. O risco residual de neoplasia na cúpula vaginal é muito baixo, especialmente quando os exames citopatológicos prévios foram normais. Por isso, as diretrizes nacionais e internacionais recomendam a suspensão do rastreamento de rotina nesse grupo de mulheres.

A decisão de suspender o rastreamento, no entanto, depende de dois critérios essenciais: (1) a histerectomia deve ter sido total (remoção do colo) e (2) a indicação deve ter sido por doença benigna, sem história de lesões precursoras ou câncer cervical. Se a histerectomia foi subtotal (preservação do colo) ou se havia diagnóstico prévio de NIC 2/3 ou câncer, o rastreamento deve continuar conforme protocolo específico. No caso da paciente do enunciado, ambos os critérios são atendidos: histerectomia total há 5 anos por miomatose e citologias prévias sem alterações.

Na prática, a conduta correta é orientar a paciente sobre a não necessidade de novos exames citológicos de rotina, mas manter o acompanhamento ginecológico para outras questões de saúde da mulher, como climatério e prevenção de outras neoplasias. É importante diferenciar essa situação daquelas em que a histerectomia foi realizada por lesão pré-invasiva ou invasiva do colo, nas quais o seguimento com citologia da cúpula vaginal é obrigatório por até 20 anos, conforme as diretrizes de acompanhamento pós-tratamento.

A pegadinha desta questão está em confundir o rastreamento de rotina (população geral) com o seguimento pós-tratamento de lesões precursoras ou câncer. A alternativa A, por exemplo, sugere manter a citologia regularmente, o que seria correto apenas se houvesse histórico de lesão prévia. A alternativa C propõe realizar citologia apenas se houver rastreamento prévio alterado, o que não se aplica, pois a suspensão é definitiva nesse cenário. A alternativa D sugere colposcopia anual, que não é indicada como rastreamento de rotina em nenhuma situação, sendo reservada para avaliação de alterações citológicas ou lesões visíveis.

Guarde o critério decisivo: histerectomia total por doença benigna + citologias prévias normais = suspensão do rastreamento. É exatamente essa combinação que separa a alternativa correta das demais.

Critério

Histerectomia total benigna

Histerectomia por lesão prévia

Indicação

Miomatose, doença benigna

NIC 2/3, câncer cervical

Citologias prévias

Normais

Alteradas

Rastreamento

[-] Suspenso (definitivo)

[+] Mantido (cúpula vaginal)

Seguimento

Rotina ginecológica

Até 20 anos

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a citologia oncótica vaginal deve ser realizada regularmente, pois há risco de neoplasia em fundo de saco vaginal. Embora exista um risco teórico de neoplasia vaginal após histerectomia, ele é extremamente baixo em mulheres sem história de lesões precursoras ou câncer cervical. As diretrizes não recomendam rastreamento de rotina nesse grupo, pois o benefício não supera os riscos de exames desnecessários (falso-positivos, ansiedade, procedimentos invasivos). A conduta correta é a suspensão, não a manutenção regular.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A conduta mais adequada é suspender o rastreamento citopatológico, pois a paciente foi submetida à histerectomia total por condição benigna (miomatose) e apresenta citologias prévias sem alterações. Nesse cenário, o risco de neoplasia vaginal é mínimo, e as diretrizes do Ministério da Saúde e do INCA não recomendam a realização de citologia de rotina. A suspensão é definitiva, desde que não haja história de lesões precursoras ou câncer cervical.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Propõe realizar citologia oncótica apenas se houver indicação de rastreamento oncológico prévio alterado. Essa conduta não é adequada, pois, uma vez suspenso o rastreamento por histerectomia total benigna, não há indicação de retomada baseada em exames prévios normais. A suspensão é definitiva, e não condicionada a resultados anteriores. Se houvesse história de lesão prévia, o seguimento seria diferente, mas não é o caso.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sugere realizar colposcopia anualmente devido ao risco de lesões persistentes por HPV. A colposcopia não é um exame de rastreamento de rotina; ela é indicada para avaliação de alterações citológicas ou lesões visíveis. Além disso, após histerectomia total por doença benigna, não há indicação de vigilância colposcópica periódica, pois o risco de neoplasia vaginal é baixo. A conduta correta é a suspensão do rastreamento, não a realização de colposcopia anual.

Gabarito: letra B

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