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Questão de Medicina — Dermatologia — FUNDATEC 2025

MedicinaDermatologia
Código
qg480904
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Tangará da Serra - MT
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Hanseologista
Entre os indicadores epidemiológicos relacionados à hanseníase, qual das alternativas abaixo descreve corretamente o uso da Taxa de Detecção em menores de 15 anos?
  1. AA Taxa de Detecção em menores de 15 anos é utilizada para avaliar a carga global da hanseníase em toda a população, incluindo adultos.
  2. BEsse indicador é fundamental para identificar casos multibacilares em áreas urbanas densamente povoadas.
  3. CA Taxa de Detecção em menores de 15 anos reflete a transmissão ativa da hanseníase em uma comunidade.
  4. DEsse indicador não é relevante para o monitoramento, pois crianças raramente apresentam formas graves da doença.
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GabaritoC — A Taxa de Detecção em menores de 15 anos reflete a transmissão ativa da hanseníase em uma comunidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hanseníase: Taxa de Detecção em menores de 15 anos

Gabarito: letra C. A Taxa de Detecção em menores de 15 anos é um indicador que reflete a transmissão ativa da hanseníase na comunidade, pois a doença em crianças indica transmissão recente e convívio com casos ainda não tratados. Essa é a interpretação epidemiológica consagrada nos protocolos do Ministério da Saúde, que a alternativa C espelha corretamente.

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Sua transmissão ocorre por vias aéreas superiores, através de gotículas de secreção respiratória de pacientes multibacilares sem tratamento. O período de incubação é longo, variando de 2 a 5 anos em média, podendo chegar a mais de 10 anos. Por isso, a detecção de casos em crianças é um marcador epidemiológico extremamente valioso: se uma criança desenvolve a doença, significa que houve exposição recente a um caso fonte, geralmente um contato domiciliar ou social próximo, que ainda não foi diagnosticado e tratado. Isso indica que a cadeia de transmissão está ativa naquela comunidade.

O Ministério da Saúde, em seus protocolos e diretrizes, define a Taxa de Detecção em menores de 15 anos como um dos indicadores de monitoramento do controle da hanseníase enquanto problema de saúde pública. O documento técnico é claro ao afirmar que "casos de hanseníase em menores de quinze anos de idade indicam transmissão recente, traduzindo o convívio das crianças com casos de hanseníase ainda não tratados, sendo um importante indicador para a vigilância de contatos e monitoramento da endemia na comunidade". Essa é a base conceitual que sustenta a alternativa correta.

É importante distinguir os diferentes indicadores epidemiológicos da hanseníase, pois cada um tem uma função específica no monitoramento da doença:

Indicador

O que mede

Utilidade principal

Taxa de detecção geral

Casos novos por 100 mil habitantes

Avalia a carga global da doença e tendências

Taxa de detecção em < 15 anos

Casos novos em crianças por 100 mil habitantes

Reflete transmissão ativa e recente

Taxa de grau 2 de incapacidade

Casos com incapacidade física no diagnóstico

Indica detecção tardia e falha no diagnóstico precoce

Proporção de cura

Casos curados entre os diagnosticados

Avalia a qualidade do tratamento

Proporção de abandono

Casos que abandonaram o tratamento

Avalia adesão e qualidade do serviço

A pegadinha desta questão está em confundir a função específica do indicador. A banca oferece alternativas que atribuem à Taxa de Detecção em menores de 15 anos funções que pertencem a outros indicadores, como avaliar a carga global da doença (que é função da taxa geral) ou identificar casos multibacilares (que é uma classificação clínica, não um indicador epidemiológico). O candidato que não domina o significado de cada indicador pode facilmente cair nessas armadilhas.

Guarde a distinção central: a Taxa de Detecção em menores de 15 anos é um indicador de transmissão recente e ativa, não um medidor da carga global da doença nem um instrumento de classificação clínica. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

1Taxa de detecção geral
carga global da doença
2Taxa em menores de 15 anos
transmissão ativa e recente
3Grau 2 de incapacidade
detecção tardia
4Proporção de cura
qualidade do tratamento
Indicadores da hanseníase
LEVELsoulevel.com.br
Indicadores da hanseníase: Taxa de detecção geral (carga global da doença); Taxa em menores de 15 anos (transmissão ativa e recente); Grau 2 de incapacidade (detecção tardia); Proporção de cura (qualidade do tratamento)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a Taxa de Detecção em menores de 15 anos avalia a carga global da hanseníase em toda a população, incluindo adultos. Isso é um erro conceitual: a carga global da doença é avaliada pela Taxa de Detecção Geral (casos novos por 100 mil habitantes, sem recorte etário). O indicador específico para menores de 15 anos tem um propósito diferente — medir a transmissão ativa e recente, não a carga total. A alternativa confunde o indicador específico com o indicador geral.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que esse indicador é fundamental para identificar casos multibacilares em áreas urbanas densamente povoadas. Isso não corresponde à função do indicador. A classificação em multibacilar (MB) ou paucibacilar (PB) é uma classificação operacional do caso, baseada no número de lesões e na baciloscopia, não um dado epidemiológico populacional. A Taxa de Detecção em menores de 15 anos não identifica casos multibacilares; ela mede a ocorrência de casos novos em crianças, independentemente da forma clínica. A alternativa mistura o indicador epidemiológico com a classificação clínica individual.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a alternativa correta. A Taxa de Detecção em menores de 15 anos reflete a transmissão ativa da hanseníase em uma comunidade. O fundamento é epidemiológico: como o período de incubação da doença é longo, a ocorrência de casos em crianças indica exposição recente a um caso fonte não tratado, demonstrando que a cadeia de transmissão está ativa. O Ministério da Saúde, em seu Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase, afirma que "casos de hanseníase em menores de quinze anos de idade indicam transmissão recente, traduzindo o convívio das crianças com casos de hanseníase ainda não tratados, sendo um importante indicador para a vigilância de contatos e monitoramento da endemia na comunidade". Por isso, esse indicador é fundamental para avaliar a efetividade das ações de controle e para direcionar a busca ativa de casos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que esse indicador não é relevante para o monitoramento, pois crianças raramente apresentam formas graves da doença. Isso é duplamente errado. Primeiro, o indicador é altamente relevante, justamente por ser um marcador de transmissão ativa. Segundo, a premissa de que crianças raramente apresentam formas graves é incorreta — crianças podem sim desenvolver formas multibacilares e graves da hanseníase, embora as formas paucibacilares sejam mais comuns nessa faixa etária. A relevância do indicador não está na gravidade da doença na criança, mas no que a ocorrência do caso revela sobre a transmissão na comunidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os diferentes indicadores epidemiológicos da hanseníase. O candidato pode ser tentado a escolher a alternativa A, que parece plausível ao associar o indicador à carga global da doença, ou a alternativa B, que mistura o indicador com a classificação clínica. A chave é lembrar que cada indicador tem uma função específica: a taxa em menores de 15 anos é um marcador de transmissão recente e ativa, não um medidor de carga global nem um instrumento de classificação de casos. Com esse conceito claro, a resposta correta salta aos olhos.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre indicadores epidemiológicos, monte mentalmente uma tabela associando cada indicador à sua função principal. Para a hanseníase, memorize: taxa geral = carga global; taxa em < 15 anos = transmissão ativa; grau 2 de incapacidade = detecção tardia; proporção de cura = qualidade do tratamento. Essa associação direta resolve a maioria das questões sobre o tema.

Gabarito: letra C

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