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Questão de Medicina — Dermatologia — FUNDATEC 2025

MedicinaDermatologia
Código
qg480907
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Tangará da Serra - MT
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Hanseologista
Sobre os efeitos adversos associados aos medicamentos utilizados na PQT para hanseníase, qual das alternativas abaixo está correta?
  1. AA rifampicina está associada à síndrome do homem vermelho, que ocorre devido à toxicidade hepática cumulativa.
  2. BA clofazimina frequentemente causa hepatite grave, limitando seu uso prolongado.
  3. CA rifampicina é responsável por alterações cutâneas escuras que são confundidas com reações hansênicas.
  4. DA dapsona pode causar anemia hemolítica, especialmente em pacientes com deficiência de G6PD (glicose-6-fosfato desidrogenase).
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GabaritoD — A dapsona pode causar anemia hemolítica, especialmente em pacientes com deficiência de G6PD (glicose-6-fosfato desidrogenase).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Efeitos adversos da poliquimioterapia (PQT) na hanseníase

Gabarito: letra D. A dapsona pode causar anemia hemolítica, especialmente em pacientes com deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), conforme descrito no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Hanseníase. As demais alternativas trocam os efeitos adversos entre os medicamentos do esquema PQT-U (rifampicina, clofazimina e dapsona).

A poliquimioterapia única (PQT-U) é o tratamento de primeira linha para a hanseníase, associando três antimicrobianos: rifampicina, dapsona e clofazimina. Cada um desses fármacos possui um perfil de eventos adversos distinto, e a banca explora exatamente a confusão entre eles. O conhecimento desses efeitos é essencial para o manejo clínico, pois permite distinguir reações adversas de reações hansênicas e orientar a vigilância adequada.

A rifampicina, administrada em dose mensal supervisionada, pode causar hepatotoxicidade, mas esta é rara na dosagem e nos intervalos recomendados para hanseníase, não sendo indicação para interromper o tratamento. A clofazimina tem como efeito mais comum e perceptível a pigmentação da pele, variando de vermelho a castanho-escuro, que pode se acumular nas lesões cutâneas ativas. Já a dapsona, geralmente bem tolerada, pode causar hemólise e, mais raramente, anemia significativa, com risco aumentado na deficiência de G6PD.

A distinção crucial está em associar cada medicamento ao seu efeito adverso característico. A banca inverte essas associações nas alternativas incorretas, criando armadilhas que testam o conhecimento específico do candidato. Por exemplo, a síndrome do homem vermelho é um efeito adverso associado ao uso de vancomicina, não à rifampicina, e a pigmentação cutânea é característica da clofazimina, não da rifampicina.

Na prática clínica, o monitoramento hematológico é recomendado nos primeiros meses de tratamento com dapsona, especialmente em pacientes do sexo feminino e idosos, que apresentam maior risco de anemia. A deficiência de G6PD, embora raramente aumente o risco de hemólise, é um fator que deve ser considerado, pois a dapsona pode desencadear anemia hemolítica mais grave nesses pacientes.

Guarde a associação correta entre cada fármaco e seu efeito adverso: rifampicina → hepatotoxicidade (rara); clofazimina → pigmentação da pele; dapsona → anemia hemolítica. É exatamente essa correspondência que separa as alternativas corretas das incorretas.

Medicamento

Efeito adverso característico

Observação clínica

Rifampicina

Hepatotoxicidade (rara)

Leve aumento transitório das transaminases; não causa síndrome do homem vermelho (efeito da vancomicina)

Clofazimina

Pigmentação da pele (vermelho a castanho-escuro)

Pode acumular-se nas lesões cutâneas ativas; não causa hepatite grave

Dapsona

Anemia hemolítica

Risco aumentado em deficiência de G6PD; monitorar níveis hematológicos nos primeiros meses

1Rifampicina
Hepatotoxicidade (rara)
2Clofazimina
Pigmentação da pele
3Dapsona
Anemia hemolítica
Risco aumentado na deficiência de G6PD
Efeitos adversos da PQT-U
LEVELsoulevel.com.br
Efeitos adversos da PQT-U: Rifampicina (Hepatotoxicidade (rara)); Clofazimina (Pigmentação da pele); Dapsona (Anemia hemolítica, Risco aumentado na deficiência de G6PD)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A rifampicina não está associada à síndrome do homem vermelho. Essa síndrome é um efeito adverso clássico da vancomicina, caracterizada por rubor cutâneo, hipotensão e prurido, relacionada à liberação de histamina. A rifampicina, por sua vez, pode causar hepatotoxicidade, mas com leve aumento transitório das transaminases, raro na dosagem mensal usada na hanseníase. A alternativa confunde o efeito adverso de um medicamento com outro e atribui à rifampicina uma toxicidade hepática cumulativa que não corresponde à realidade clínica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A clofazimina não causa hepatite grave com frequência. Seu efeito adverso mais comum é a pigmentação da pele, variando de vermelho a castanho-escuro, que pode persistir por meses após a interrupção. A hepatotoxicidade não é um evento adverso característico da clofazimina; quando ocorre, é rara. A alternativa troca o efeito adverso da clofazimina (pigmentação) por um que não lhe é típico (hepatite grave), o que limitaria seu uso prolongado — afirmação incorreta, pois a clofazimina é usada por 12 meses no esquema PQT-U.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A rifampicina não é responsável por alterações cutâneas escuras. Essa é uma característica da clofazimina, que causa pigmentação da pele de vermelho a castanho-escuro, podendo se acumular nas lesões hansênicas e torná-las mais evidentes. A alternativa inverte os efeitos adversos entre rifampicina e clofazimina, atribuindo à primeira um efeito que é típico da segunda. A confusão com reações hansênicas é um ponto relevante, mas a pigmentação é da clofazimina, não da rifampicina.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A dapsona pode causar anemia hemolítica, especialmente em pacientes com deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD). A hemólise é um efeito adverso reconhecido da dapsona, que pode levar a anemia significativa, embora raramente. A deficiência de G6PD aumenta o risco de hemólise, pois a dapsona é um agente oxidante que pode causar estresse oxidativo nos eritrócitos. O PCDT da Hanseníase recomenda o monitoramento dos níveis hematológicos nos primeiros meses de tratamento, especialmente em pacientes do sexo feminino e idosos, que apresentam maior risco de anemia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca os efeitos adversos entre os medicamentos da PQT-U. A rifampicina não causa síndrome do homem vermelho (isso é da vancomicina) nem pigmentação cutânea (isso é da clofazimina). A clofazimina não causa hepatite grave (isso é raro e não é seu efeito típico). A dapsona, sim, causa anemia hemolítica, especialmente em pacientes com deficiência de G6PD. Memorize a associação correta: rifampicina → hepatotoxicidade rara; clofazimina → pigmentação da pele; dapsona → anemia hemolítica.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre efeitos adversos de medicamentos, crie uma tabela mental associando cada fármaco ao seu efeito mais característico. Na PQT-U, a tríade é: rifampicina (hepatotoxicidade), clofazimina (pigmentação) e dapsona (hemólise). Essa associação direta resolve a maioria das questões sobre o tema.

Gabarito: letra D

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