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Questão de Medicina — Geriatria — FUNDATEC 2025

MedicinaGeriatria
Código
qg480974
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Tangará da Serra - MT
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Regulador
De acordo a “Cartilha: Pessoas Idosas do SUS”, qual das seguintes estratégias deve ser prioritariamente implementada no planejamento de longo prazo para reduzir o impacto de emergências em comunidades com alta concentração de pessoas idosas?
  1. AEstabelecer abrigos exclusivos para pessoas idosas, separados de outras faixas etárias, para melhor controle dos recursos e maior enfoque à população de idosos.
  2. BPriorizar o desenvolvimento de campanhas de conscientização sobre cuidados com pessoas idosas exclusivamente em áreas urbanas.
  3. CCapacitar líderes comunitários para identificar e mapear pessoas idosas vulneráveis em seus territórios, promovendo a integração com redes de suporte.
  4. DImplementar um sistema de triagem automática que substitua a avaliação direta por profissionais de saúde, agilizando atendimentos em casos de desastres.
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GabaritoC — Capacitar líderes comunitários para identificar e mapear pessoas idosas vulneráveis em seus territórios, promovendo a integração com redes de suporte.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estratégias de proteção a pessoas idosas em emergências comunitárias

Gabarito: letra C. A estratégia prioritária no planejamento de longo prazo para reduzir o impacto de emergências em comunidades com alta concentração de idosos é capacitar líderes comunitários para identificar e mapear pessoas idosas vulneráveis, integrando-as às redes de suporte. Essa abordagem está alinhada aos princípios do SUS de territorialização, participação social e cuidado centrado na pessoa, em vez de soluções segregacionistas ou tecnocráticas.

A questão avalia a compreensão sobre como estruturar a proteção de idosos em situações de emergência, um tema que exige raciocínio sobre políticas públicas de saúde e planejamento comunitário. O ponto central é reconhecer que a vulnerabilidade do idoso em desastres não se resolve apenas com estrutura física ou tecnologia, mas com a criação de vínculos e redes de proteção que funcionem antes, durante e depois da emergência. A alternativa correta reflete a lógica da Atenção Primária à Saúde (APS), que valoriza o conhecimento do território e a atuação de atores locais, como líderes comunitários e agentes de saúde, para alcançar populações que muitas vezes não acessam os serviços formais.

O envelhecimento populacional impõe desafios específicos à gestão de riscos. Pessoas idosas, especialmente as mais frágeis, têm maior probabilidade de desfechos adversos em emergências devido a limitações funcionais, cognitivas e sociais. Por isso, o planejamento de longo prazo não pode se basear apenas em respostas reativas, mas em ações proativas de mapeamento e preparação. A capacitação de líderes comunitários é uma estratégia de baixo custo e alto impacto, pois aproveita o conhecimento local e fortalece a resiliência da comunidade. Ela permite identificar quem são os idosos mais vulneráveis, onde vivem, quais são suas necessidades específicas e como acionar a rede de suporte adequada — seja a unidade de saúde, a assistência social ou a defesa civil.

As demais alternativas apresentam soluções que, embora possam parecer razoáveis à primeira vista, contêm falhas conceituais ou operacionais. A segregação de idosos em abrigos exclusivos, por exemplo, contraria o princípio da integração social e pode aumentar o isolamento, além de ser logisticamente complexa. Campanhas de conscientização restritas a áreas urbanas ignoram a realidade de comunidades rurais ou periféricas, onde a vulnerabilidade costuma ser maior. E a substituição da avaliação profissional por triagem automática desconsidera a complexidade clínica do idoso, que frequentemente apresenta quadros atípicos e necessita de avaliação humana qualificada.

A pegadinha da questão está em confundir "estratégia de planejamento de longo prazo" com "medida imediata de resposta". A alternativa C é a única que constrói capacidade instalada na comunidade, criando um sistema sustentável de identificação e cuidado. As outras são medidas pontuais, reativas ou inadequadas ao contexto comunitário. Guarde esse critério: em questões sobre proteção de idosos em emergências, a resposta correta quase sempre envolve fortalecimento de redes, capacitação de atores locais e integração com serviços existentes — nunca isolamento, substituição de profissionais ou soluções exclusivamente tecnológicas.

Proteção de idosos em emergências
  • 1Planejamento de longo prazo
    • Capacitar líderes comunitários
      • Mapear vulneráveis
      • Integrar redes de suporte
    • Abrigos exclusivos (segregação)
    • Campanhas só urbanas (exclui rurais)
    • Triagem automática (substitui profissional)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Estabelecer abrigos exclusivos para idosos, separados de outras faixas etárias, é uma medida que contraria o princípio da integração social e da não segregação. Embora possa parecer uma forma de "focar" recursos, ela fragmenta a resposta comunitária, dificulta a logística e pode aumentar o isolamento social do idoso, que já é um fator de risco. Além disso, não é uma estratégia de planejamento de longo prazo, mas uma medida pontual de resposta. A abordagem correta é integrar o idoso à rede de proteção existente, não separá-lo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Priorizar campanhas de conscientização exclusivamente em áreas urbanas é uma estratégia limitada e excludente. Comunidades rurais, ribeirinhas e periféricas frequentemente concentram idosos em situação de maior vulnerabilidade e menor acesso a serviços. A territorialização, princípio do SUS, exige que as ações alcancem todas as áreas, com prioridade para as de maior risco. Além disso, campanhas de conscientização, por si só, não são suficientes para o planejamento de longo prazo — elas precisam ser acompanhadas de ações concretas de mapeamento e fortalecimento de redes.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Capacitar líderes comunitários para identificar e mapear idosos vulneráveis, promovendo a integração com redes de suporte, é a estratégia mais alinhada ao planejamento de longo prazo. Essa abordagem aproveita o conhecimento do território, fortalece a participação social e cria um sistema sustentável de proteção. Os líderes comunitários, muitas vezes agentes de saúde ou membros de associações locais, conhecem as pessoas e suas condições de vida, o que permite identificar precocemente os idosos em risco e acionar a rede de suporte adequada. Isso está em consonância com os princípios do SUS de territorialização, integralidade e participação da comunidade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Implementar um sistema de triagem automática que substitua a avaliação direta por profissionais de saúde é uma medida inadequada e perigosa. A avaliação do idoso em emergências é complexa e exige julgamento clínico, pois os sintomas costumam ser atípicos e inespecíficos. A tecnologia pode ser uma ferramenta de apoio, mas nunca deve substituir a avaliação profissional. Além disso, essa alternativa não aborda o planejamento de longo prazo nem a construção de redes comunitárias — ela é uma solução reativa e tecnocrática, que ignora a dimensão humana e social do cuidado.

Gabarito: letra C

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